terça-feira, 11 de agosto de 2015

E O AMOR?





E O AMOR?

Está tudo errado.

A política, a religião e o caminho que a grande maioria dos seres humanos está a fazer. Não há liderança na política, não há progresso na religião e há uma considerável ausência de sentido na vida de quase todos.

Assim, só teremos um destino: a extinção.

Todo o foco do governo está centrado no dinheiro. O importante é se o país está a ser capaz de pagar a dívida, se está a conseguir equilibrar as contas e a corresponder às exigências desumanas de gente de fora que nunca sentiu dentro, imaginou ou verdadeiramente se interessou em conhecer as extremas dificuldades por que passam milhares de famílias, crianças e velhos, e a profunda desorientação de milhares de jovens cuja esperança em mudar ou fazer algo novo se vai esbatendo na muralha de medo que estes pseudolíderes edificaram a seu belo proveito. Exigir é tão fácil quando se tem, quando se pode, quando nos é indiferente. Sempre que ouvimos um político falar, ninguém acredita, ninguém sente que aquilo que diz corresponde àquilo que é. Falta-lhes autenticidade, alegria no trabalho e amor.

Falta-lhes muito amor.

Amor aos outros. Amor à missão. Amor ao planeta.

E é por isto que cada vez mais pessoas estão a afastar-se do poder de votar, da livre escolha de poder mudar o destino do país. Consciente ou inconscientemente, as pessoas sabem que fica tudo na mesma. Continuará a falar-se mais da dívida do que em compaixão; continuarão a haver discursos lidos sem ponta de emoção; continuarão a não existir verdadeiras ideias de mudança; continuará a abstinência de esperança. Por isso não se admirem se cada vez menos pessoas se derem ao trabalho de votar. Aliás, não votar é o novo voto em branco. É o quero lá saber destes tipos, vou é investir toda a minha energia em mim, naqueles que amo, nos meus projetos e em tudo o que me apaixona.

Esta separação, cuja escala será cada vez maior e mais forte, vai levar-nos, em algumas décadas, ao desaparecimento da política tal qual a conhecemos. É verdade. Não sabemos, mas somos cada vez mais a gritar bem alto: ASSIM NÃO DÁ. E não vai dar. E a mudança dar-se-á.

Acredito profundamente, e chamem-me sonhador, que daqui a menos de uma mão cheia de décadas, o mundo estará diferente. Esta liderança pelo ego e pelo medo vai dar lugar a uma liderança em amor onde o principal foco de quem decide estará centrado nos outros, na supressão das suas necessidades, na consumação dos seus sonhos e na verdadeira liberdade do ser, sem ameaças, mentiras nem roubos de igreja.

Só o amor conseguirá devolver-nos quem somos e mostrar-nos o que viemos aqui fazer. 

E por falar em igreja, o que dizer desta instituição?

Hoje em dia associa-se mais o pecado, a corrupção e os mais graves crimes a estes líderes do que a uma ideia de amor, o vislumbre de um caminho ou à própria fé. Também isto tem o tempo contado.

Felizmente.

E uma sugestão, que tal um novo evangelho? Sim, um evangelho que dê maior importância à pessoa, que lhe dê a responsabilidade das suas escolhas e que nos venha, e de uma vez por todas, dizer que todos somos UM e que ninguém é melhor que ninguém, apenas diferente, com processos e missões de vida distintos, e que a vontade de Deus não está acima da nossa, está ao lado, porque este UM somos todos, onde Ele está incluído, e somos todos amor. À igreja falta-lhe fazer mais amor e aos seus fiéis falta-lhes o discernimento para perceberem que não é Deus quem comanda as suas vidas, mas eles. Apenas eles. Só em amor, em profunda responsabilidade, e com amor podemos salvar este planeta.

Precisamos de todos. Precisamos elevar uma unidade de combate e guerrear pela mais ameaçadora das guerras: o amor em si. Nada nos assusta mais que o amor. E a razão é simples, dá muito trabalho amarmo-nos e amar ao próximo, é muito mais fácil não nos questionarmos e julgar tudo e todos. Estamos quase a perder a luta, é um facto, mas ainda vamos a tempo. Ainda temos tempo de criar a mudança, de gerar compaixão e afeto, união e fraternidade. Somos amor e amar é tudo o que temos de fazer. Seja em casa, na rua, no nosso trabalho, com este ou com aquele, é de dentro de nós que aquilo que somos tem de se expandir. Temos de saber perdoar, aceitar o que não controlamos e dar incondicionalmente, sem expectativas, cobranças ou dependências. São estas as nossas armas.

Amar é o caminho. Não é o dinheiro, não é a mentira, não é o medo e muito menos um senhor na cruz em sofrimento ou uma falsa ideia de eternidade. Somos todos eternos e estamos aqui para ser felizes. Quando nos unirmos em torno desta missão planetária, só quando nos unirmos, quando formos esse UM, conseguiremos mudar o curso da vida e experimentar o que verdadeiramente significa “Ser” humano.

O meu contributo é diário, o teu também deve ser. Só tens de descobrir como o podes fazer e depois, quanto mais o fizeres, mais vais inspirar quem te rodeia e por aí adiante. Já sentiste a tua responsabilidade? É nesta guerra que me encontro há muitos anos. Faço-o por amor à minha missão. Não é fácil, mas seria tremendamente mais difícil ter conhecimento do que vim cá fazer e estar-me nas tintas para isso. Agora, uma coisa é certa, quem, como eu, escolher caminhar na linha da frente, prepare-se para levar muita porrada. Faz parte. Todos aqueles que desejam e lutam pela mudança serão sempre ameaçados por uns, postos em causa por outros e atacados pela maioria; é normal e não é por mal que o fazem; não dar ouvidos a uma consciência maior resulta nisso mesmo, terão o seu tempo para evoluir; saibamos nós manusear as nossas armas, erguer a cabeça e seguir em frente.

O medo tem muito medo do amor, apenas precisamos ser mais a escolher amar como o amor deve ser amado.

E assim está tudo certo.

Guerreiros, confiem e avancem. A vitória é nossa.   

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