domingo, 4 de janeiro de 2015

Confissões "COSMOPOLITAN", Janeiro de 2015


Confesso,
o início de um novo ano é sempre a melhor boleia para inovar, quebrar tabus e romper com as miseráveis rotinas de um ano inteiro sem ponta de prazer.
Sim, neste novo ciclo de trezentos e sessenta e tal dias quero falar sobre o prazer, sobre o deleite em forma de sussurros, gemidos e orgasmos, sobre o gozo maior de dois corpos abandonados à voluptuosidade de um momento quente.
Tão bom. Quem é que se lembra do inverno quando dois corpos fervem um contra o outro?
A maioria das pessoas esquece-se que o prazer existe, não se lembra que ele é parte de nós e que ele, por si só, é responsável por uma grande fatia da nossa confiança. O sexo, apesar do roçar das peles, mexe muito mais com o estado do espírito do que com o corpo em si mesmo. Ele é fundamental para a elevação da estima e para o declínio do medo. Uma queca bem dada torna o mais cinzento dos dias na data mais formidável do ano. É um facto. E quem negar isto, das duas uma, ou não as dá ou não as sabe dar. Seja como for, nada melhor que experimentar ou arriscar dar uma para perceber bem o que estou a dizer. Vale a pena.
Então, e posto isto, que tal começar já a considerar o prazer como uma prioridade para este novo ano? Boa ideia, certo? Eu ajudo! Quer dizer, não dessa forma tão prática como pode ter ocorrido, assim de repente, às peles mais sensíveis, ainda que, e numa outra circunstância da minha vida, não me incomodasse muito um ou outro caso especial, no entanto, e deixando-me de devaneios, posso sempre contribuir à distância e da forma que me parece mais correta. Como? Elaborando um simples plano de ação que vos dirija automaticamente à materialização da necessidade que estamos a falar. Passo a explicar:
Em primeiro lugar é imperial saber quais são as fantasias que te atormentam por não lhes dares a carne e o ambiente que necessitas para torná-las reais. Tê-las-ás seguramente, apenas preciso que as recordes, por forma a dares início a todo o processo. Um arrepio, uma contração ou mesmo um súbito desconforto numa ou outra zona erógena é passível de acontecer. Depois é requerido que saibas com quem te apetece viver o dito assomo de loucura. Se não souberes, encontra. Hoje em dia, só é difícil acertar no EuroMilhões. De seguida, é necessário criar a envolvência, ou seja, a forma como te vestes para seres despida, o perfume que vais usar para ser lambido, o cabelo solto ou apanhado, a praia mais intensa ou de areia menos fina, a rua perfeita, o elevador a gosto, o vão de escadas que mais mexe contigo, a casa de banho que mais te excita, o lugar do carro que mais desejas e por aí adiante. E por último, fá-lo. Pelo amor de Deus e por amor a ti mesma, fá-lo. Precipita-te nos teus mais profundos desejos, encarna a fome e a vontade de comer ao mesmo tempo e grita, para dentro ou para fora, mas grita. Se a pessoa que estiver contigo se sentir assustada, dá-lhe a medicação que levaste e que me esqueci de enumerar, mas não a deixes fugir. Aquele é o teu momento, é aquilo que tu és e que te esqueceste que eras. Sê. Vibra. Entrega-te. E escuta, ninguém vai notar. Ou estarão a fazer o mesmo e a aproveitar a mudança ou confundirão o que estão a ouvir com o estalar dos foguetes no céu. Sê o teu próprio Réveillon, sem medo, sem nada.
Somos todos responsáveis por ancorar o amor, a paixão e o dito prazer neste planeta. Contribui para esta causa.
Feliz ano novo!

2 comentários:

  1. A melhor resolução de Ano Novo que eu já li, com toda a certeza!
    Um excelente Ano, cheio de prazer!

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  2. Wow sounds hottttt !!!! Happy new year :) xxx

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