quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

CARTA ABERTA À OPINIÃO PÚBLICA

                                          CARTA ABERTA À OPINIÃO PÚBLICA

Na sequência da enorme cascata de opiniões em torno da minha pessoa nas últimas vinte e quatro horas, ao destaque exacerbado que vem sendo dado por anónimos e até pelos media e à profunda manipulação relativamente ao conteúdo daquilo que afirmei sobre o que infelizmente sucedeu em Paris, nomeadamente na redação do satírico “Charlie Hebdo”, venho por este meio apresentar algumas notas e levantar algumas questões que me parecem vitais para o esclarecimento de uns e para a consciência de outros. 
A mensagem foi a seguinte:
Liberdade de expressão é uma coisa, desrespeito gratuito e egóico pelas mais altas crenças dos outros, sejam elas quais forem, é outra. Infelizmente, um e outro ponto colidiram hoje. Que uns sejam apanhados e severamente julgados pelo que fizeram e que outros, os que tiveram sorte e ficaram, assim como tantos outros que fazem carreiras a ridicularizar a verdade de quem não conhecem de lado nenhum, aprendam alguma coisa com isto!
Opinar sim, questionar também, agora gozar sistematicamente com convicções alheias é que me parece despropositado. Além disso, sempre que desrespeitamos alguém desta forma, estamos a trazer uma potencial ameaça para a nossa vida!
Como primeira nota, até porque seria insensato da minha parte pensar que tantas pessoas sofriam do mesmo grau de loucura (embora acredite piamente que metade das pessoas que se dirigiram a mim em modos esquisitos não tenham lido o “post” na íntegra ou feito qualquer esforço para interpretá-lo para lá de uma visão primária, deixando-se unicamente levar pela maré de asneiras e por aí adiante), gostaria, desde já, de assumir que aquilo que escrevi na tarde de ontem podia, e devia, ter sido mais afinado. Quando o partilhei, fi-lo unicamente focado no que seria perceptível para mim e para quem vibra na mesma consciência que eu. Nesse sentido, podia ter feito melhor. Sabia fazê-lo. Deixei-me levar pelo que estava a sentir e esqueci-me de que estava a falar para milhares de pessoas com crenças e visões diferentes das minhas. O conteúdo é, na minha opinião, intocável, no entanto, a abordagem podia e devia ter sido outra.
Como segunda nota, gostaria de afirmar peremptoriamente que sou pelo amor e nunca pelo ódio e que este ato hediondo é uma profunda tristeza para uma sociedade que se quer livre, não só na expressão, mas também no ser.
A minha terceira nota surge da necessidade de esclarecer o que talvez tenha ficado por dizer, embora nunca me tenha saído do pensamento. Um radical não é uma pessoa como nós. Não pensa como nós, não sente como nós, não vê o que nós vimos, não alcança o que nós alcançamos. E é neste sentido que me sinto frustrado com os profissionais do “Charlie Hebdo” pelo sucedido. Eles eram os únicos que podiam ter evitado este massacre porque eram os únicos com uma consciência de mudança. Um fundamentalista não é consciente a este nível. Não há sequer um vislumbre de mudança na cabeça de um radical. Ele só tem uma verdade. É a dele e tudo o que for contra a dele, é para ser arrasado. Todos nós sabemos disso. O mundo sabe disso. Aquela redação também o sabia. Se estou de acordo? Não. Claro que não. Acho nojento e de uma frieza atroz, no entanto, o que para nós é impensável, para eles é o fulgor de uma vida. Se tiverem de morrer, pois vingaram o seu Deus, que assim seja.
Tudo o que fiz, e o que muitas pessoas fizeram, embora não tenham sido capazes de o assumir, foi colocar-me na cabeça deles. Sim, colocar-me no lugar deles. O que pensariam ao ver, semanalmente, atentados (sim, para eles são autênticos ataques; não são cartoons humorísticos) contra as suas leis, contra o seu ídolo, contra a razão do seu viver? O que sentiriam ao testemunhar tamanha falta de respeito? O que lhes apeteceria fazer perante tudo isto? Dá que pensar, certo? E se não der é porque continuas na tua cabeça e a ver apenas a tua verdade. Agora, colocar-me no ponto de vista deles, não quer dizer que os defenda. De modo algum. É desumano. Apenas apelei à minha consciência e a minha consciência diz-me que aquilo que fizeram é normal para eles. Enquanto uns choram a morte de entes queridos, outros regozijam-se pela vingança consumada. É dilacerante. O desafio que temos pela frente, e é a essa aprendizagem que me refiro na dita publicação, é que a nossa verdade pode chocar, e de forma trágica, com a verdade dos outros, como tal, devemos ser tremendamente responsáveis quando a passamos, muito mais se nos dirigimos a comunidades desta natureza.
O ataque a que a redação foi alvo anos antes era já um forte sinal do que poderia acontecer. Se tinham de deixar de ser quem eram? De fazê-lo? De respeitar a sua linha editorial? Não, claro que não. Mas podiam ter-se prevenido, sendo, e por exemplo, escusadas determinadas formas de ostentação da sátira pelo próprio diretor e caricaturistas como se prova em inúmeras fotografias. Para assumir uma conduta é preciso assumir também a responsabilidade e os riscos da mesma. Resumindo, é uma pena. Perderam-se vidas, destroçaram-se famílias por questões do foro do ego. Uns profundamente exacerbados e outros, porventura, distraídos. Mas isto não se passa apenas naquela cultura nem se passou apenas em Paris. Isto é um problema social, pois há radicais nos mais variados sectores da nossa sociedade. Lá é exacerbado, estamos todos de acordo, pois até se decapitam e amputam uns aos outros, mas aqui, sim no nosso Portugal, também já se assistiram a episódios tristes. Quantas pessoas já espancaram e foram espancadas por defenderem os seus direitos? Quantas pessoas se agridem nos estádios de futebol porque torcem por clubes diferentes? E por aí adiante. E se cada um tivesse uma “kalashnikov” na mão?    
A minha quarta nota vai para os humoristas. Nunca, por momento algum, vos enunciei. Vou fazê-lo agora. Tenho um enorme respeito pelo vosso trabalho. Eu próprio, e até com aquilo que fazem a meu respeito, desde que haja comédia e não maldade, me farto de rir com a vossa criatividade. São precisos e bem-vindos, sobretudo num país que precisa de se divertir. Tudo o que fiz foi alertar para o risco de se mexer com convicções desta ordem. Se é o vosso caso, não sei. O que sei, e tal como todos já percebemos, é que nada justifica a perda de uma vida humana.
Como quinta e última nota, e sem qualquer sombra de ironia, gostaria de agradecer a todos aqueles que comentaram o meu “post”, sobretudo os que fizeram juízos de valor a meu respeito sem nunca me terem cumprimentado, pois deram-me uma excelente amostra do estado do nosso país. Existe uma enorme incongruência e insensatez por resolver. Num segundo censuram o não direito à liberdade de expressão, e fazem muito bem, mas no segundo seguinte já atacam, e de forma veemente, a própria liberdade de expressão. Não me parece um discurso equilibrado, no entanto, aceito. Gostaria também de agradecer os inúmeros telefonemas e emails que tenho recebido no dia de hoje e salientar dois pontos comuns que me parecem bastante interessantes: a vergonha alheia que se sente pelas opiniões que foram sendo escritas nas últimas horas e a quantidade de pessoas que teve a capacidade de assumir que pensam exatamente como eu, embora lhes falte a coragem para se afirmarem. Tanto uns como outros inspiraram-me. Obrigado.
Estou convicto de que, agora sim, fui claro.


Gustavo Santos

62 comentários:

  1. É assim mesmo! :) Quem não perceber agora é porque não quer mesmo perceber!

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  2. Bravo
    Alcança-me e verás um mundo melhor

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  3. O que muitos pensam mas nao tem coragem de dizer. Concordo.

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  4. Sim, foste claro. Gostei do que li.
    Obrigado.

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  5. eu percebi-o perfeitamente. Parabéns pela coragem e pela pessoa que é.

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  6. gustavo.....escreves bem, o problema é exactamente esse. só pessoas inteligentes para perceberem o que quizes te dizer.....lol
    é lamentavel a mente de quem te critica.
    a mh filha tem 8 anos e ate ela percebeu....
    n te justifikes......
    deixa os na ignorancia.

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  7. Em minha opinião já o tinhas sido e tive oportunidade de comentar o teu post exactamente na senda do que dizes; era algo que já "se estava à espera" que um dia acontecesse. Satirizar fundamentalistas é um acto de coragem e que pode corre mal. E tenho também a particularidade de te conhecer pessoalmente, de há muitos anos, em Massamá...não entendi tanta confusão de facto. Bjs, fica bem.

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  8. Melhor que isto so na farmacia,lol,beijinhos

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  9. Concordo plenamente consigo sr. Gustavo ! Bem falado..

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  10. "a minha consciência diz-me que aquilo que fizeram é normal para eles", tal como, por exemplo, um pedofilo a violar uma criança, na cabeça dele é normal..

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  11. Gustavo, podia esclarecer o significado de ego, neste contexto? É que se trata de um conceito psicanalítico, que em nada joga com o tom pejorativo que lhe dá, é confuso para quem realmente sabe o que é o ego. Obrigada. Ana

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  12. New York Times não publicou cartoons do Charlie Hebdo por serem "insultuosos"
    http://www.dn.pt/inicio/tv/interior.aspx?content_id=4331683

    Quando alguns arriscam... outros preservam-se.
    Vai um pouco ao encontro ao que o Gustavo mencionou na primeira nota...
    Podemos dizer o que nos vai na alma mesmo com a liberdade de expressão ou não, depois só temos de sofrer com as consequências.
    Não estou a favor do mal nem do bem, pois sempre me ensinaram que quando a esmola é boa demais o santo desconfia.
    O resto de uma boa noite.

    PS: Se me fiz perceber tudo bem se não, também não há problema... estou com o tempo contado. Não me posso esticar mais na escrita.

    Gustavo!!! tudo de bom.

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  13. Pois, para certas (muitas) pessoas é necessário fazer não um, mas vários desenhos...

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  14. Queria apenas congratular a tua atitude. Não houve nada que abalasse o facto de ter opinião e que a tua opinião seja aquela. Aos meus olhos é o verdadeiro exemplo de liberdade de expressão e para mim o Gustavo passou a ser de um apresentador de televisão, a um grande homem. Obrigado pelo exemplo que me deu em saber que podemos ter o mundo inteiro contra nós no entanto não é por isso que me deva reduzir à opinião das massas. Desde o inicio revoltou-me o facto que esses falsos moralistas para defenderem uma ideia estão a coloca-la em causa, esquecendo-se que na sua esmagadora maioria tem por base uma religião que cometeu o mesmo erro que a dos terroristas. Gustavo, o meu muito obrigado.

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  15. Concordo plenamente consigo Gustavo!!! Mais claro impossível...ou então não querem escutar a opinião que não seja a própria.
    Obrigada
    Ana Luisa

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  16. Claro como a água :)

    Abraço.

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  17. Concordo plenamente, não acrescentaria nem uma virgula. Parabéns Gustavo :)

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  18. Caro Gustavo, "parvo", o adjetivo usado numa crónica do Público para te definir acabou por tornar-se num eufemismo. Parvo, atualmente, estou eu, perante tanta debilidade e casmurrice vinde de uma pessoa com essa notoriedade. De forma mais vulgar, que falta de noção. Gostaria já agora realçar a falta de coerência e de verdadeiros argumentos para apoiar essas tuas afirmações. Aconcelho-te então a reconsiderar e, se necessário, (re)ler o que aconteceu e as caricaturas da Charlie Hebdo. Com a esperança que deixes o orgulho de lado, mudes a tua visão e reconheces o quão errada é a tua visão de todos estes acontecimentos. Cumprimentos

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  19. Oh Gustavo, é com muita pena que lhe digo que "as pessoas só vêem aquilo que querem ver". Eu percebo tão bem o seu ponto de vista, que chega a ser cansativo que outros não o percebam, ou que pelo menos não o tentem perceber.
    Uma figura pública como você, não se deve limitar aos padrões das opiniões politicamente corretas, como tantos outros o fazem infelizmente.
    Aplaudo a coragem, a convicção e o respeito como manifestou a sua opinião.
    Não está sozinho.

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  20. Boa noite,

    Sr . Gustavo, não o conheço e provavelmente nunca o farei. Contudo posto o seu comentário (post) no facebook sobre aquele acto barbaro, confesso que também eu senti algum desagrado e até mesmo alguma revolta. Dado que já Gil Vicente, utilizava a sátira nos seus textos para criticar o que antigamente seria do desagrado de todos. Como tal, também os jornalistas, cartoonistas, desenhadores, e qualquer um artista da comunicação utiliza os seus meios para divulgar e demonstrar a sua opinião, que por vezes é partilhada por uma sociedade outras não. Atenção que é obvio que quando se fala de radicais, ou mesmo outros povos que não aceitem outras opiniões, ou até religiões devemos ter algum cuidado e tacto na forma como partilhamos e dizemos algumas coisas. Pois, se há algo que as pessoas podem revoltar-se no que toca a juizos, é quanto ás suas crenças e religiões, e um comunicador não deve atingir de modo abrupto o seu receptor. Pense nisto como os bobos da corte do nosso antigamente, o que faziam as cortes? Viam-nos como entertenimento , por serem considerados incapazes mentalmente, no entanto apenas diziam o que ia nos corações do povo.

    Sendo assim despeço-me e agradeço a sua franqueza que apesar de ter ontem num momento quente, ter demonstrado alguma raiva no seu comentário para com os cartoonistas, não pelos cartoons destes pois afinal todos nos rimos deles, mas sim pela sua teimosia na exposição demasiada, que devido a existirem radicais lhes conferiu uma morte.

    Atenciosamente

    Susana Moura

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  21. Já tinhas sido claro Gustavo... infelizmente existe muita gente que não sabe falar nem escrever português e muito menos interpretá-lo... obrigada! :-)

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  22. concordo... daqui a uns tempos o bulling aos miudos na escola tb é liberdade de expressao... ha que ter tento com o que se faz e o que se diz! foi-nos ensinado o que e certo e o que e errado...

    gozar uma vez ou outra com determinada situaçao e uma coisa .... gozar constantemente com algo e exagero e aqui nao e liberdade de expressao e abuso.

    nao contra todo o tipo de radicalismo ... mas estes cartonistas sao eles proprios radicais e abusadores...

    Marta

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  23. Desta vez a dimensão do horror de Paris não deu muito espaço a críticas do estilo ácido do Charlie Hebdo, mas é bom recordar que, em 2006, aquando da polémica em torno das caricaturas de Maomé encomendadas por um diário dinamarquês, o então ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, emitiu um comunicado oficial onde escreveu que “Portugal lamenta e discorda da publicação de desenhos e/ou caricaturas que ofendem as crenças ou a sensibilidade religiosa dos povos muçulmanos” e que “o que se passou recentemente nesta matéria em alguns países europeus é lamentável porque incita a uma inaceitável 'guerra de religiões'”.

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  24. Caro Gustavo, o teu problema é e foi precisamente esse, focalizaste-te demasiado no ponto de vista deles e não no nosso.
    Se fores ao Dubai ou a outro país muçulmano terás que respeitar as leis deles, caso contrário, serás preso e julgado pelas leis deles. Contudo, quando os tentamos obrigar a cumprir as leis do nosso próprio pais, esses mesmos muçulmanos invocam conceitos como racismo e xonofobia para nos tentar demover de os fazer cumprir a lei.
    É impensável haver uma igreja cristã em terras dominados pelos muçulmanos, contudo, o mesmo já não se verifica pela Europa, polvilhada de igrejas cuja religião é tudo menos cristã.
    Não se pode ter dois pesos e 2 medidas, se nós temos de respeitar as suas leis e os seus custumes, eles tem que respeitar os nossos. Ponto final.
    Que me digas que a culpa é em parte da França e da sua política de emigração, ai posso aceitar. Que me digas que aquele tipo de humor só seja entendido por quem tem um minimo de inteligência também posso concordar.
    Agora não nos podemos limitar simplesmente porque alguém decidi viver com regras da idade média. Para uma pessoa que gosta de estar informado como tu, sugeria uma consulta ao Corão ou a algo parecido para entenderes que não é o terrorismo que esse livro sagrado defende. A interpretação dos seus líderes religiosos é que essa.. E é por ai que temos de lutar.. Não podemos continuar a sem complacentes com quem não tem ética nem moral para viver em sociedade..

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  25. Concordo plenamente com a sua opinião. Acho que a primeira publicação foi bastante clara, mas pelos vistos a nossa sociedade prefere discordar e insultar tudo e todos sem se dar ao trabalho de ler meia dúzia de frases. Com esta sua carta "só não vê quem não quer ver". Admiro o seu trabalho em procurar explicar da melhor forma a sua opinião a pessoas que não a querem entender. Obrigado

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  26. Se tanto lutam a favor da "liberdade de expressão", aquilo que tu escreveste Gonçalo, também eu lhe chamo liberdade de expressão. Quem gosta, gosta. Quem não gosta, respeita. Ou assim deveria fazê-lo. PONTO

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  27. Boa noite Gustavo,
    Parabens pela pessoa que é e pela forma simples como demonstra a realidade.
    Concordo plenamente com a sua opiniao.
    Grande Abraco.
    Duarte

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  28. Gostei do texto.
    A forma como escalpelizou a mensagem que tivemos a oportunidade de ler esclarece de forma grandiosa a opinião pública.
    Parabéns !

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  29. Acho que não poderia estar mais de acordo.
    Palmas!
    Pensava que era a única a pensar desta forma.
    Renata Maia

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  30. Gustavo...parabéns pela coragem.

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  31. Caríssimo: não me lembro de ver criticado o seu direito à liberdade de expressão. Lembro-me sim de ver rebatidos os seus "argumentos" - fraquíssimos, como é esse que agora enuncia, de que lhe atacaram a liberdade de expressão. Atacaram-lhe as palavras, a tacanhez, a falta de clareza (se disse se tratou, como diz). A isso chama-se debater, argumentar, discutir. Só.

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  32. Eu desde a primeira hora compreendi na integra o que disseste e concordo com a tua opinião. Quanto aos que te atacaram e da forma que o fizeram foram tão extremistas como os outros e desrespeitaram aquilo que supostamente defendem até à exaustão..tudo de bom para ti e quero que saibas que sempre vi em ti uma figura pública mas também um homem de bem que só deseja a felicidade alheia e contribui sempre que pode para que ela aconteça...continua a ser assim.! O mundo precisa de pessoas como tu.

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  33. Esquece não fales do que simplesmente não entendes, a tua ideia até pode ser positiva, mas tu não percebes a essência da questão, estas-te a enterrar cada vez mais.

    "Eles eram os únicos que podiam ter evitado este massacre" Das piores coisas que já li na vida.

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  34. Parabéns. Concordo de forma integral com o seu ponto de vista, que revela uma sensatez que é pouco comum nos dias que correm.

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  35. Nunca tinha estado no seu espaço online caro Gustavo Santos, contudo conhecia o seu trabalho principalmente no canal SIC Mulher. O ataque pessoal e inflamatório que recebeu nas últimas horas é realmente reflexo, primeiro do que o pior as redes sociais acarretam e segundo da profunda hipocrisia de muitos cidadãos, que atacam o mesmo direito básico de liberdade de expressão ao mesmo tempo que o defendem. Após ter lido esta sua carta aberta, queria apenas dizer que me revejo totalmente na sua linha de pensamento. Ademais, foi exatamente esse o primeiro exercício mental que fiz quando soube da noticia, colocando na cabeça de um jihadista fundamentalista.

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  36. Gustavo, continuas a defender o indefensável! Tremendamente responsáveis a passar a nossa verdade? Estás totalmente equivocado, porque o que defendes é que nos acobardemos nos nossos valores de liberdade de expressão e de democracia perante religiões que defendem assassinar em nome de um deus qualquer que só existe na ignorância de mentes manipuláveis e fracas! O ponto fraco das tuas obras reside exactamente na contradição de muito bem ao início do "Arrisca-te A Viver" dizeres que temos de seguir a nossa verdade e referires que as igrejas têm ideias contrárias à nossa verdade e depois, agires em defesa destas crenças que só oprimem o ser humano, criando ideias de pecado, opressão das mulheres e minorias e desinformação das populações como aconteceu em África contra o uso do preservativo. A tua contradição é que exprimes ideias nos teus livros que seriam muito boas mas depois existe confusão e contradição nos argumentos quando se trata da religião e isso deve-se a falta de bases históricas sobre o que foi a igreja ao longo dos tempos e a leituras fundamentais que faltam ser feitas. O teu "tremendamente responsáveis" é descabido por falta dessas mesmas bases de estudo e reflexão. Sei que este é um tema fracturante na sociedade, em especial nos países do sul em crise e longe da racionalidade do norte da Europa. Nós não temos de nos subverter aos valores dos outros! Não dizes isso nas tuas obras? Pois é! Essas populações de diferentes crenças religiosas quando vêm para o ocidente não podem atacar uma mulher só porque anda de mini-saia como acontece em França em certos bairros de franco-argelinos ou que quererem impor a burka ou a sharia e aos poucos pelo crescente número de população devido aos socialismos e facilitismos dos direitos e mais direitos e zero deveres e obrigações, de criarem partidos políticos e chegarem ao poder. Mesmo este teu texto resposta está cheio de contradições (que agora não vês) e que só com mais leituras e vivência poderás lamentar mais tarde. "Para assumir uma conduta é preciso assumir também a responsabilidade e os riscos da mesma?" Lamentável, porque essa é a ladainha do acovardar perante a tirania das religiões cujo objectivo é sempre a teocracia. Cais na armadilha de usares certas expressões dos teus livros mas de forma errada. Então e onde fica a liberdade e o EU do individuo e daquilo em que acredita? Entras em contradição com esse princípio também dos teus livros, ao não perceberes a coragem dos cartoonistas em defenderem sem medo as suas convicções e ideias! Sabes, é que para fazer um cartoon bem feito e ainda por cima em França, é preciso ter-se muita cultura e muita vivência da vida! Estás a alertar para o facto de se mexer com convicções desta ordem? Então, ainda não percebeste que o mundo moderno não pode evoluir tal como o indivíduo, se tiver de um lado uma sociedade tecnologicamente avançada e do outro tipos que vivem na Idade Média? Advogas os paninhos quentes e o não fazer nada quanto aos nossos valores de liberdade e liberdade de expressão devido a um bando de ignorantes de mente fraca e manipuláveis? Então ainda não percebeste que vives num país assente num enorme embuste e mentira da geo-política da época chamada Fátima?

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  37. (cont)Os teus livros ganhariam asas e seriam muito mais poderosamente orientados para o indivíduo, no dia em que te livrares dos dogmas e da irracionalidade e emoções parvas das religiões, que só levam à supressão do EU dos indivíduos. Só não percebo é que no "Arrisca-te A Viver" falas em carneiros e até dizes que as religiões gostam muito desse animal, mas depois numa outra ordem de argumentos que implicam uma visão mais aprofundada de estudos e experiência, já usas argumentos de forma a tornar os cartoonistas irresponsáveis e os assassinos como bons vingadores ofendidos. Mais leituras, o único problema numa sociedade com torrentes de informação é o que ler? Por certo que não autores de desenvolvimento pessoal! História (em especial da igreja, papel nas coroações, Idade Média pináculo da igreja vs Renascimento pináculo do homem!) literatura (Shelley, Twain, Conrad, Orwell e Updike), filosofia (Lucretius, Hobbes, Spinoza, Mill, Marx, Bertrand Russell), história da filosofia, ciência (Charles Darwin, Albert Einstein, Stephen Hawking - "The Great Design"). Os sonhos estão dentro de nós, tal como as respostas!

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  38. A vida realmente dá muitas voltas, eu era dos tais que te criticava pelo teu sentido de ver a vida e sinceramente continuo a achar os teus videos muito vagos, mas... Concordo inteiramente com tudo o que disseste no teu post e posteriores explicações. Tens de entender que te enfiaste num grande buraco,e foi só porque tens uma opinião perfeitamente sensata sobre este assunto, toda a gente está solidária com as familias das vitimas e contra os terroristas responsáveis, e não existe lugar para mais nada na cabeça destas pessoas que te atacam porque elas estão cegas de boa vontade e compaixão, eles preferem escrever "Je suis Charlie" e juntarem-se a um movimento que talvez nem entendam só porque é fixe e fica bem. Tens toda a razão quando dizes que só os redactores tinham o poder de evitar isto porque foram eles que o provocaram. Posso dizer que "Eu não sou Charlie" e não sou, porque não provoquei nada disto, nem compactuo com sátiras religiosas muito menos com terrorismo. Peace.
    Estou contigo nesta e força

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  39. muito obrigada!!!

    estão todos à espera que os terroristas sejam aquilo que não são e nunca vão ser, pessoas com capacidade para brincar e rirem deles próprios. eles querem lá saber da liberdade de expressão! querem é não ser gozados! eu não faria humor com um psicopata, por exemplo, ou não iria de mini-saia para uma prisão numa ala cheia de violadores. Repressão, falta de liberdade? Bom senso, liberdade de escolha. Posso escolher morrer de pé. Posso escolher não morrer. Escolhas. É tudo legítimo.

    Escolher um lápis como uma arma é uma coisa. Esperar que o inimigo, que não conhece a linguagem simbólica nem tem estrutura para responder aos ataques de uma forma diferenciada, não responda ou responda com armas de flores é outra.

    Fazer uma publicação a "sugerir" que os terroristas têm até ao fim de Janeiro para atacar a França e o diretor dizer que a sua lei é a francesa e não a do Al Corão e por isso não teria de respeitar Maomé, como se isso legitimasse qualquer ataque, mesmo sob a capa do humor (que eu adoro desde que seja para desconstruir e não destruir) é de alguma arrogância, se me permitem o julgamento, para não dizer infantilidade.

    Que a lei seja cada vez mais a da vida e a bandeira a da paz, sem ataques, mesmo que sejam em papel. Eu própria tenho dificuldade em integrar o terror de que o ser humano é capaz, dentro da minha conceção de humanidade, mas não me distancio assim tanto "deles" nem desresponsabilizo os outros. Estamos todos no mesmo barco-planeta. Essa é que é essa. E quando vem o terror o mundo todo mexe...

    Espero que agora mexa para se levar o terrorismo a sério! E com o número de jihadistas ocidentais a aumentar, que o ocidente não se desresponsabilize.

    Continuo a dizer que este ataque não foi à liberdade de expressão, mas ao maior valor que temos, o da vida. Mas é curioso que tanta gente reclame a liberdade de expressão! O que não andam a expressar?

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  40. Caro Gustavo Santos, entendo o que tenta explicar, bem verdade que mensagens publicadas no Facebook no calor da emoção e para várias pessoas, geram complicações, porque nem todos os pensamentos que levaram à sua opinião estão expostos. No entanto, alguns comentários surgiram ao longo da leitura de seu texto e por serem pertinentes, gostaria de fazer-lhos.

    Por-se no lugar do outro não me parece argumento suficiente para evitar trabalhos satíricos. Você pode colocar-se na posição de um outro sujeito e não gostar do que vê, achar que as verdades de uma cultura estão distorcidas e que merecem certa reflexão. A sátira é reflexão, é denúcia. Deste ponto, um cartunista, ou um jornal, ou uma revista, não pode deixar-se intimidar por saber que um radical não discerne bem o mundo, tem uma venda nos olhos que o impedem de perceber a multiplicidade de verdades culturais existentes. Expor sua opinião de forma mais branda sobre um determinado assunto por medo, é censura, correto? Vamos supor: eu, como cartunista e conhecedor das atrocidades cometidas por grupos radicais, não posso nem irei deixar de abordar temas fortes no meu trabalho porque temo retaliação. Os funcionários do jornal, ao contrário do que seu texto deixa a entender, assumiram essa responsabilidade de evidenciar os pontos negativos da cultura islâmica sem medo de que um dia dois fanáticos pudessem entrar no seu local de trabalho e matá-los. Eles não precisam aprender a ter responsabilidade, eles têm responsabilidade sobre o que publicam e sobre suas possíveis consequências. Ser responsável a ponto de deixar de publicar seu pensamento sobre "comunidades desta natureza", é ser covarde. Covarde talvez seja uma palavra demasiadamente forte, porém abrandar seu trabalho é passar uma mensagem diferente. Os objetivos e postura do jornal diante deste assunto são de forte crítica e ponto. Outros jornalistas que mudem seu modo de opinar sobre o mundo após este ataque não estão sendo responsáveis e respeitosos, estão sendo coagidos.

    Como você mesmo disse "há radicais nos mais variados sectores da nossa sociedade", e esta realidade não deve intimidar o outro, porque aí suporíamos que todos temos que aceitar tudo calados, amendrontados, ou melhor, diminuídos, com medo de reações extremas como a tragédia que ocorreu em Paris.

    Mais, "Eles [profissionais do “Charlie Hebdo”] eram os únicos que podiam ter evitado este massacre". Discordo da sua afirmação, e argumento minha contrariedade com o que já foi dito acima. O jornal e seus funcionários assumiram uma postura diante do mundo e não podem ter medo das eventuais consequências ao expô-la, até porque seus leitores compactuam com o material publicado. O que talvez possamos questionar são as implicações da visão de mundo: alguns concordam, outros não. Talvez o jornal também seja radical e mereça críticas e opiniões contrárias às suas, mas nunca - ao meu ver - se pode pedir que abrandem suas publicações. A culpa deste episódio não recai sobre eles. Pode até se pensar que recai sobre o pensamento xenófobo existente na França, o qual impulsiona a repulsa aos imigrantes e a um pensamento de pureza do povo francês, mas jamais sobre o direito de expressão ou maneira de se expressar.

    Outro ponto de seu texto que gostaria de ressaltar, é aquele em que você pergunta "Se tinham de deixar de ser quem eram?" e responde "Não, claro que não", mas logo em seguida sugere que fossem "escusadas determinadas formas de ostentação da sátira". Adequar seu discurso ao selecionar formas menos agressivas, é deixar de ser quem eram: um jornal polêmico, de opiniões fortes, que buscava criticar e denunciar o islamismo.

    Enfim, muito interessante a discussão proposta por você.

    Até a próxima!

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  41. Desculpa que te diga, mas parece-me que não estás informado a 100% do que se passou, nem do que é a realidade da religião em questão.
    Faz um favor a ti e a toda a gente, e pára para pensar antes de escreveres tudo o que te vem à cabeça.

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  42. Gustavo venho apoiá-lo nas suas sábias palavras, quando li o comentário que fez (e li antes de ler a carta aberta) foi isso mesmo que me deu a entender. Tudo o que explicou ao pormenor está resumido no seu comentário. Obrigado por existir. Marina Alves

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  43. A liberdade de expressão termina quando se ofende outra pessoa. Obviamente que nada justifica o comprotamento barbaro, mas quem brinca com o fogo sujeitasse a queimar. Muito me admira que critiquem o Sr. Gustavo pelo que ele disse, afinal não é a liberdade de expressão acima de tudo?? E mais digo eu não são um Charlie. Sr. Gustavo continue com as suas convicções pois não está sozinho nelas. Apresento as minhas condolências às familias dos policias que esses sim nada tiveram haver.

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    1. Gustavo apoio plenamente as suas palavras.
      Para quem viu os comentários do Papa Francisco, as vossas opiniões são identicas!
      Só as pessoas mal formadas ou com pouco discernimento não entendem!
      Parabéns pelo homem que é!

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  44. Estou de acordo! Aliás, tive a oportunidade de ler e depois partilhar um texto muito bem escrito pelo professor Universitário "Paulo Borges que passo a citar parte do mesmo:
    "Não, não sou e espero nunca ser Charlie. Nem Charlie nem nenhum dos assassinos que o abateram. Não ganho a minha vida nem uso a liberdade de expressão, o talento, o humor e o impacto mediático para promover o obscurantismo e o ódio xenófobo e anti-religioso (para mim o humor tem limites, sim, tem os limites do amor e da compaixão, pois não consigo achar piada a ofender quem quer que seja) e também não sou um bárbaro e um idiota que pretende defender a religião que acha que é a sua matando e alimentando o ódio contra ela e a consequente xenofobia"...o texto tem muito mais que valia a pena ler!
    Pedro Matias

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  45. Gustavo, apenas disseste o que o Papa Francisco disse...será que tb responderam na mesma linha às afirmacoes do Papa?

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  46. "Vale a pena voltar ao caso Charlie Hebdo. Como seria de esperar, não éramos todos Charlie. Não eram Charlie, obviamente, os que nunca escapavam ao chicote do jornal e para quem uma coisa é a liberdade de expressão, e outra o Charlie Hebdo." - Rui Ramos:

    http://observador.pt/opiniao/quando-os-meios-justificam-os-fins-esquerda-radical-perante-jihad/

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  47. "MAIS VALE VIVER DE PÉ DO QUE MORRER DE JOELHOS" - CHARB

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  48. Bom dia Gustavo gostaria de dizer-te que respeito a tua opinião e que cada ser humano ao agir deve ter em conta as TRES PENEIRAS , Os tres crivos, antes de falar sentir que vamos falar a VERDADE mas depois ter a consciencia de que estamos a dizer a nossa verdade em AMOR e por fim e um terceiro crivo a terceira peneira muito importante se a nossa verdade dita em amor vai ser util , se vai trazer UTILIDADE para quem a esta a receber.

    Eu sinto que falas a tua verdade em amor e que para mim já foste util muitas vezes

    Sejam Felizes

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  49. OS LIVROS E AS IDEIAS SÂO PARA SEREM CRITICADOS E DESAFIADOS!

    https://www.youtube.com/watch?v=-suvkwNYSQo&x-yt-ts=1422579428&x-yt-cl=85114404

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  50. Parabéns pela coragem e pela sabedoria, concordo plenamente.

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  51. Só não perceberam à primeira os parciais, os que vivem enclausurados no seu quadrado de preconceito unilateral, os que só conseguem ver e fazer pequeno, os que emprenham pelos ouvidos sem recurso a um pensamento próprio, aqueles que confundem liberdade de expressão com ofensa gozo desrespeito! O limite da liberdade de expressão é o respeito pelo próximo! Gustavo gosto de si, porque tem coragem para dizer aquilo que muitos calam para não fugir à norma imposta por uma maioria silenciosa! Beijinhos

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  52. http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/colunistas/joao_quadros/detalhe/nao_somos_todos_charlie.html

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  53. http://expresso.sapo.pt/diretor-assassinado-do-charlie-hebdo-publica-livro-postumo-a-defender-o-direito-de-gozar-com-qualquer-religiao=f920391

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  54. Em países organizados e evoluídos é assim! Não existem teias de aranha na cabeça nem os de fora (ignorantes de pensamento medieval e manipulados) vêm subverter as liberdades, o modo de viver e as regras democráticas de pessoas do mundo civilizado!

    http://www.thelocal.no/20150507/norway-scraps-blasphemy-law-after-hebdo-attacks

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  55. Gustavo a questão da sociedade da meritocracia não passa de uma utopia.

    https://www.youtube.com/watch?v=MtSE4rglxbY#t=683

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  56. Boa Tarde Gustavo,
    Peço desculpa pela "invasão", tentei enviar-lhe mensagem através do facebook, mas não consegui.
    Concerteza já ouviu falar da reportagem "Até Voares" da jornalista Ana Leal, que está a emocionar o país, trata-se de um Senhor com 89 anos que dedica a sua vida a ajudar quem mais precisa...um exemplo de homem, com um coração do tamanho do mundo. Se ainda não viu fica aqui o link http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/reportagem/reporter-tvi-ate-voares
    Vai concerteza reparar que as condições da habitação não são de todo as melhores...lembrei-me que o "Querido mudei a casa" poderia ajudar...fica a dica. Vale o que vale. Beijinhos. Isabel Matos

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  57. Gustavo, sou jornalista, mas já te admirava antes de o ser... Já te admirava quando dançava e tu mostravas ao mundo o poder do ritmo português. Já te admirava quando entraste no Big Brother e fiquei a admirar-te mais ainda. Gostava de poder trocar umas ideias contigo, porque interesso-me bastante pela plenitude do eu e a forma para lá chegar. Infelizmente, blindaste-te por todo o "assédio" e também criticas que tens recebido e não é fácil chegar até ti de uma forma leal (como jornalista, podia fazê-lo, mas não funciono dessa forma). Portanto... fica o meu comentário e talvez tu possas chegar até mim. :))
    Senão... parabéns pelo trabalho que tens realizado até agora. Haters gonna hate.

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