segunda-feira, 30 de junho de 2014

OBRIGADO ANA TOBIAS!


"Acredita em ti, hoje e sempre, e nunca te esqueças que sempre que te desvias um centímetro daquilo que desejas vais sempre parar a quilómetro de distância daquilo que és."

... com estas palavras terminei o livro...
... mas com a certeza que daqui para a frente nada mais será como antes.... iniciei uma nova fase:

EU sou a pessoa mais importante da minha vida!

Confesso que, por vezes, não gostei da forma como (me) falaste! :)
Mas outras, só me apetecia dar-te um abraço muito apertado de gratidão por as tuas palavras me fazerem tanto sentido! Foram tantos insights!

Sei que vou voltar a abrir este livro vezes sem conta, pois quero ler e reler os trechos que deixei sublinhados, de tão inspiradores que são!

"Diz o que pensas. Afirma o que sentes." - isto nunca fez tanto sentido para mim, como agora. O que não me faz sentido é o contrário!

Obrigada porque hoje consegui resgatar o Poder sobre a minha vida, que sempre havia deixado nas mãos dos outros!

Um beijinho muito grande!
Ana Tobias






segunda-feira, 23 de junho de 2014

O AMOR...






Hoje testemunhei o amor sob várias latitudes e, de facto, o amor é a base de tudo, seja aquele que
 
sentes por ti ou aquele que sentes pelos outros! É ele que te permite rir e chorar com a mesma intensidade,
 
é ele que te liberta as palavras e solta os afetos e é ele que te empurra e entrega para a eternidade de um
 
momento. Hoje misturei-me com ele numa enorme salada de gente diferente e oriunda de ...não sei quantos
 
países. O amor não tem língua nem ideias, apenas se deixa sentir e eu senti-o, eu vi-o, estava em dezenas
 
de olhares, centenas de vezes ao mesmo tempo. Confesso que me sinto um privilegiado por ter feito parte
 
deste dia e ter estado com estas pessoas. Sinto-me maior e mais rico, mais homem também. Sim, homem
 
que é homem ama e exprime-se amando sem medo algum do que possam pensar a seu respeito. Portanto,
 
permite-te, liberta-te e entrega-te. Se o fizeres estarás, garantidamente, a amar-te e por conseguinte estarás
 
a amar os outros também.
Muita gratidão.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Confissões "COSMOPOLITAN", Abril 2014


Confesso,
relações amorosas à distância não é a minha praia.
Recordo-me da primeira, e única, vez que me aconteceu e lembro-me também da dor, do sentimento de impossibilidade, da frustração associada ao querer e não poder e do medo que a minha mente me administrava em momentos de maior fragilidade. Tinha catorze anos, é certo, ainda assim serviu-me de lição e nunca mais passei por nada semelhante.
Sou um homem que acredito profundamente no amor e nas suas mais variadas vertentes, seja por nós próprios, pelos outros ou mesmo pelas coisas e lugares que nos encantam, mas também acredito e afirmo, baseado na confiança que a minha experiência me confere, que o amor para sobreviver à passagem do tempo precisa, como um desidratado de água, de momentos de paixão.
Sim, amor sem paixão numa relação amorosa torna-se amizade.
Assim, e tendo em linha de conta esta convicção, como é possível duas pessoas alimentarem o fogo se entre elas existe um autêntico deserto que as separa do toque da carne, das respirações em uníssono e das mais variadas partilhas? Sim, podem dizer-me que hoje em dia a informatização já criou todo o tipo de atalhos para as mais variadas sensações como as chamadas telefónicas, as fotografias que facilmente se podem enviar dos lugares mais improváveis do planeta e até o skipe que apenas, e aparentemente, separa as pessoas por uma fina tela de vidro, mas e o resto? E a verdade? Sim, a verdade? Ou alguém pensa que isto é comparável ao afeto, ao colo, aos orgasmos ou até a uma mão dada? Nem pensar.
Agora, com isto não quero dizer que as pessoas que vivem esta distância neste momento devam terminar a sua história, não é isso, só quero afiançar-lhes que a ausência de sensações reais, de paixão pura e dura, poderá pôr em causa o amor que sentem e a vontade de permanecerem juntos. As dúvidas de um transformar-se-ão em medos no outro, portanto ou se alimentam de paixões fora dessa cúpula, seja em hobbies, amizades, viagens e afins ou caminharão diariamente no fio da navalha, naquela linha muito ténue que separa o prazer da culpa, os sonhos da desilusão e a felicidade da tristeza.
Tudo o que vale a pena nesta vida é aquilo que sentimos; o que pensamos, e a distância espreme-nos em pensamentos nem sempre saudáveis, é mau entretenimento.
Por mais calamitosa que possa ser a distância que tens do outro, pior e mais trágica é a distância que possas sentir de ti por te resignares a ter de viver longe. Mas olha, escuta uma coisa, não tens, apenas escolhes fazê-lo.
E não penses nisto; sente… e depois atua em conformidade.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Confissões "COSMOPOLITAN", Janeiro 2014


                                                                        Confesso,
é a expectativa que mata os relacionamentos. É essa crença no vazio e essa criação desavergonhadamente condicional que esfola as pessoas colocando-as uma contra a outra e que depois as estrangula de palavras não ditas e sentimentos mal interpretados até o ar não ter onde circular. Expectar é antever um resultado que tu, simplesmente, não controlas e as probabilidades de as coisas não acontecerem no tempo que tu desejas, da forma que tu queres, com as palavras certas no momento certo e com os sorrisos e abraços devidos, são enormes, quase imensuráveis. Raramente uma expectativa traz um final feliz e assim é porque tu visualizaste a forma como tu darias, como tu farias e como tu reagirias. Acontece que tu és tu, não és o centro do mundo, e ninguém é igual a ti.
Resumindo para concluir e passar adiante: a expectativa é sempre o início de um fim lento e absolutamente doloroso.
Agora, e o que fazer para contrariar tal padrão de comportamento? Simples. Tomar a iniciativa e fazê-lo de uma forma absolutamente incondicional. É o nosso desejo, sem dependências nem criações malucas da cabeça.

Dois exemplos muito concretos:
A)     Criar expectativa relativamente a um pedido de casamento. O pedido não sai e somam-se as invenções na cabeça sobre tal ter sucedido: “Já não gosta de mim”, “Não sou suficientemente boa”, “Tem outra”, blá, blá blá.

B)      Criar expectativa relativamente a viver juntos. O homem ainda não quer e, uma vez mais, somam-se as invenções do costume: “Não sabe se gosta de mim”, “Tem medo ou vergonha de me assumir”, Não tem a certeza acerca da relação”, blá, blá, blá.

Dá para rir, certo? Quanto maiores e mais apuradas forem as invenções, maior o domínio da mente sobre as sensações e é precisamente isso que mata qualquer tipo de sentimento, por mais forte que seja.
Solução A : se te queres mesmo casar com essa pessoa, pede-a tu em casamento e se ele não mostrar disponibilidade nesse momento, aceita e serenamente faz por saber a razão dessa falta de sintonia em vez de te pores a inventar finais que apenas te levarão do sonho a um mar revolto de pesadelos.
Solução B : se estás mesmo disposta a viver com essa pessoa, surpreende-a com essa intenção, mas fá-lo sem expectar que essa seja a melhor notícia da vida dele. Fá-lo para lhe mostrar que respeitas as tuas vontades e que queres assumir tal compromisso porque sentes que encontraste a pessoa certa para o fazer. Um eventual “Não” da outra parte não significa que não te ame, significa que terão de se conhecer melhor.
Qualquer pessoa que seja perita em expectativas, leva para dentro de casa uma terceira entidade: o seu ego. E essa traição será sempre, mais tarde ou mais cedo, insustentável e responsável pelo final dessa relação.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

ATÉ JÁ PRINCESA!



Nunca antes tinha testemunhado o desprendimento de ninguém, o início da grande viagem nem a mudança para a eternidade do ser ou coisa alguma. Vi ontem. E tive a honra de presenciar tamanho acontecimento na primeira fila, mesmo ao lado da protagonista, a mulher mais importante da minha vida.
A minha avó partiu serena como ela era. Como ela merecia que fosse. Ao seu lado estavam as pessoas vivas que a amavam e seguramente outras tantas que já a haviam amado e apenas ela conseguia vislumbrar. Foi perfeito.
De apneia em apneia, cada vez maiores e mais constantes, houve um momento em que senti a aproximar divino que a iria tomar. Sim, houve uma certeza que me garantiu no peito que a minha avó ascenderia em breve. Comuniquei, então, que uma força maior acabara de chegar à sala e os mesmos de sempre, os únicos que sempre estiveram ao seu lado, levantaram-se para lhe prestar a derradeira homenagem em vida. Todos sentimos o momento com a intensidade que o momento exigia. Em total respeito, com a maior das admirações.
Não houve dor. Apenas amor.
Eu estava de mão esquerda dada à sua mão esquerda e tinha a minha mão direita deitada na sua testa como se uma autorização fosse para a passagem. A minha mãe tinha a sua mão direita dada à mão direita dela e a sua mão esquerda espalmada no seu peito como se fosse a chave que precisava para aceder à luz. E a minha tia massajava-lhe as pernas de baixo para cima e de cima para baixo como se um balanço fosse para o grande salto.
Foi assim que a minha avó partiu. Levada em braços por nós, amparada por eles.
As lágrimas só tomaram lugar quando fiquei sozinho. Não sou homem de conter emoções. Chorei, chorei muito até adormecer. Para quê guardar o que quer que seja? Nada é nosso. É preciso, sim, libertar e foi o que fiz, é o que estou a fazer neste momento e o que continuarei a fazer durante os próximos meses, até concluir o mestrado que tirei com ela. Confesso, e em primeira mão, que já estou quase a fechar o terceiro capítulo do livro mais bonito que alguma vez escrevi. Sei também que continuarei a ser guiado por ela e que continuarei a vê-la em sonhos, pois a nossa missão não acabou. Ela apenas foi para onde a sabedoria é mais fina, para um lugar onde pode correr, saltar e voar ao invés da dependência que a tomou nos últimos meses. Beneficiarei disso, beneficiaremos todos. A história que vai do norte ao sul do meu aprendizado com ela será inspiradora como ela sempre foi e como sempre me ensinou a ser.
É a si, avó, que devo a maior aprendizagem de todas, a que devemos ser sempre as pessoas mais importantes da nossa vida para que consigamos dar amor, apenas amor, a todos aqueles que nos rodeiam.
Até já princesa.