quarta-feira, 9 de abril de 2014

in INTRO, "A FORÇA DAS PALAVRAS"!


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Não tenho tendência, felizmente e por mérito meu, a fazer pré-juízos acerca de pessoas que não conheço, que nunca senti ou com quem nunca troquei algumas ideias, como tal, a minha vida, e aos olhos dos outros, até parece fácil. E têm razão. É muito mais fácil do que a vida da maioria, mas porquê? Porque só me relaciono com alguém se me identificar com essa pessoa, se houver intimidade seja ela de afetos, emocional ou intelectual e se os nossos valores se cruzarem. Caso contrário, não me dou, não estou, não falo nem toco. Para quê? Para me contrariar e depois me culpar? Para ficar sem energia? Nem pensar. E sim, este é outro dos principais problemas da nossa sociedade: as pessoas relacionam-se com quem não querem, não sentem nem lhes apetece. Certo? Pior, sentem-se obrigadas a fazê-lo. Porque fica bem, porque os outros poderiam levar a mal, porque tem de ser, porque, porque, porque… e tu? Uma vez mais, e tu? Onde é que tu estás no meio disto tudo? Existes? Por acaso sabes-me dizer se existes? Vá lá, não sejas parvo e dá-te ao respeito de uma vez por todas, caso contrário, serás sempre impedido de chegar a ti e de te conheceres verdadeiramente, pois quando estás onde não queres estar, por exemplo, ficas demasiado fragilizado, submisso e qualquer um pode fazer de ti o que bem entender. Pões-te a jeito, levas uma martelada. Se fores assim nem quero imaginar o São João que para aí vai. Bom, simplificando, consegues identificar algumas destas pessoas ou alguns destes episódios na tua vida? Porque é que te fazes isso? Sim, por que razão te maltratas a esse ponto? Por que razão estás se não te apetece estar? Porque é que dizes uma coisa quando sentes outra? Não te esqueças que uma relação unilateral, ou seja, um relacionamento de qualquer ordem em que a mesma pessoa é a mais importante para as duas gera sempre manipulação. És manipulado, não és? Pois. E de quem é a culpa? Tua ou dessa pessoa? Tua, pois está claro! És tu que escolhes relacionar-te com ela, és tu que queres desenfreadamente agradá-la em detrimento do teu próprio agrado, logo és tu o responsável por tudo o que ela te faz!
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2 comentários:

  1. quando a felicidade de seres que amamos depende dessa atitude doentia então temos uma meta e aprendemos a viver de forma altruísta e isso basta

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  2. As tuas palavras são sempre gratificantes. De uma nobreza em cada vírgula, de um sentido e sentimento em cada parágrafo. .. Um beijinho grande. Sofia Stilo.

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