segunda-feira, 14 de abril de 2014

in "A FORÇA DAS PALAVRAS"!


(...)
Durante o teu dia-a-dia escolhes múltiplas vezes e ocorrem inúmeras situações que não controlas, certo?
Vamos imaginar o seguinte: em dez escolhas que fizeste, nove correm bem e uma corre mal. Em qual vais viver focado o resto do dia, porventura o resto da semana e, se fores muito mauzinho contigo, o resto do mês? É um facto. Na má, certo? E porquê?
Não, não fiques à espera de uma explicação minha. Jamais alimentaria essa conduta.O que é importante salientar é que em dez acertaste nove.
O que te disseste a esse respeito?
Congratulaste-te?
Premiaste-te?
Que valores e convicções reforçaste sobre ti?
Provavelmente pouco ou nada.
É ridículo, certo?
Mais, é um pecado. É que o resultado dessa escolha, pela forma como a empolaste, veio sujar a quase mácula do teu dia e tu vais levá-la para a cama, para todas as tuas relações, para o dia seguinte e por aí adiante. Escolheste carregar o teu próprio veneno, subvalorizando-te, e agora mesmo que as melhores coisas da vida estejam à tua frente, e estão, não conseguirás vê-las. Não tenho pena nenhuma de ti, mas é uma pena que te faças isso, pois a inflamação desse discurso interno dará cabo de ti nos próximos tempos. Porque será que custa assim tanto um mero elogio? Porque será que é assim tão simples dar cabo de nós? Eu sei, mas não te vou dizer ainda.
(...)

4 comentários:

  1. Faz pensar de facto sou ingrata comigo propria

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  2. Olá! E não achas que ao dizeres exactamente o que ou como pensas e sentes, de forma tão "crua" que pode ser demasiado bruta, para com quem é mais sensível? Podendo também estares a "dar cabo do outro" assim, com essas palavras? Pensando alto! Cumprimentos

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  3. Sempre acreditei, nas força das palavras, escritas ou proferidas. Mas se tiver que eleger algumas, pois bem, que sejam as proferidas. È na oralidade e na comunicação, com o Outro(s) que a vida se engrandece. Que se dá amor à vida, ou se retira dela alguma dose de menos amor. Mas vivemos e alimentamo-nos de palavras. Nunca ouvi falar de si, e desde já as minhas desculpas, mas acho que o modo como refere o amor pelo próprio "eu" de cada um , pode no limite aniquilar o "eu" do Outro! Mais, que me adianta amar-me a mim prória, se a vida não se vive no singular? Que interessa esse enorme amor pelo nosso Ego, se depois e para lá dele , nada mais existe? Eu percebo, e acredito,que só se ama alguém, se nos amamrmos primeiro a nós, mas nem tanto nem tão pouco! Cumprimentos.

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  4. O poder da palavra é tantas vezes esquecido! Podemos acertar mil vezes, estar-mos correctos mil e um vez, mas se erramos uma única vez somos os primeiros a condenarmos a decisão, tudo o resto perde valor e se esfuma como senão tivesse existido!
    O pior é que fazemos isso com amigos, com família, com o meio que nos rodeia!
    Umas vezes vitimas, outras carrascos!!
    Até à pouco tempo não tinha consciência disso, agora sinto a responsabilidade de estar atenta aos pensamentos, ás palavras, e festejar cada pequena vitoria, e analisar o que corre menos bem não com sentido negativo, mas somente para que da próxima possa correr melhor!!
    Obrigada Gustavo pois ajudas todos os dias a reflectir e tomar consciência de quem somos!!!

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