sábado, 12 de abril de 2014

in "A FORÇA DAS PALAVRAS"!


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O requisito mais importante na génese de uma pessoa é, portanto, a confiança. Nada é mais preponderante e decisivo nos momentos chave da nossa existência. É, aliás, ela ou a falta dela que determina quem caminha de uma forma ascendente ou descendente nesta cruzada que é a vida e é por isso, por exemplo, que é tão importante saber escolher quem nos rodeia porque, se porventura, estivermos circundados por gente que nos puxa sistematicamente para baixo, porque é esse o caminho das vítimas e dos derrotados, o mais certo é mesmo perdermos a força e cairmos vida abaixo até nos estatelarmos ao comprido no fundo de uma coisa qualquer sem jeito nenhum. E aí sim, temos um problema. Aqueles que caminham na espiral descendente são como necrófagos que se alimentam dos nossos sonhos, não para os viver mas para não nos permitirem vivê-los. São cruéis sim, são abomináveis, mas valha a verdade foste tu que escolheste dar-lhes a mão e sujeitar-te a essa estranha forma de vida. Quando confiamos em nós, e em primeira instância, preferimos dar sempre um passo no escuro que ouvidos ao mundo. A confiança é aquele “acreditar até ao fim” que dispara a mente e o coração para níveis de superação nunca antes sentidos, é aquele superalimento que, num ápice, nos faculta todos os nutrientes necessários para um sprint final na reta da meta, é, no sentido figurado, aquela caixa redutora que existe nos jipes para os retirar da lama, é a carne toda no assador e é o barco a todo o vapor. É tudo o que precisamos para depender de nós.
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