sexta-feira, 4 de abril de 2014

Confissões "COSMOPOLITAN", Outubro 2013




Confesso,
gosto muito de mulheres. Ou melhor, sou absolutamente apaixonado por mulheres mulheres. Sim, duas vezes “mulheres”, porque mulheres são todas, afinal de contas é um género, mas mulheres assumidamente mulheres mulheres ainda, e infelizmente, são poucas.
Verdade!
Poucas mas boas e com tendência para serem mais e melhores. Felizmente ou o meu romântico coração não aguentaria tanta carência.
Confesso também que além de apaixonado sou, igualmente, um feminista por excelência, um experimentalista do assunto, um bom ouvinte e uma carta aberta de elogios pela profunda revolução que têm vivido ao longo das últimas décadas. Não tenhamos dúvidas de que este “É” o momento para se ser mulher mulher. Nunca vos foi tão fácil passear elegância, espalhar sedução nem comandar a vossa própria vida.
Este é o momento, é o vosso momento.
Que bom…
Ah, é verdade, ainda não expliquei que conceito é este que vos estou a apresentar. Ser mulher mulher é ser emancipada, dona do seu nariz, independente de ideias, livre, conhecedora dos seus valores e do seu tremendo papel na sociedade, é ser astuta, confiante e mandona, é amar-se para ser amada e amar para viver o pecado do prazer, com ou sem escrúpulos, porque prazer é prazer e sem ele, valha a verdade, pouco ou nada justifica esta aventura.
Posso fazer-lhe umas perguntas?
Com quem estou a falar? Sabe quem é? Porventura consegue identificar-se com este conceito? Estou a falar com uma mulher, com uma mulher decidida a afirmar-se e a agir em conformidade com essa fundamental mudança ou estou a falar com uma mulher mulher. Se a sua resposta estiver de acordo com esta última opção, queira por favor aceitar o meu agradecimento.
Obrigado.
Obrigado por nos fazer, a nós homens, suspirar. Obrigado por nos fazer sentir, por nos lembrar que a vida é muito mais que todo o “mais” que possamos estar a viver e por nos libertar as borboletas da barriga, por nos arrepiar e pôr as pernas a tremer, pois nada é maior nem mais importante que embarcar na enorme e deliciosa viagem ao sentido da vida, que é a paixão.
Uma vez mais, obrigado.
No momento em que se apaixonarem por vocês, em que confiarem no vosso instinto e em que assumirem os vossos desejos, serão desejadas como nunca e nem a morte nos fará esquecer-vos, pois nada é mais eterno na cabeça de um homem que o privilégio de ter sentido a pele, o cheiro, o respirar, o peito contra peito, a mão dada, a saliva e o ventre de uma mulher confiante.


4 comentários:

  1. Como mulher mulher que sou agradeço-te por esta maravilhosa partilha amigo :)

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  2. Ser mulher mulher, apenas por mim e para mim! Ser mulher mulher num mundo onde há cada vez menos homens homens... ou então estão todos ocupados!! :) Ser mulher mulher aos 32 anos, num país que nos dá tão pouco a nível político e democrático, mas que nos tanto oferece aos sentidos, à aprendizagem diária e constante do nosso ser! Quero ser a cada dia melhor para mim e ir ao encontro do que o meu coração pede de manhã, mesmo que não seja na totalidade, mas que seja pelo menos no sorrir ao ver um passarinho banhar-se na chuva, no alimentar um cão vadio e faminto ou no sair disparada do carro para socorrer uma senhora de 90 anos que está a cair nos braços de um senhor que não pode com nenhum dos dois... Sou mulher mulher mesmo que não vista ou apreciada no toque e sentido da pele, no cheiro ou respirar, na mão dada...
    Obrigado Gustavo por me mostrares que ainda há homens homens, mesmo que longe!

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  3. Tão lindo Gustavo! :')

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