domingo, 27 de abril de 2014

CONFERÊNCIAS, 10 MAIO, 2014


Novo formato, novas partilhas, a mesma missão:

INSPIRAR!

Para todas as informações - eventos.smr@gmail.com

quarta-feira, 23 de abril de 2014

in "A FORÇA DAS PALAVRAS"!


(...)
Existimos para sentir, pois essa é a ponte para sabermos quem verdadeiramente somos. Existimos para dar asas à nossa imaginação e voar, para escrever a mais bela história que vai do norte ao sul da nossa existência e, com ela, quem sabe, inspirar quem fica quando partirmos. Existimos para passar o testemunho de que é possível dançar por entre a tempestade e de que é possível sermos felizes independentemente de onde fomos colocados à partida e nada, nada de nada, nos garante com tanta exatidão que tal é exequível como a paixão.
É quando rimos e choramos, quando nos fundimos com o prazer e a dor que nela vivem implícitos, e quando nos damos ao ponto de nem perceber o que estamos a receber que temos a certeza que estamos vivos. Nada é mais eterno na nossa cabeça e na nossa pele que o sabor de um beijo vadio ou a tomada de posse de um corpo desejado numa noite inesperada. Podem passar-se anos, décadas até, recordarás sempre aquelas horas como as últimas da tua vida, pois é quando perdes o controlo que ganhas lugar na história.
(...)

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Confissões "COSMOPOLITAN", Novembro 2013



Confesso,
farto-me de rir com a expressão “não tenho tempo para nada”.
Quantas horas têm os seus dias? E quantas horas têm os dias no Quénia? E nas Maurícias, no Vietname e na Antártida? Vinte e quatro, certo? Então se é assim em todo o mundo, porque é que se queixa que “nunca tem tempo para nada”? É mais que os outros? Só se for mais distraída e alienada da realidade que a rodeia. O seu problema não é a falta de tempo, é a total e descabida ausência de gestão do tempo que tem, mil quatrocentos e quarenta minutos todos os dias. É estranho, mas a falta de tempo tornou-se, e porque dá muito jeito, num dos grandes e brandos costumes da nossa sociedade, servindo de justificação para tudo. Os preguiçosos, os fazeres humanos (aqueles que acham que são o que fazem) e as vítimas agradecem. Há quem acredite nisto e até fomente esta crença, mas eu não e é por isso que o texto não acaba aqui.
Por muito que lhe custe a acreditar e por muitos argumentos, prontos a disparar da sua voz, que até considere válidos para justificar tamanha inverdade, a verdade é que as horas, os minutos e os segundos que dispomos diariamente chegam perfeitamente para sentir, trabalhar e dormir, ou seja, para vivermos as nossas paixões e cumprir com os nossos deveres, criar e produzir e, posteriormente, descansar. Isto só não acontece quando as pessoas ocupam os seus dias inteiros com as lamentações do costume, as queixas e as aparentes injustiças de que, pelos vistos, as suas vidas são pródigas. O tempo só não é suficiente, e nunca será, se a sua mente se puser constantemente ao barulho. Sim, quantas vezes já ficou petrificada, inerte, porque a sua mente está a mil rotações por segundo? Uma mente imparável corresponde sempre a um corpo estagnado e a uma alma vazia. Quando se ri, não está a pensar, certo? Quando beija e faz amor também não, pois não? Mas se porventura estiver, pode ter a certeza de uma coisa, o riso amarela, o beijo fica quadrado e o desejo evapora. Não é possível ao ser humano pensar e sentir ao mesmo tempo e é por isso que as pessoas dizem que não têm tempo para nada. Para nada do que verdadeiramente importa, os sentidos. Os dias passam, nada as apaixona porque a mente não lhes permite sentir seja o que for, as emoções vão-se toldando e a tristeza impera. Quantas vezes já deixou de ir ao ginásio, estar com as amigas, comprar uma lingerie para surpreender o namorado ou programar um fim-de-semana romântico porque não se organiza nem impõe os seus horários deixando-se ficar horas a fio no escritório revoltada com essa situação, ou em casa a dormir, ou a inventar todas as desculpas e mais algumas para não ser feliz? Quantas vezes já deixou de fazer tudo isso porque não se respeita e não se dá ao respeito? Quantas vezes já se prometeu a si mesma que amanhã é que é o dia de começar a treinar? Quantas vezes já se arrependeu de não ter estado com as amigas porque não se sentia boa companhia para ninguém? Quantas vezes já lhe passou pela cabeça comprar uma lingerie e não o fazer porque não sabe como o namorado vai reagir? E quantas vezes já lhe apeteceu programar um fim-de-semana romântico e não se permitiu porque tem imensas coisas para acabar de fazer no trabalho? Todo este processo consome horas à pessoa, inibe-a de qualquer vontade e atira-a para um poço profundo chamado depressão, onde a luz escasseia, o ar pesa toneladas e a vontade de viver se escapa pelos dedos da mão. Já viu o que se anda a fazer? Já alguma vez tinha pensado naquilo que é verdadeiramente importante para si? Já alguma vez definiu a sua lista de prioridades? Todos os exemplos que acabei de dar são esquemas da mente e a mente chama-se mente porque nos mente todos os dias, fazendo-nos acreditar nas histórias mais maquiavélicas e mirabolantes que podemos imaginar. Acredite nos seus instintos e respeite as suas vontades, só assim conseguirá destronar a sua mente, voltar a sentir, produzir e dormir descansado.
Parta, portanto, do princípio que todos os dias tem oito horas para a sua vida pessoal onde estão incluídas as suas paixões e os seus hobbies, mas também os deveres e as responsabilidades que contemplam a sua vida, mais oito horas para a sua vida profissional e ainda outras oito horas para descansar. Naturalmente terá de fazer os respetivos ajustes à sua realidade, como tirar uma hora de um lado e colocá-la no outro, mas nunca subestime nenhuma destas fatias da sua vida. É no equilíbrio que está a nossa maior virtude e dependemos apenas de nós para o encontrar.
Deixo-lhe uma última nota para posterior reflexão: a maioria das pessoas usa mais a expressão “não tenho tempo para nada” do que a palavra “amo-te”, o que significa, inclusivamente, que deixou de haver tempo para amar. O que sente a este respeito? Expresse-se. Tem todo o tempo do mundo!


domingo, 20 de abril de 2014

in "A FORÇA DAS PALAVRAS"!


(...)
O nosso índice de confiança dispara em cada experiência que escolhemos viver e como já todos experimentámos já todos sabemos disto. Não se trata de novidade nenhuma para ninguém e se não o é, do que é que estamos, então, à espera para experimentar mais e melhor?

Se a possibilidade de nos tornarmos mais conscientes a nosso respeito e potenciarmos a nossa relação interna se encontra ao virar da esquina por que razão não a dobramos?

É claro que, facilmente, se pode deturpar o que ando para aqui a dizer com as más experiências, com aquelas que infligiram dor, tristeza e até bloqueios, mas isso nada tem a ver com a prática em si, fomos nós que lhes demos o significado errado. E como é que se dá o significado que não interessa? Já o disse inúmeras vezes, remetendo-nos exclusivamente ao resultado ou seja, e por exemplo, a algo do género:

- Eu experimentei entregar-me e ela deixou-me
- Eu experimentei falar com o meu chefe e ele despediu-me.

Em ambos os casos, e é bem visível, estamos a sobrevalorizar apenas a parte má da história, ou seja, naquilo em que resultou, sabotando, assim e sem qualquer misericórdia, todas as conquistas que alcançámos no percurso até nos sentirmos confiantes para passar à ação.

- E o medo que superei até me permitir sentir?
- E os bloqueios que curei?
- E o poder da entrega?
- E o prazer de estar no “Agora”?
- E a coragem que descobri em mim por conseguir dizer o que pensava e sentia ao meu patrão?
- E a força que agora sei ter?
- E a certeza de que sou capaz? De que tudo me é possível? E de que mereço sempre mais e melhor?

Pois é. Já tinhas pensado nisto? Acredito que tenha doído o facto de deixares de estar com uma pessoa que amavas ou que seja muito triste perder o emprego e ter de apertar nas contas mensais, mas e o que ganhaste?
(...)

sexta-feira, 18 de abril de 2014

in "A FORÇA DAS PALAVRAS"!


Eu também, e há muitos anos atrás, já passei por esse labirinto, pelo não me reconhecer e pelo não dizer aos outros o que pensava e sentia para não correr o risco de perder as pessoas ou o emprego, para não magoar e blá blá blá...
Sabes o que ganhei? Nada. Ou melhor, ganhei sim, ganhei tensão alta, raiva, rancor, culpa e agressividade. É isto que tens sentido, certo? Deixa-me dizer-te, então, que enquanto forem apenas estes os sintomas não estás nada mal, é que a seguir, e se mantiveres o mesmo padrão de comportamento, qualificas-te automaticamente para a liga dos campeões das doenças. Falo-te de cancros, AVC´s, depressões, fibromialgia e por aí adiante. É verdade, as palavras não ditas a teu respeito e a quem o devem ser, geram as piores enfermidades.
No meu caso pessoal escolhi mudar e felizmente fi-lo a tempo de evitar males maiores para mim. Sou saudável sim, mas sabes o que mais ganhei? Confiança e respeito. Confiança em mim e o respeito dos outros. Mais, uma espécie de capacidade para aceitar as minhas decisões menos felizes e seleccionar naturalmente as pessoas. Umas escolheram ir-se embora, de rabo entre as pernas, ameaçadas que se sentiram pela minha força, e outras foram irradiadas sem que para isso existisse alguma obrigação, dor ou pena. Nada. Sempre que confias em ti és respeitado pelos outros. É uma lição de vida. E sabes porquê? Porque poucos confiam, logo, querem ser como tu. Sem saberes, e apenas por dizeres o que pensas e sentes a teu respeito e a respeito dos outros, tornas-te num modelo de inspiração, numa referência a seguir, numa pessoa exemplar.
                                                                                 (...)

terça-feira, 15 de abril de 2014

in "A FORÇA DAS PALAVRAS"!


(...)
Uma pessoa confiante terá sempre um percurso ascensional e, quer queiramos ou não, será praticamente indestrutível, pois perante qualquer desafio erguer-se-á como um daqueles “sempre em pé” que não se cansam de levantar a cada tombo. Está-lhe no ADN, está-lhe no coração mas, acima de tudo, está-lhe na mente. Sim, e como já referi, uma pessoa confiante é dona e senhora de uma mente altamente treinada e domesticada. As vozes que ouve a cada fracasso seu dizem-lhe para persistir sempre, para arriscar mais uma, duas, três vezes até conseguir e gritam-lhe bem alto ao ouvido que para ela tudo é possível, que ela merece o melhor e que é capaz seja do que for. Ora, será que isto é fácil? Não, claro que não. Atrevo-me até a dizer, e por experiência própria, que é uma conquista morosa, dura, dolorosa, mas absolutamente necessária. Estou a falar do quê? Do poder das palavras que nos dizemos, pois está claro, e do resultado que obtemos sempre que nos ouvimos. Uma coisa é certa: tudo o que te disseres de bom ou de mau será levado a sério por ti, portanto muita atenção ao diálogo interno que tens contigo, ele pode potenciar-te ou estar sistematicamente a envenenar-te.
(...)

segunda-feira, 14 de abril de 2014

in "A FORÇA DAS PALAVRAS"!


(...)
Durante o teu dia-a-dia escolhes múltiplas vezes e ocorrem inúmeras situações que não controlas, certo?
Vamos imaginar o seguinte: em dez escolhas que fizeste, nove correm bem e uma corre mal. Em qual vais viver focado o resto do dia, porventura o resto da semana e, se fores muito mauzinho contigo, o resto do mês? É um facto. Na má, certo? E porquê?
Não, não fiques à espera de uma explicação minha. Jamais alimentaria essa conduta.O que é importante salientar é que em dez acertaste nove.
O que te disseste a esse respeito?
Congratulaste-te?
Premiaste-te?
Que valores e convicções reforçaste sobre ti?
Provavelmente pouco ou nada.
É ridículo, certo?
Mais, é um pecado. É que o resultado dessa escolha, pela forma como a empolaste, veio sujar a quase mácula do teu dia e tu vais levá-la para a cama, para todas as tuas relações, para o dia seguinte e por aí adiante. Escolheste carregar o teu próprio veneno, subvalorizando-te, e agora mesmo que as melhores coisas da vida estejam à tua frente, e estão, não conseguirás vê-las. Não tenho pena nenhuma de ti, mas é uma pena que te faças isso, pois a inflamação desse discurso interno dará cabo de ti nos próximos tempos. Porque será que custa assim tanto um mero elogio? Porque será que é assim tão simples dar cabo de nós? Eu sei, mas não te vou dizer ainda.
(...)

sábado, 12 de abril de 2014

in "A FORÇA DAS PALAVRAS"!


(...)
O requisito mais importante na génese de uma pessoa é, portanto, a confiança. Nada é mais preponderante e decisivo nos momentos chave da nossa existência. É, aliás, ela ou a falta dela que determina quem caminha de uma forma ascendente ou descendente nesta cruzada que é a vida e é por isso, por exemplo, que é tão importante saber escolher quem nos rodeia porque, se porventura, estivermos circundados por gente que nos puxa sistematicamente para baixo, porque é esse o caminho das vítimas e dos derrotados, o mais certo é mesmo perdermos a força e cairmos vida abaixo até nos estatelarmos ao comprido no fundo de uma coisa qualquer sem jeito nenhum. E aí sim, temos um problema. Aqueles que caminham na espiral descendente são como necrófagos que se alimentam dos nossos sonhos, não para os viver mas para não nos permitirem vivê-los. São cruéis sim, são abomináveis, mas valha a verdade foste tu que escolheste dar-lhes a mão e sujeitar-te a essa estranha forma de vida. Quando confiamos em nós, e em primeira instância, preferimos dar sempre um passo no escuro que ouvidos ao mundo. A confiança é aquele “acreditar até ao fim” que dispara a mente e o coração para níveis de superação nunca antes sentidos, é aquele superalimento que, num ápice, nos faculta todos os nutrientes necessários para um sprint final na reta da meta, é, no sentido figurado, aquela caixa redutora que existe nos jipes para os retirar da lama, é a carne toda no assador e é o barco a todo o vapor. É tudo o que precisamos para depender de nós.
(...)

quarta-feira, 9 de abril de 2014

in INTRO, "A FORÇA DAS PALAVRAS"!


(...)
Não tenho tendência, felizmente e por mérito meu, a fazer pré-juízos acerca de pessoas que não conheço, que nunca senti ou com quem nunca troquei algumas ideias, como tal, a minha vida, e aos olhos dos outros, até parece fácil. E têm razão. É muito mais fácil do que a vida da maioria, mas porquê? Porque só me relaciono com alguém se me identificar com essa pessoa, se houver intimidade seja ela de afetos, emocional ou intelectual e se os nossos valores se cruzarem. Caso contrário, não me dou, não estou, não falo nem toco. Para quê? Para me contrariar e depois me culpar? Para ficar sem energia? Nem pensar. E sim, este é outro dos principais problemas da nossa sociedade: as pessoas relacionam-se com quem não querem, não sentem nem lhes apetece. Certo? Pior, sentem-se obrigadas a fazê-lo. Porque fica bem, porque os outros poderiam levar a mal, porque tem de ser, porque, porque, porque… e tu? Uma vez mais, e tu? Onde é que tu estás no meio disto tudo? Existes? Por acaso sabes-me dizer se existes? Vá lá, não sejas parvo e dá-te ao respeito de uma vez por todas, caso contrário, serás sempre impedido de chegar a ti e de te conheceres verdadeiramente, pois quando estás onde não queres estar, por exemplo, ficas demasiado fragilizado, submisso e qualquer um pode fazer de ti o que bem entender. Pões-te a jeito, levas uma martelada. Se fores assim nem quero imaginar o São João que para aí vai. Bom, simplificando, consegues identificar algumas destas pessoas ou alguns destes episódios na tua vida? Porque é que te fazes isso? Sim, por que razão te maltratas a esse ponto? Por que razão estás se não te apetece estar? Porque é que dizes uma coisa quando sentes outra? Não te esqueças que uma relação unilateral, ou seja, um relacionamento de qualquer ordem em que a mesma pessoa é a mais importante para as duas gera sempre manipulação. És manipulado, não és? Pois. E de quem é a culpa? Tua ou dessa pessoa? Tua, pois está claro! És tu que escolhes relacionar-te com ela, és tu que queres desenfreadamente agradá-la em detrimento do teu próprio agrado, logo és tu o responsável por tudo o que ela te faz!
(...) 

terça-feira, 8 de abril de 2014

in INTRO, " A FORÇA DAS PALAVRAS"!


(...) 
Também ainda não cá morava quando festejámos o apoteótico 25 de Abril de 74, é um facto, mas a verdade é que, enquanto povo, tenho assistido desde que me lembro de mim, repetida e continuadamente, ao retrocesso que é a ditadura, mas agora dos maldizentes, do silêncio e da resignação.
É triste mas é assim e se assim é, é assim que abraçarei esta causa.
E que arma mais fácil de utilizar para levar a cabo esta missão de transformar a nossa vida, senão esta de sete letrinhas apenas, chamada “palavra”?
Sim, a palavra certa no momento certo pode pôr dois corações a voar, dois corpos a tremer e a palavra errada no momento errado pode sucumbir até o mais forte dos homens.

As palavras carregam energia, ideias, ações e possuem o enorme poder de mudar o curso da história de seja quem for.
(...)

segunda-feira, 7 de abril de 2014

GOSTO MUITO DE TI, AVÓ!


É, ao ver-te definhar de dia para dia, aos pés desse teu enorme, agora frágil, coração, malandro que me amou como nunca fui amado, que me esbato e embato com a realidade incontornável, não do fim, mas do amor que soubeste expandir. O teu exemplo prosperará por muitas e muitas vidas, eu próprio me incumbirei de passá-lo aos teus bisnetos, pois mesmo que não os conheças eles saberão quem foste, a natureza que te enche e o que representaste para mim. Beberão tudo o que me ensinaste, tudo o que adianta nesta vida e serão mais fortes por isso, assim como eu fui. Terás orgulho em mim.
Olho-te, ainda que muitas vezes de esguelha porque me dá dor o teu respirar e testemunhar algumas expressões que nem sabes que fazes, e amo-te, e por isso olho-te sempre. Amo-te sempre. Vezes sem conta, passo os dedos por entre o teu fino cabelo e agiganta-me quando adormeces no meu mimo. Por outro lado, revolta-me quando gemes e tosses; já não és digna do corpo que vestes e por isso dou muitas vezes por mim a desejar ter-te do outro lado, daquele onde já se encontra o teu filho, o meu tio preferido, e um outro amor da tua vida, O amor da tua vida. Sei que, neste momento, serias muito mais feliz com eles. Sabes, às vezes sinto que vais lá e voltas. A paz momentânea do teu rosto atesta esse reencontro. Deve ser, literalmente, do outro mundo, mas mesmo assim voltas. Voltas só para me ver, só para me acalmar, só para espreitar quem está ao teu lado. É amar até ao fim, não é linda? Ainda tenho tanto para aprender contigo.
E o que me ensinaste sobre o perdão e sobre o que é verdadeiramente a aceitação? A tua luz, estejas onde estiveres, será uma estrela guia, uma orientação eterna para aquilo que resta da caminhada e sempre que a vida me parecer cruel ou injusta, ou que os outros me julguem por nada ou qualquer bagatela, vou olhar para o céu, relembrar o teu olhar, o teu sorriso meigo e perceber que afinal nada é comparado àquilo que tu tiveste de passar. E se tu conseguiste, por que raio não hei de eu conseguir? Aqui ou lá, chamarei por ti, aprenderei contigo e carregarei a tua bandeira, pois nunca nada nem ninguém me inspirou tanto e impulsionou tanto o meu crescimento como tu.
Amanhã vou ver-te outra vez; mesmo que não me vejas, vou ver-te outra vez; vou estar ao teu lado da mesma forma que sempre estiveste do meu.
Gosto muito de ti, avó.  



sexta-feira, 4 de abril de 2014

Confissões "COSMOPOLITAN", Outubro 2013




Confesso,
gosto muito de mulheres. Ou melhor, sou absolutamente apaixonado por mulheres mulheres. Sim, duas vezes “mulheres”, porque mulheres são todas, afinal de contas é um género, mas mulheres assumidamente mulheres mulheres ainda, e infelizmente, são poucas.
Verdade!
Poucas mas boas e com tendência para serem mais e melhores. Felizmente ou o meu romântico coração não aguentaria tanta carência.
Confesso também que além de apaixonado sou, igualmente, um feminista por excelência, um experimentalista do assunto, um bom ouvinte e uma carta aberta de elogios pela profunda revolução que têm vivido ao longo das últimas décadas. Não tenhamos dúvidas de que este “É” o momento para se ser mulher mulher. Nunca vos foi tão fácil passear elegância, espalhar sedução nem comandar a vossa própria vida.
Este é o momento, é o vosso momento.
Que bom…
Ah, é verdade, ainda não expliquei que conceito é este que vos estou a apresentar. Ser mulher mulher é ser emancipada, dona do seu nariz, independente de ideias, livre, conhecedora dos seus valores e do seu tremendo papel na sociedade, é ser astuta, confiante e mandona, é amar-se para ser amada e amar para viver o pecado do prazer, com ou sem escrúpulos, porque prazer é prazer e sem ele, valha a verdade, pouco ou nada justifica esta aventura.
Posso fazer-lhe umas perguntas?
Com quem estou a falar? Sabe quem é? Porventura consegue identificar-se com este conceito? Estou a falar com uma mulher, com uma mulher decidida a afirmar-se e a agir em conformidade com essa fundamental mudança ou estou a falar com uma mulher mulher. Se a sua resposta estiver de acordo com esta última opção, queira por favor aceitar o meu agradecimento.
Obrigado.
Obrigado por nos fazer, a nós homens, suspirar. Obrigado por nos fazer sentir, por nos lembrar que a vida é muito mais que todo o “mais” que possamos estar a viver e por nos libertar as borboletas da barriga, por nos arrepiar e pôr as pernas a tremer, pois nada é maior nem mais importante que embarcar na enorme e deliciosa viagem ao sentido da vida, que é a paixão.
Uma vez mais, obrigado.
No momento em que se apaixonarem por vocês, em que confiarem no vosso instinto e em que assumirem os vossos desejos, serão desejadas como nunca e nem a morte nos fará esquecer-vos, pois nada é mais eterno na cabeça de um homem que o privilégio de ter sentido a pele, o cheiro, o respirar, o peito contra peito, a mão dada, a saliva e o ventre de uma mulher confiante.