terça-feira, 9 de abril de 2013

Revista "MEN´S HEALTH" - Abril


Parabéns!
Parabéns pelos doze anos, pelas mais de cento e quarenta edições e pelos milhares de artigos que inspiraram o homem português a conhecer-se e a assumir-se de uma vez por todas, a utilizar o seu potencial total e assim disparar os seus índices de auto-estima e confiança e a melhorar a sua saúde, seja ela física, mental ou emocional.
É para mim um privilégio constar nesta edição.
Nestes doze anos muita coisa mudou no homem que é homem e se quer homem. Podia enumerar, por forma a fazer uma graça com o décimo segundo aniversário da revista, doze mudanças naquilo que somos hoje graças a toda a informação que fomos bebendo, e ao longo do tempo, nestas páginas mas penso ser mais profundo e eficaz, focar-me num único aspecto, naquele, acredito eu, ser capaz de transformar qualquer um de nós num homem inesquecível: os afetos. Um homem que é homem e se quer homem é um ser de afetos.
Dentro do nosso género, tudo o resto tem pouco relevância quando comparado à força da afetividade. O afeto está para nós como a confiança está para as mulheres. Existe alguma coisa mais atraente e desejável numa mulher do que a força da sua legítima e merecida autoconfiança? Não creio, pois é precisamente esse estado que lhe permite a total entrega, o assumir das paixões e o poder de escolha. Já não há paciência para mulheres submissas, assim como não há, e perdoem-me a expressão, cú para homens preconceituosos, machistas ou armados ao pingarelho. Certo, meninas? Agora, um homem de afetos não se faz do nada nem tampouco de um momento para o outro. Para tal acontecer, precisamos todos de saber quem somos e de nos sentir bem na nossa pele, pois apenas essa destreza de consciência nos permitirá usufruir da magia que é fazer parte do coração daqueles a quem nos entregámos, assim como criar verdadeiros e eternos laços com todos aqueles que se cruzam no nosso caminho.
O sexo diverte e a comunicação aproxima, mas são os afetos que unem verdadeiramente as pessoas.
É neste sentido que congratulo a revista. Hoje somos mais homens porque nos incentivaram a descobrir o melhor que há em nós, a sentir com mais intensidade e a fazer sentir também. Não tenho dúvidas de que atravessamos uma era onde o toque se tornou preponderante, seja através do abraço, do cafuné, da mão dada, do beijo, da fome da carne ou do que for. O importante é tocar e viver dentro desse toque, sentir e fazer sentir para promover essa autodescoberta e inspirar cada vez mais gente a fazê-lo. Muitas das pessoas que conhecemos e não sorriem só estão a precisar de ser tocadas e nós, homens que somos homens e nos queremos homens, podemos desempenhar um belíssimo papel nas suas vidas e marcar toda a diferença.
Estamos juntos? 

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