quinta-feira, 18 de abril de 2013

A RAIVA!


A raiva é o tubo de escape de um carro a trabalhar.
Só polui.
Agora, imagina o que é estares constantemente a inalar estes fumos dentro das tuas quatro paredes. Falta o ar, certo? Pior, chega o momento em que a ausência de oxigénio nas células, vai também quebrar-te o raciocínio e, de repente, explodes e dás por ti a fazer o impensável. Agrides-te silenciosamente ou agrides os outros.
É certinho direitinho.
E depois mete polícia, ambulâncias, dor por todo o lado e, em muitos casos, uma funerária.
A raiva é um pau de dois bicos bem aguçados e fruto de uma total e prolongada criação de expectativas, ou seja, além de não conseguires aceitar um determinado acontecimento na tua vida ou na vida de alguém porque te parece demasiado injusto ou totalmente inapropriado, ainda ficas a odiar esse momento ou esse alguém.
É o pior dos dois mundos e, enquanto não te resolves ou decides ver as coisas como elas são, vais inalando, inalando, inalando até ao dia em que ficas doente. Sim, a raiva é como uma doença que te corrói de dentro para fora e que causa diversos prejuízos físicos.
Não existem corpos sadios que floresçam da raiva e uma emoção corrompida significa, sempre, uma parte do corpo destroçada. É grave, mas a verdade é que bastou um evento para germinar esse estado dentro de ti e o pior é que andas a alimentá-lo sempre que trazes esse acontecimento do teu passado para o teu momento atual, negligenciando, e uma vez mais, tudo o que poderias estar a viver por uma dor que já viveste e, simplesmente, escolhes voltar a sentir.

1 comentário:

  1. e só se perde com isto, ocupamos a mente a pensar numa coisa que acabou, que aconteceu, que teve um inicio e um fim e ficamos tempos e tempos ali a pensar se descobrirmos a razão de ter acontecido daquela forma em vez de pensarmos que aconteceu para aprendermos alguma coisa com o acontecimento e para de certa forma ficarmos mais "ricos" com a experiência. é curioso que como referes somos nós que escolhemos voltar a sentir tudo aquilo que nos magoou e nos afetou mas porquê? entre coisas boas e uma coisa má porque temos alturas em que resolvemos fucar a pensar na má e a ficarmos enraivecidos? será para nos castigarmos?
    de qualquer das formas o que tenho feito por estes dias é respirar, aceitar q aconteceu e respeitar a decisão do universo ter trazido para a minha vida aquela situação e depois olho para frente e tento apagar da mente os pensamentos enraivecidos.

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