sexta-feira, 26 de abril de 2013

Revista "MEN´S HEALTH" - Maio


Treinar é uma guerra!
É uma batalha diária, ou quase, que nos convida a extrapolar os limites da preguiça e assaltar, sem apelo nem misericórdia, as fronteiras da mente e da dor. É uma prova de superação, uma medalha de mérito e uma investida de coragem. É o jogo do gato e do rato entre cabeça e o corpo.
Treinar é um objetivo!
É uma meta que requer estratégia, compromisso e disciplina. Um ato de honra que exige motivação, suor e capacidade de sofrimento. É o “eu consigo”, o “é possível” e o “eu mereço”, a metáfora perfeita para o resto da vida e uma explosão de confiança e auto-estima.
Treinar é uma arte!
É corpo, é criação, é geometria. É uma obra-tua. É método e experimentalismo. É comédia e drama, improviso e lágrimas. É um monólogo encenado por si, interpretado por si e aplaudido por si. De pé. É estética, um arrepio e uma manifestação. É paixão.    
Treinar é sexo!
É um império para os sentidos. Uma queca nos aparelhos, nas barras e nos halteres. É uma orgia. É uma dança e uma iguaria, uma procissão de tesão. É tremer, gemer e gozar. É repetir até não aguentar. É suor, calor e emoção. É prazer e é dor, é ser e despudor. 
Treinar é saúde!
É inspirar, expirar e uma inspiração. É a vida a roçar na pele, em cada músculo e no bater do peito. É prevenir para não remediar e o melhor remédio para o acalmar. É uma vitamina, um xarope e um antidepressivo. É um estilo de vida. É o meu estilo de vida.  
Treinar é ser Men´s Health!
É desejar mais e melhor, é superar e somar mais vitórias, é atiçar a vida.
Acredito no treino como um complemento vital para a nossa vida e dou-lhe este tremendo significado porque sei, por experiência própria, que os resultados que dele advêm são altamente prometedores no que diz respeito à capacidade do ser humano acreditar nele mesmo e poder sentir-se bem na sua pele. E não, não me refiro à imagem de um corpo esculpido, mas sim à força de uma mente trabalhada. Conheço inúmeras pessoas que estão nos ginásios exatamente da mesma forma como estão nas suas vidas, ou seja, estão por estar, sem foco nem “pica” e longe, muito longe mesmo, daquilo que poderiam almejar se se entregassem ao treino, se se entregassem à maravilhosa experiência que é estarmos vivos. No ginásio, como na vida, é fundamental guerrear contra as nossas crenças limitadoras, definir o que queremos com paixão, sermos artistas de corpo inteiro, beber desse prazer inesgotável que é o orgasmo de estarmos vivos e agradecer a possibilidade de sermos autónomos e saudáveis. Sempre que damos o nosso melhor, temos a melhor vida possível.
Treinar é, afinal, o que tu és… mas de fato-de-treino!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A RAIVA!


A raiva é o tubo de escape de um carro a trabalhar.
Só polui.
Agora, imagina o que é estares constantemente a inalar estes fumos dentro das tuas quatro paredes. Falta o ar, certo? Pior, chega o momento em que a ausência de oxigénio nas células, vai também quebrar-te o raciocínio e, de repente, explodes e dás por ti a fazer o impensável. Agrides-te silenciosamente ou agrides os outros.
É certinho direitinho.
E depois mete polícia, ambulâncias, dor por todo o lado e, em muitos casos, uma funerária.
A raiva é um pau de dois bicos bem aguçados e fruto de uma total e prolongada criação de expectativas, ou seja, além de não conseguires aceitar um determinado acontecimento na tua vida ou na vida de alguém porque te parece demasiado injusto ou totalmente inapropriado, ainda ficas a odiar esse momento ou esse alguém.
É o pior dos dois mundos e, enquanto não te resolves ou decides ver as coisas como elas são, vais inalando, inalando, inalando até ao dia em que ficas doente. Sim, a raiva é como uma doença que te corrói de dentro para fora e que causa diversos prejuízos físicos.
Não existem corpos sadios que floresçam da raiva e uma emoção corrompida significa, sempre, uma parte do corpo destroçada. É grave, mas a verdade é que bastou um evento para germinar esse estado dentro de ti e o pior é que andas a alimentá-lo sempre que trazes esse acontecimento do teu passado para o teu momento atual, negligenciando, e uma vez mais, tudo o que poderias estar a viver por uma dor que já viveste e, simplesmente, escolhes voltar a sentir.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O PERDÃO!


Não perdoar é uma estrada para o abismo e nesse sentido vêem-me sempre duas metáforas muito fortes à cabeça.
A primeira passa por uma cruz. Cada pessoa que não perdoas é uma cruz a mais que carregas nas costas e se esse, o não-perdão, é uma escolha tua (sim, acredita que é uma escolha, não é uma incapacidade, portanto não te armes em coitadinho que comigo não te safas) o mais natural que te aconteça é um dia quereres olhar em frente e já não conseguires fazê-lo, pois o peso é tão grande e as dores são tantas que não tens outra forma de caminhar senão de costas toldadas e olhar caído. Visualiza esta imagem. Consegues perceber que com essa postura não conseguirás encontrar o bom caminho? Não o vês, caminhas como um tolo de um lado para outro, aos repelões, cada vez mais cansado, e com mais vontade de desistir até que um dia escorregarás pelo abismo abaixo e ainda que o teu coração insista em bater e os pulmões em respirar, ainda te mexes mas já não sentes, ainda estás mas já não estás.
A segunda metáfora é uma orgia de dor. Já pensaste que dormes com todas as pessoas que não perdoas? Sim, elas estão mesmo ao teu lado na cama e, invariavelmente, as suas presenças são ainda mais fortes do que a presença da pessoa com quem verdadeiramente dormes. Quando acordas a meio da noite, qual é a primeira pessoa que te vem à cabeça? A que está ao teu lado, ou aquela que ainda não perdoaste? A que tu queres que um dia venha a dormir ou aquela que te fez ou disse algo que te magoou? Um sentimento de amor ou de injustiça? De paz ou de ira? Consegues regressar ao sono imediatamente a seguir ou revoltas-te com as voltas que dás na cama? Quando tens alguém ou alguéns por perdoar, esquece o significado de que a noite serve para descansar. Não dormes e se queres a minha opinião também não mereces dormir.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Revista "MEN´S HEALTH" - Abril


Parabéns!
Parabéns pelos doze anos, pelas mais de cento e quarenta edições e pelos milhares de artigos que inspiraram o homem português a conhecer-se e a assumir-se de uma vez por todas, a utilizar o seu potencial total e assim disparar os seus índices de auto-estima e confiança e a melhorar a sua saúde, seja ela física, mental ou emocional.
É para mim um privilégio constar nesta edição.
Nestes doze anos muita coisa mudou no homem que é homem e se quer homem. Podia enumerar, por forma a fazer uma graça com o décimo segundo aniversário da revista, doze mudanças naquilo que somos hoje graças a toda a informação que fomos bebendo, e ao longo do tempo, nestas páginas mas penso ser mais profundo e eficaz, focar-me num único aspecto, naquele, acredito eu, ser capaz de transformar qualquer um de nós num homem inesquecível: os afetos. Um homem que é homem e se quer homem é um ser de afetos.
Dentro do nosso género, tudo o resto tem pouco relevância quando comparado à força da afetividade. O afeto está para nós como a confiança está para as mulheres. Existe alguma coisa mais atraente e desejável numa mulher do que a força da sua legítima e merecida autoconfiança? Não creio, pois é precisamente esse estado que lhe permite a total entrega, o assumir das paixões e o poder de escolha. Já não há paciência para mulheres submissas, assim como não há, e perdoem-me a expressão, cú para homens preconceituosos, machistas ou armados ao pingarelho. Certo, meninas? Agora, um homem de afetos não se faz do nada nem tampouco de um momento para o outro. Para tal acontecer, precisamos todos de saber quem somos e de nos sentir bem na nossa pele, pois apenas essa destreza de consciência nos permitirá usufruir da magia que é fazer parte do coração daqueles a quem nos entregámos, assim como criar verdadeiros e eternos laços com todos aqueles que se cruzam no nosso caminho.
O sexo diverte e a comunicação aproxima, mas são os afetos que unem verdadeiramente as pessoas.
É neste sentido que congratulo a revista. Hoje somos mais homens porque nos incentivaram a descobrir o melhor que há em nós, a sentir com mais intensidade e a fazer sentir também. Não tenho dúvidas de que atravessamos uma era onde o toque se tornou preponderante, seja através do abraço, do cafuné, da mão dada, do beijo, da fome da carne ou do que for. O importante é tocar e viver dentro desse toque, sentir e fazer sentir para promover essa autodescoberta e inspirar cada vez mais gente a fazê-lo. Muitas das pessoas que conhecemos e não sorriem só estão a precisar de ser tocadas e nós, homens que somos homens e nos queremos homens, podemos desempenhar um belíssimo papel nas suas vidas e marcar toda a diferença.
Estamos juntos? 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

AGENDA ABRIL/MAIO



AGENDA ABRIL/MAIO

- 6 Abril: Workshop "Arrisca-te a Viver" em Coimbra.

- 7 Abril: Apresentação "Agarra o Agora" na Bertrand do Dolce Vita Porto, pelas 16h.

- 11 Abril: Sessão de autógrafos "Todos os meus livros" no Espaço "Radiance", Rua Joaquim Antonio de Aguiar, 45 Lja Dta - esquina Rua Rodrigo da Fonseca - Lisboa Tel: 213828210, pelas 19h.

-13 Abril: Apresentação "Agarra o Agora" na Bertrand do Dolce Vita Tejo, pelas 17.30h.

- 20 Abril: Sessão de autógrafos "Agarra o Agora" na Bertrand do Vasco da Gama, pelas 16h.

- 27 Abril: Sessão de autógrafos "Agarra o Agora" na Bertrand do Odivelas Park, pelas 16h.

- 28 Abril: Workshop "Arrisca-te a Viver" em Lisboa (reservas para gustavosantos.coach@gmail.com).

- 04 Maio: Sessão autógrafos "Agarra o Agora" na Bertrand do Colombo, pelas 16h.

- 05 Maio: Workshop "Arrisca-te a Viver" no Porto (reservas para gustavosantos.coach@gmail.com).

- 10 Maio: Apresentação "Agarra o Agora" em Beja.

- 11 Maio: Workshop "Arrisca-te a Viver" em Beja.

- 18 Maio: Workshop "Agarra o Agora" em Lisboa (só disponível para quem frequentou o Workshop "Arrisca-te a Viver").

- 25 Maio: Workshop "Agarra o Agora" no Porto (só disponível para quem frequentou o Workshop "Arrisca-te a Viver").