quinta-feira, 14 de março de 2013

EXCERTO DO 3º CAPÍTULO - "O FUTURO"


O futuro não existe. Certo? Ou consegues prever o que te vai acontecer amanhã?
Será que consegues visualizar com certezas absolutas todas as pessoas que se vão cruzar na tua vida? O que vais dizer e ter de ouvir?
É-te possível ter garantias acerca de tudo o que possas vir a sentir nessas vinte e quatro horas? Os minutos exactos a que a natureza se irá revelar? Os acontecimentos que se irão manifestar? E todo o impacto que isso terá no teu dia?
Se conseguires, estás a mentir. E não é a mim, é a ti. Eu estou-me nas tintas para as “estórias” que tu contas a ti próprio, não posso é ficar indiferente ao facto de já ires a meio do livro e continuares com essas tretas. Não sou, mas é como se me ficasse a sentir co-responsável pela tua inconsciência neste momento. Não quero sentir isso. Portanto ou não me estás a ler bem ou não te estás a ver bem. Valha a verdade, mal por mal, ainda prefiro que seja a primeira hipótese, como tal, vou insistir um pouco mais para que me possas ler melhor. Olha lá, tu consegues sequer afirmar que estás cá amanhã? Em que é que te baseias? Na viagem que tens marcada? Nas contas que tens por pagar? Nos filhos que estás a criar? Nas pessoas que estás a ajudar? No sonho que estás a viver? Na saúde que aparentas ter? Não, nada disso. Tudo isso é “Agora” e nada te garante o amanhã. Portanto, no que é que te baseias para afirmar tal convicção? Eu sei. Mas gostava que tu soubesses também sem que tivesse de ser eu a dizer-to. Uma coisa é certa, o futuro existe sim senhor. Se não existisse, este capítulo também não existiria. Ou fazia algum sentido escrever sobre algo que não há? Para mim não. Portanto se este capítulo se chama “futuro” e se já escrevi não sei quantas linhas sobre ele, é porque, de alguma forma, ele existe na minha, na tua e na vida de todos. A questão é, onde? Insisto, sabes de que forma ou não? Apetece-me estar ao teu lado e ouvir o teu silêncio ou os teus disparates. Dentro de algumas linhas vou dizer-to e, se porventura tiveres acertado, por favor, aceita as minhas sinceras desculpas. Ficas é a saber que, adivinhando, já não te livras da responsabilidade que tens de inspirar aqueles que te rodeiam, pois o tempo que tens ganho todos os dias pelo facto de viveres com esta consciência já representa horas mais do que suficientes para contribuíres, de uma forma firme e afirmativa, para com os outros. Como eu. Pois bem, aqui vai a resposta para uma vida mais equilibrada: a única força que dá razão à existência do futuro é a nossa mente, que o dá como adquirido. A nossa mente, e uma vez mais, mente-nos.

1 comentário:

  1. Forte, muito forte! Lê-se muito nessas entrelinhas.:-)

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