quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

70% (ALIMENTAÇÃO) + 30% (TREINO) = 100% (MENTE)




Há cerca de dois meses, e como é característico em mim, escolhi abandonar a minha zona de conforto. Sentia uma enorme necessidade de me voltar a superar, de me expor perante enormes desafios e de trabalhar a minha mente, potenciando-a, por forma a poder contar com ela durante o processo e para sempre. Assim foi e desta feita desafiei-me no que à alimentação e ao treino diz respeito. Defini um objetivo exigente, mas altamente motivador, e entrei em ação. O resultado, passados quase sessenta dias, não podia ser melhor.
É incrível a força que vive num objetivo bem definido.
É incrível a força que vive num ser humano que sabe o que quer.
De um dia para o outro alterei todos os meus hábitos alimentares, a ver:
- Pão, Massas e Bolachas (comia todos os dias – não como há dois meses)
- Doces (comia com alguma frequência – comi apenas uma vez durante o processo)
- Leite e Derivados (comia todos os dias – não como há dois meses)
- Água (bebia 0.5L por dia – bebo 2.5L por dia)
- Álcool (ocasionalmente – não bebo há dois meses)
Durante o processo aprendi a substituir parte do que comia por escolhas mais saudáveis. Hoje faço uma alimentação hiperproteica (suplementação incluída), só ingero gordura boa como azeite e óleo de linho, reforcei o pequeno-almoço com nutrientes realmente preponderantes, ao contrário do comum galão e tosta, e tomei especial atenção às minhas escolhas de jantar, pois a partir das 18h não como hidratos de carbono como arroz, massa e batata. Como bastantes verduras e religiosamente, ou quase, de duas horas e meia em duas horas e meia.
É de salientar que apesar de sempre ter tido uma alimentação equilibrada, sem abusos de nenhuma ordem, o que escolhi fazer de um dia para o outro estava totalmente fora do que alguma vez tinha experimentado. Superei-me.
No treino, o mesmo desafio. Habituara-me a treinar de uma determinada forma, em determinados dias e, quase sempre, com pouca vontade. E porquê? Porque, como em tudo na vida, não há paixão na habituação. Hoje treino de uma forma ousada e exigente, vou até ao falho muscular e puxo por mim como nunca. A paixão aliada a um desejo forte tem destas coisas. Hoje dói-me o corpo em todos os treinos e eu gosto cada vez mais de treinar. Sabes porquê? Porque me sinto. Já não me sentia nesta matéria há muito tempo.
Agora, mas será que a alimentação e o treino nas suas respectivas percentagens são suficientes para a mudança? Sim, se ao teu lado estiver uma mente bem calibrada, capaz de te focar no que é importante e potenciar no momento certo. É fácil isso acontecer? Não, não é.
Muitas vezes, nomeadamente ao início, fui tentado por ela a voltar a comer isto ou aquilo, a não ir até à última das minhas forças no treino. A mente é perversa, mas eu, através da experiência que tenho ganho nos anos em que a venho treinando, colava imediatamente uma imagem forte por cima daqueles pensamentos, entrava logo em ação e desarmava-a. Hoje já caminha comigo. Já vê bolos, pizzas e afins e não me manipula, já sabe que quando o músculo começa a ferver não é sinal obrigatório de paragem, já me conhece e sabe quem manda em quem.
Em suma, tornei-me mais saudável, mais forte, mais convicto de todas as minhas potencialidades e mais consciente, muito mais consciente, do enorme poder que vive em mim, seja nesta área ou noutra qualquer.
Se eu consigo, tu também consegues.
Basta quereres tanto como eu.