quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Revista Zen - Fevereiro 2013


Apreciar significa ter apreço, ou seja, saborear algo que não é quantificável em dinheiro. Um abraço, por exemplo, é tão valioso que se torna impossível rotulá-lo em euros, não tem preço, como tal, é algo digno e passível de ser apreciado.
Assim é com o toque, assim é com tudo o que vale verdadeiramente a pena nesta vida.
Atravessamos uma era onde é fundamental trabalhar os afetos, os laços entre as pessoas e, posteriormente, o desapego. Sim eu sei, parece contraditório, mas é capital, hoje em dia, viver com a convicção de que nada nem ninguém nos pertence a não ser cada um a si próprio. É bom que não tenhas dúvidas disto. No entanto, e naturalmente, há uma necessidade premente em todos nós de experimentarmos paixões e desejos comuns, há uma vontade massiva de sentirmos tudo aquilo a que nos damos direito e de viver todas as coisas que a pele e a carne onde habita a nossa alma nos permitem saciar, ainda assim, é importante sabê-lo experimentar, sentir e viver, pois tudo isso só é saudável e exequível na magia de um único momento, aquele em que a mente não pensa e o ego não intervém, no “Agora”.
É no “Agora” que temos acesso a todas as alegrias da nossa vida, naquele preciso instante ou momento em que tudo faz sentido porque é sentido, em que tudo é perfeito porque a mente não está presente e em que, finalmente, percebemos que a vida pode mesmo ser uma experiência gratificante, única e positiva. É no “Agora” que aprendes a apreciar e a vida é uma viagem apreciável.
E tu, consideras-te um verdadeiro apreciador dos sentidos? Quais são os nomes das pessoas que te apaixonam e pelas quais és apaixonado? Tens hobbies? Quais são os lugares que te abraçam e permitem respirar? Com que frequência és? Há quanto tempo não estás com quem gostas, não fazes o que mexe contigo nem vais aos teus pequenos paraísos? Tens um ano inteiro pela frente, seria importante encontrares resposta para todas estas perguntas, pois tudo o que necessitas saber para ser feliz já mora em ti, foi-te dado à nascença e sabes quanto custou? Zero. Não tem valor porque é demasiado alto para o dinheiro comprar.
Responde-me e encontrar-te-ás. Age e serás.
Este pode ser o ano da mudança que há tantos anos desejas, basta para isso agires em vez continuares a pensar, dares em vez de continuares a ter e seres para saberes apreciar.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Revista "MEN´S HEALTH" - Fevereiro


Sexo é bom, ponto final. Parágrafo.
É fome, nutriente da vida, é um click feroz, disparo fulminante que atordoa a mente e desperta os sentidos. É a física aliada à química, disciplina eterna, a mais pura e gritante consagração dos corpos. É, assim e legitimamente, um dos caminhos mais diretos e uma das ferramentas mais indispensáveis para o ser humano conseguir inebriar os pensamentos e potenciar as sensações. É uma fonte luminosa de paixão, um truque que aparta o peso do tempo e nos devolve à leveza do momento, à magia do “Agora”.
Nós somos aquilo que sentimos, ponto final. Parágrafo.
Somos cada sensação e o sexo é, literalmente, um “Império dos Sentidos”. Nele temos uma visão privilegiada sobre o que é a entrega e a confiança, a possibilidade de agarrar o que não é nosso como se o fosse, de provar a que sabe a mistura das peles e a troca das salivas, de respirar o cheiro do tesão e de nos deliciarmos com o som do prazer. Quando estamos dentro do sexo, somos mais, somos quem verdadeiramente somos, somos perfeitos porque o momento que criámos é, também ele, perfeito. A perfeição apenas existe no “Agora” e o “Agora” é aquele momento em que a mente não nos consegue contaminar com bloqueios, preconceitos nem medos, em que a dita não encontra forma de nos mentir, manipular nem maltratar, é aquele momento em que somos. Somos porque sentimos.
A paixão é o maior trunfo do homem, ponto final. Parágrafo.
É o tema que mais abordo nas minhas sessões individuais de Life Coach porque sei o quanto ela é determinante na vida de uma pessoa, o quanto ela é vital para quem visa a mudança, a saída da zona de conforto e o reforço de novas convicções. A paixão é a ponte para regressarmos a nós após a tempestade da mente. É a bonança e o sexo, desde que desejado e nem me passa pela cabeça que alguém o faça por obrigação ou dever, anda sempre de mão dada com ela. Juntos, são verdadeiros catalisadores para a felicidade. É caso para dizer, e que me perdoe o excelentíssimo e inspirador António Gedeão, que sempre que o ser humano sente, “o mundo pula e avança”.
Nós somos um orgasmo, ponto final. Parágrafo.
Fevereiro é o mês do dia dos namorados, fica o convite feito. Divirtam-se, descubram-se e sintam, pois uns bons “Agora” de sexo alimentam-nos o espírito durante dias a fim.
Sejam felizes.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

DESTINO: EU!


O teu destino é uma criação tua e esta é uma profunda convicção minha. Quantas vezes já ouviste expressões do género, “estou destinada a não ser feliz”, "estou destinado a não encontrar a mulher da minha vida”, estou destinada a não fazer nada do que gosto” ou “ estou destinado a não ter nada daquilo que quero”? Estas pessoas estão destinadas, sim, à invalidez emocional e às catacumbas de uma vida dos infernos, mas nada tem a ver com o destino que lhes foi traçado, tem, sim, explicação no seu padrão de pensamento e na carência de crédito que têm nelas mesmas. O que elas estão a criar é a total ausência de felicidade e, dessa forma, não poderão ter outro fim senão, um destino repleto de sombras, medos e amarguras. Nada, nem Deus nem o destino, é responsável pela autoria do que escreves diariamente no teu muro de lamentações. Essa é uma obra tua, exclusivamente tua, e enquanto não assumires essa responsabilidade e cobrares às instâncias que te falei, tudo o que não és, não fazes e não tens, não verás luz, nem merecerás o paraíso que é ter uma vida consciente.
A ti foi-te entregue por Deus um prémio, uma vida para viver, uma oportunidade única que te permite usufruir das melhores coisas que a Terra tem mas que, também, te oferece a hipótese de crescer, aprender, dar e evoluir enquanto alma e ser humano. Posto isto, farás escolhas através da experiência e diferentes escolhas levar-te-ão a diferentes lugares com diferentes pessoas. Nada do que possas escolher é errado, mas todas as tuas decisões terão bons frutos e consequências pelo caminho. Viverás, então, o que escolheste e para teu bem é bom que o tenhas feito por ti e por mais ninguém. Aprenderás a assumir a importância do que é bom e do que é mau para ti, mas crescerás com ambas as lições, assim dês ao que acabaste de viver o significado correcto. O teu destino será sempre o teu sonho e quando lá chegares, pára, bebe pausadamente os segundos, as horas, os dias seguintes, e quando estiveres saciado, espeta uma bandeira no cume do teu percurso para que nunca te esqueças do que viveste, aprendeste, deste e recebeste. Depois, transfere a confiança, a estima e o amor próprio que ganhaste para a tua nova meta, constrói outra pirâmide e encontra-te, novamente, com o teu destino. Sim, é assim que interpreto a palavra “destino”, não como um “fado”, mas como um ponto de chegada. Um ponto de chegada que te foi eliminado da cabeça quando nasceste, mas que, por mérito, entrega e perseverança, foste capaz de encontrar. Se te identificares com este “Destino”, estarás, sempre, destinado a viver grandes sonhos, a ser feliz e a cumprir, exemplarmente, com a tua missão.
Só podes comandar o teu destino quando fores o comandante da tua vida.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A FORÇA DAS PALAVRAS E O SIGNIFICADO DOS HOMENS


As palavras são uma ferramenta poderosíssima e com um impacto decisivo na minha vida. Primeiro, porque conheço o seu poder, depois porque sei usá-las em meu benefício e em prole dos outros e por último, porque já experimentei o resultado do seu bom uso. Elas projectam uma ideia e consumam a acção. São assim, uma espécie de transporte entre uma coisa e a outra. Definem o nosso carácter, estão na génese de quem somos e não raras vezes tornam-se eternas.
Recordo-me da primeira vez que tive de lidar com o peso da palavra. Estava na preparatória e um adolescente, como eu, chamou-me “bola”. De facto, eu tendia para a anafadisse, ainda não era uma bola, mas já caminhava para o oval. Hoje rio-me deste episódio, mas lembro-me que, na altura, fiquei triste, de rastos e envergonhado. Ele, na ingenuidade da idade, projectara na sua voz a minha maior vergonha, a minha ausência de estima, a minha indiferença à mudança e ao ter dito aquilo foi como se tivesse colocado um espelho à minha frente e me obrigado a ter de lidar com o meu “eu” verdadeiro. Doeu. Eu, que sempre fugira da minha própria imagem, ficara a saber que o centro do meu pequeno mundo conseguia ver o que eu, há tempos, andava a tentar esconder de mim mesmo. Foi penoso, fiquei magoado e sem saber onde me esconder. 
E tu, como caracterizarias alguém do teu mundo que agisse da mesma forma contigo, fosse em que área fosse? Maldade, inconsciência ou verdade? A meu ver, verdade, sempre.
As palavras existem para nos trazer à realidade, ao “Agora”, e por vezes doem sim, mas é perante essa dor, que é tua e tu sabes disso, que podes escolher desistir e continuar a fugir de ti mesmo ou enfrentá-la e ser bem sucedido. Atenção ao significado que dás ao que ouves. Estarão a magoar-te, a espezinhar-te ou, apenas, a tentar colocar-te aquele espelho à frente, a reforçar o teu medo para que, de uma vez por todas, ganhes consciência do que te estás a fazer e passes à ação? Eu enfrentei-o pouco tempo depois e jurei a mim mesmo que nunca mais ninguém me chamaria tal coisa. E nunca mais chamaram.


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

GRATIDÃO (12)



Salva pelo "Arrisca-te a Viver"!

São 15h acabo de sair de um local sagrado que me acolhe à anos, vou sempre que a minha alma me incita a solicitar Luz e um guia para o meu caminho e missão, no início em atos de desespero, agora em momentos de reflexão e gratidão pelo que sou e por tudo o que tenho.
Hoje ao sair, ainda no topo da escadaria, avisto ao longe um carro branco com letras, bem normalíssimo ou não fosse conduzido por uma pessoa que outrora foi a paixão, o príncipe encantado, alma gémea, e também a razão pelo qual pensei em desistir muitas vezes da vida e de tudo sempre que nos separávamos, já foram tantas as oportunidades, as reconciliações que  perdi a conta de quantas vezes em 5 anos tentámos, melhor, tentei, ate à exaustão viver essa história de Amor.
As mãos trémulas, o palpitar do coração a mil, o medo, um apelo interior, “vai, abraça-o, diz que estás com saudades, vai tu não vives sem ele, tu dependes dele para ser feliz, vai mais uma tentativa, vai arrisca, vai vai vai vai...”. Entro no meu carro e no banco da frente estão dois livros: “Arrisca-te a Viver” e o meu amigo e companheiro caderno rosa, onde registo memórias, conquistas e desejos. Arrisco mais um pouco e desesperadamente pego na contracapa do teu livro, um olhar apaixonado pela vida, os movimentos das tuas mãos incitam a ação que aponta o caminho para a felicidade. Em segundos ligo-me ao "Aqui e Agora", chave na ignição do carro e uma voz suave recorda "Tu és mais, Tu mereces melhor, Acredita em ti, eu nunca te irei abandonar em nenhum momento da tua vida". A velocidade aumenta e com ela a certeza de que fiz o melhor no momento em que não me deixei derrotar pela minha mente e dar voz ao ego.
Contorno a rotunda e volto ao mesmo local, bem ele já tinha ido embora, eu teria de esperar mais uma hora pelos meus dois tesouros, o Francisco e a Bárbara (que estavam na catequese),  medos à parte aquela tensão que senti deu lugar a uma respiração serena, aumentei o som do Cd que apaixonadamente tinha gravado, deixei-me embarcar numa viagem que me fez sentir viva, que me fez vibrar e apaixonar por tudo o que faço, página 108 tríade vital e tríade mortal. A melodia da música e das palavras levaram-me ao meu porto seguro, ao meu sonho, sentir e saborear a PAZ. Durante aquela hora fiquei envolvida num prazer imenso , Eu, o "Arrisca-te a Viver" e as vozes fabulosas de cantores que solfejam letra a letra e me fazem sonhar, sentir ,mesmo que acordada num simples parque de estacionamento do átrio da igreja da Sta. Rita.
Agora aqui no meu doce lar sinto que durante anos deixei-me levar pela estória que acreditei ser a minha, por pensamentos que nunca me levaram a lado algum, por medos que me fizeram cair em descrédito, por crenças infundadas que me empurraram consecutivamente anos e anos para o abismo, que me fizeram desviar da minha missão.
Estou cansada de ser socialmente correta, adoro soltar uma boa gargalhada, adoro arrancar sorrisos mesmo em momentos difíceis, adoro acreditar num mundo encantado , adoro dançar deixar que o corpo se liberte, adoro ser EU. Por mais dedos que se levantem para me julgar, por mais que me tentem mostrar o lado mau da sociedade que vivemos, dos preconceitos e julgamentos alheios, não vou deixar que nada nem ninguém tire este brilho dos meus olhos e me faça desistir dos meus objectivos.

Grata por tudo. Um abraço cheio de LUZ.

Isabel

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

DÁ-TE TEMPO!


E quando a culpa da nossa inércia não são os outros? Bom, sempre temos o tempo, ou a falta dele, para culpar. Enfim, muitos de nós usam tudo o que estiver ao seu alcance como justificação para se poderem continuar a lamentar com a ausência de minutos para cuidarem de si mesmos e com o facto de não conseguirem fazer as coisas que, realmente, gostavam de fazer. Costumam até dizer que a vida deles é uma miséria porque não têm tempo para nada.
Penso que é importante desmistificar isto.
É preciso virar ao contrário esta ideia de que o tempo nos controla. Somos nós que o controlamos a ele. Ele é estático, nós somos flexíveis. Uma das coisas que aprendemos muito antes de chegar à escola, é saber que todos os dias têm vinte e quatro horas, certo? Portanto, confirmas que, desde pequeno, tens a noção de que tudo o que se passa no teu dia tem de estar enquadrado nesse mesmo período de tempo? Sim? Fantástico. É uma verdade que, enquanto adolescentes e jovens, demitidos de responsabilidades, essas duas dúzias de horas chegam e sobram, na medida em que sabemos que no dia seguinte haverão mais vinte e quatro para a farra, por outro lado, e olhando agora para a fase adulta, sucede um fenómeno estranho à maioria das pessoas, e talvez tu te incluas nisto, que é, a mesma medida de tempo começar a deixar de ser suficiente para a realidade delas. Pior, não chega, sequer, para consumar todas as obrigações que somaram às suas vidas, portanto, onde é que se encaixa o voucher das coisas que elas, verdadeiramente, desejam fazer no seu dia-a-dia como viver as suas paixões ou investir algum tempo nelas próprias? Em lado nenhum, aliás, já nem pensam nisto. Estas vidas só podem ser infelizes e se tu vives, diariamente, nesta condição, não tens como não me dar razão. O que acontece, a todos aqueles que vivem esta estória, é um acumular, muitas das vezes inconsciente, de deveres e obrigações que, em catadupa, por necessidade, falsa na maioria das vezes, por orgulho ou, ainda, por medo de confiar ou delegar algo em alguém, acabam por ir destruindo o encanto e o sorriso da pessoa. Ora, isto é extremamente perigoso porque como andas anestesiado pelas preocupações e desligado do que realmente te faria bem, só dás pelo que te andas a fazer passado muito tempo e a manifestação dessa auto-sabotagem pode materializar-se numa profunda convulsão interior ou num pico de dor que sentes no corpo e te pode, verdadeiramente, assustar. Aí, se ainda estiveres lúcido, perceberás que os teus desejos foram tão comprimidos no meio da confusão e durante tantos anos, que acabaram por explodir, desaparecer, e dar lugar a mais um conjunto de obrigações. Em muitos dos casos, as pessoas julgam já não haver forma de reparar tanta negligência e desistem, escolhem continuar a carregar a cruz, mas é falso. Há sempre, e no imediato, solução para tudo. A questão é, o que é que tu escolhes fazer no teu dia? Em vinte e quatro horas, é possível agendar obrigações, deveres e desejos. Em vinte e quatro horas, tu podes escolher fazer algo pelo qual és apaixonado, um hobbie, por exemplo, ainda que para isso acontecer tenhas de saber confiar nos outros e delegar-lhes funções que, até agora, eram apenas tuas, largar o teu orgulho em prole da tua saúde emocional e física e até deixar de ser tão rígido contigo, com os horários que estipulaste para teres de ir para a cama, levar e buscar a criança à escola, fazer o jantar, organizar o dia seguinte, arrumar a casa, etc.
 Parece impossível?
Não é. O que acontece é que como já não o fazes há muito tempo, deixaste de acreditar que é exequível juntar ao tempo que já não tens, algo que te dê prazer fazer. Sim, é possível! Sugiro, então, que, numa primeira fase, juntes tarefas, um desejo com um dever. Por exemplo, vai correr ou caminhar e, enquanto isso, faz o mapa mental do teu próprio dia ou do teu dia seguinte, ouve música enquanto arrumas a casa, não faças o jantar, manda vir e investe esse tempo num banho relaxante, nuns minutos de sexo ou afeto, põe a criança a dormir a vai até à varanda, nunca sabes o que a natureza te reserva. E sim, abdica de um par de horas de sono e, nesse mesmo tempo, faz aquilo que mais te apetece fazer. Verás que o tempo que passaste na cama, apesar de menor, rendeu muito mais e foi muito mais tranquilo. Porquê? Porque o trocaste pela paixão. Isso vai influenciar o teu dia seguinte, a tua performance no trabalho, a tua entrega nas relações e, aos poucos, o sabor do tempo que dedicas a ti mesmo vai ganhando o seu espaço e tomarás, então, a consciência de que já não podes continuar a viver sem ele nem sem ti.
Na tua vida, tem de haver sempre espaço e tempo para ti e o tempo não passa de um ponteiro no relógio. Fundamental, é o que tu escolhes fazer enquanto ele anda às voltas.

domingo, 6 de janeiro de 2013

TU ÉS CAPAZ!


Qualquer dia que comece sem um objetivo, está, à partida, condenado ao “era melhor, não ter saído da cama”, como tal, torna-se fundamental saberes o que queres, o que tens e o que podes fazer sempre que o sol nasce. Um simples objetivo é, na realidade, suficiente para te motivar a viver todo o dia que tens pela frente, pois aniquila todo e qualquer sentimento de inutilidade, ansiedade e frustração que possas estar a viver. Tão simples e ao mesmo tempo tão complicado. Tão complicado porque sei, por experiência própria e pelo que oiço nas minhas sessões e palestras, que nem sempre é fácil ter, nem que seja apenas um, um objetivo diário. Ou melhor, muitas das vezes, até os temos, mas como estamos desprovidos de estratégia, a ação nunca ocorre. Mas vamos por partes, um objetivo é algo nato, pois ainda que de uma forma inconsciente o objetivo de cada bebé, por exemplo, é tornar-se autónomo, gatinhando primeiro, agarrando-se às coisas depois até, finalmente, começar a andar. Esta sensação de querermos sempre mais ou melhor é algo que nasce connosco e que apenas deixa de fazer sentido quando o estado emocional da pessoa é tão depressivo que se opta por desistir. Ter objetivos é como ter fome e comer, ou seja, é ter fome de vida e viver. Normalmente, um objetivo é algo que está sempre à mão, podendo ser o início de uma viragem de cento e oitenta graus ou, simplesmente, a materialização de algo que se deseja fazer, mas atenção, todo e qualquer objetivo tem de ser, estritamente, pessoal, ou seja, nunca poderás definir como um objetivo teu o desejo que alguém seja feliz, encontre a pessoa certa ou tenha toda a sorte do mundo. E depois existe esta vantagem maravilhosa, é que os objetivos não são esquisitos, eles deixam-se definir mesmo que não saibas quem és, sendo infeliz ou completamente ausente de todo e qualquer conhecimento sobre a paixão. O único requisito que essa formulação requer, é fazer parte de uma lista de intenções tuas.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Revista Zen - Janeiro 2013


É usual abordar a competitividade como uma competição, saudável ou não, de um para com o outro, logo, de dentro para fora e relativamente a isso, julgo eu, estamos todos fartos de ler e ouvir as mesmas discussões. Torna-se portanto necessário, fundamental até, trazer-vos uma nova realidade à consciência, ou seja, abordar a importância de sermos competitivos sim, mas de dentro para dentro para que se conquiste este mundo e o outro lá fora. Será que alguém ainda duvida de que a nossa mente é imensuravelmente mais ameaçadora que qualquer pessoa ou grupo de pessoas? Será que ainda acreditas que são os outros que são maus, que abusam de ti e te manipulam até à última casa? Espero bem que não e que, por já teres provado o seu veneno, já tenhas despertado para a única realidade que existe, aquela em que és tu o único responsável pela tua vida, seja pelas escolhas que fazes, pelo que permites ou pelo significado que dás ao que não controlas e te acontece. Podemos partir deste pressuposto? É que não me interessa falar com alguém que ainda vive na ilusão de que é sempre a vítima e o alvo dos maus. Não é por nada, é só porque sinto que estou a perder o meu valioso tempo com alguém que não quer e muito menos gosta de viver.
A nossa mente é a única força capaz de nos manipular, mentir e maltratar. É ela que te torna passivo, medroso e, como tal, um objeto fácil de abater por qualquer comum mortal É, portanto, fundamental que tomes essa consciência de único responsável acerca do que te tornaste para que, de hoje em diante, te possas tornar competitivo relativamente a ela. Sim, é necessário competirmos com ela todos os dias. Digo-te eu, que a treino diariamente há muitos anos. Uma vez contrariada, ou seja, gelada e sem domínio acerca de ti, estás livre para sentir. É verdade, sentir põe-na de rastos, indefesa e vulnerável. Sentir é o elixir da vida e o vírus da mente, por isso apaixona-te, cumpre tudo o que desejas e respira, mas respira mesmo, o maior número de vezes que conseguires nos mil quatrocentos e quarenta minutos que todos os teus dias têm, aprenderás, então, sobre quem és e o que andas aqui a fazer e quando deres por ti, os teus valores já estão tão bem apurados e as tuas convicções tão potenciadas que não existirá nada nem ninguém que te aparte de qualquer conquista que desejes. Vence o monstro que tens dentro e nada de amedrontará cá fora.
Nunca te esqueças de uma coisa: quando assumires as rédeas da tua vida e passares tu a dominar a tua mente, o próprio medo, que não passa de uma invenção tua, assustar-se-á contigo.