quarta-feira, 15 de maio de 2013

SINTO, LOGO EXISTO!


Para René Descartes descodificar e, posteriormente, celebrizar a frase “Penso, logo existo”, precisou, fundamentalmente, de duvidar de todas as suas sensações pois, segundo o próprio, as mesmas tendiam a enganá-lo. Dessa forma, escolheu cingir-se exclusivamente a um princípio alicerçado na certeza racionalista, onde se aufere que é no pensamento que reside a consciência de cada um. Aceito, ainda assim, e apesar de já não ir a tempo, gostaria de lhe ter perguntado se tinha sido um homem feliz após esta descoberta. Não creio. Ora, e naturalmente, o senhor Descartes que me perdoe, mas estando eu a escrever há não-sei-quantas páginas um livro sobre o poder das sensações, sinto a necessidade de, e respeitando a sua doutrina, afirmar a minha certeza experimentalista.
Nós só existimos porque respiramos, certo? Se assim é, e não creio que possas estar em desacordo perante esta afirmação, quantas vezes é que tens a mente a pensar e te lembras que estás a respirar? Nenhuma, certo? Sempre que a mente domina, as sensações desaparecem e respirar é uma sensação, é uma tomada de consciência de que que estamos vivos, logo, de que existimos. Já to disse e reafirmo, quando inspiras profundamente, a sensação é tão avassaladora no teu peito que não tens tempo nem espaço para usar a mente. E porquê? Porque a sensação é verdadeira, apenas a sensação é verdadeira e essa é a outra verdade que eu gostaria de ter dito ao distintíssimo senhor Descartes. Não são as sensações que enganam, é a mente que mente. As sensações são sempre genuínas, isentas de manipulação e profundamente conscientes, pois são elas que nos permitem desvendar e ficar a conhecer o nosso potencial total, a dimensão da nossa alma e o verdadeiro significado pelo qual estamos aqui. É claro que uma mente bem focada pode e deve optimizar tudo isto mas não é, nunca será, ela a base daquilo que somos ou a razão de existirmos.

terça-feira, 7 de maio de 2013

WORKSHOP "AGARRA O AGORA"




A entrada só é permitida a pessoas que já frequentaram o workshop "Arrisca-te a Viver" e a explicação é muito simples: enquanto que no primeiro workshop é dado espaço e tempo para buscas e descobertas, neste workshop viver-se-á de certezas, apenas de certezas.
O objetivo é simples, sair das amarras do tempo onde a mente perdura e manipula, atravessar a ponte que nos reconecta a nós mesmos e pontuar as nossas vidas com todas as sensações que desejamos.
Se é fácil? Não. Se é possível? Sim.
E uma coisa garanto, o compromisso da pessoa com o trabalho que irá ser desenvolvido durante as oito horas que terá pela frente, fará com que os seus sentidos despertem, a confiança dispare, a realidade mude e a vontade de viver exalte.
Só existe um segredo, o "Agora".

SINTO, LOGO EXISTO!

Inscrições Abertas!
Reservas:

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Revista "MEN´S HEALTH" - Maio


Treinar é uma guerra!
É uma batalha diária, ou quase, que nos convida a extrapolar os limites da preguiça e assaltar, sem apelo nem misericórdia, as fronteiras da mente e da dor. É uma prova de superação, uma medalha de mérito e uma investida de coragem. É o jogo do gato e do rato entre cabeça e o corpo.
Treinar é um objetivo!
É uma meta que requer estratégia, compromisso e disciplina. Um ato de honra que exige motivação, suor e capacidade de sofrimento. É o “eu consigo”, o “é possível” e o “eu mereço”, a metáfora perfeita para o resto da vida e uma explosão de confiança e auto-estima.
Treinar é uma arte!
É corpo, é criação, é geometria. É uma obra-tua. É método e experimentalismo. É comédia e drama, improviso e lágrimas. É um monólogo encenado por si, interpretado por si e aplaudido por si. De pé. É estética, um arrepio e uma manifestação. É paixão.    
Treinar é sexo!
É um império para os sentidos. Uma queca nos aparelhos, nas barras e nos halteres. É uma orgia. É uma dança e uma iguaria, uma procissão de tesão. É tremer, gemer e gozar. É repetir até não aguentar. É suor, calor e emoção. É prazer e é dor, é ser e despudor. 
Treinar é saúde!
É inspirar, expirar e uma inspiração. É a vida a roçar na pele, em cada músculo e no bater do peito. É prevenir para não remediar e o melhor remédio para o acalmar. É uma vitamina, um xarope e um antidepressivo. É um estilo de vida. É o meu estilo de vida.  
Treinar é ser Men´s Health!
É desejar mais e melhor, é superar e somar mais vitórias, é atiçar a vida.
Acredito no treino como um complemento vital para a nossa vida e dou-lhe este tremendo significado porque sei, por experiência própria, que os resultados que dele advêm são altamente prometedores no que diz respeito à capacidade do ser humano acreditar nele mesmo e poder sentir-se bem na sua pele. E não, não me refiro à imagem de um corpo esculpido, mas sim à força de uma mente trabalhada. Conheço inúmeras pessoas que estão nos ginásios exatamente da mesma forma como estão nas suas vidas, ou seja, estão por estar, sem foco nem “pica” e longe, muito longe mesmo, daquilo que poderiam almejar se se entregassem ao treino, se se entregassem à maravilhosa experiência que é estarmos vivos. No ginásio, como na vida, é fundamental guerrear contra as nossas crenças limitadoras, definir o que queremos com paixão, sermos artistas de corpo inteiro, beber desse prazer inesgotável que é o orgasmo de estarmos vivos e agradecer a possibilidade de sermos autónomos e saudáveis. Sempre que damos o nosso melhor, temos a melhor vida possível.
Treinar é, afinal, o que tu és… mas de fato-de-treino!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A RAIVA!


A raiva é o tubo de escape de um carro a trabalhar.
Só polui.
Agora, imagina o que é estares constantemente a inalar estes fumos dentro das tuas quatro paredes. Falta o ar, certo? Pior, chega o momento em que a ausência de oxigénio nas células, vai também quebrar-te o raciocínio e, de repente, explodes e dás por ti a fazer o impensável. Agrides-te silenciosamente ou agrides os outros.
É certinho direitinho.
E depois mete polícia, ambulâncias, dor por todo o lado e, em muitos casos, uma funerária.
A raiva é um pau de dois bicos bem aguçados e fruto de uma total e prolongada criação de expectativas, ou seja, além de não conseguires aceitar um determinado acontecimento na tua vida ou na vida de alguém porque te parece demasiado injusto ou totalmente inapropriado, ainda ficas a odiar esse momento ou esse alguém.
É o pior dos dois mundos e, enquanto não te resolves ou decides ver as coisas como elas são, vais inalando, inalando, inalando até ao dia em que ficas doente. Sim, a raiva é como uma doença que te corrói de dentro para fora e que causa diversos prejuízos físicos.
Não existem corpos sadios que floresçam da raiva e uma emoção corrompida significa, sempre, uma parte do corpo destroçada. É grave, mas a verdade é que bastou um evento para germinar esse estado dentro de ti e o pior é que andas a alimentá-lo sempre que trazes esse acontecimento do teu passado para o teu momento atual, negligenciando, e uma vez mais, tudo o que poderias estar a viver por uma dor que já viveste e, simplesmente, escolhes voltar a sentir.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O PERDÃO!


Não perdoar é uma estrada para o abismo e nesse sentido vêem-me sempre duas metáforas muito fortes à cabeça.
A primeira passa por uma cruz. Cada pessoa que não perdoas é uma cruz a mais que carregas nas costas e se esse, o não-perdão, é uma escolha tua (sim, acredita que é uma escolha, não é uma incapacidade, portanto não te armes em coitadinho que comigo não te safas) o mais natural que te aconteça é um dia quereres olhar em frente e já não conseguires fazê-lo, pois o peso é tão grande e as dores são tantas que não tens outra forma de caminhar senão de costas toldadas e olhar caído. Visualiza esta imagem. Consegues perceber que com essa postura não conseguirás encontrar o bom caminho? Não o vês, caminhas como um tolo de um lado para outro, aos repelões, cada vez mais cansado, e com mais vontade de desistir até que um dia escorregarás pelo abismo abaixo e ainda que o teu coração insista em bater e os pulmões em respirar, ainda te mexes mas já não sentes, ainda estás mas já não estás.
A segunda metáfora é uma orgia de dor. Já pensaste que dormes com todas as pessoas que não perdoas? Sim, elas estão mesmo ao teu lado na cama e, invariavelmente, as suas presenças são ainda mais fortes do que a presença da pessoa com quem verdadeiramente dormes. Quando acordas a meio da noite, qual é a primeira pessoa que te vem à cabeça? A que está ao teu lado, ou aquela que ainda não perdoaste? A que tu queres que um dia venha a dormir ou aquela que te fez ou disse algo que te magoou? Um sentimento de amor ou de injustiça? De paz ou de ira? Consegues regressar ao sono imediatamente a seguir ou revoltas-te com as voltas que dás na cama? Quando tens alguém ou alguéns por perdoar, esquece o significado de que a noite serve para descansar. Não dormes e se queres a minha opinião também não mereces dormir.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Revista "MEN´S HEALTH" - Abril


Parabéns!
Parabéns pelos doze anos, pelas mais de cento e quarenta edições e pelos milhares de artigos que inspiraram o homem português a conhecer-se e a assumir-se de uma vez por todas, a utilizar o seu potencial total e assim disparar os seus índices de auto-estima e confiança e a melhorar a sua saúde, seja ela física, mental ou emocional.
É para mim um privilégio constar nesta edição.
Nestes doze anos muita coisa mudou no homem que é homem e se quer homem. Podia enumerar, por forma a fazer uma graça com o décimo segundo aniversário da revista, doze mudanças naquilo que somos hoje graças a toda a informação que fomos bebendo, e ao longo do tempo, nestas páginas mas penso ser mais profundo e eficaz, focar-me num único aspecto, naquele, acredito eu, ser capaz de transformar qualquer um de nós num homem inesquecível: os afetos. Um homem que é homem e se quer homem é um ser de afetos.
Dentro do nosso género, tudo o resto tem pouco relevância quando comparado à força da afetividade. O afeto está para nós como a confiança está para as mulheres. Existe alguma coisa mais atraente e desejável numa mulher do que a força da sua legítima e merecida autoconfiança? Não creio, pois é precisamente esse estado que lhe permite a total entrega, o assumir das paixões e o poder de escolha. Já não há paciência para mulheres submissas, assim como não há, e perdoem-me a expressão, cú para homens preconceituosos, machistas ou armados ao pingarelho. Certo, meninas? Agora, um homem de afetos não se faz do nada nem tampouco de um momento para o outro. Para tal acontecer, precisamos todos de saber quem somos e de nos sentir bem na nossa pele, pois apenas essa destreza de consciência nos permitirá usufruir da magia que é fazer parte do coração daqueles a quem nos entregámos, assim como criar verdadeiros e eternos laços com todos aqueles que se cruzam no nosso caminho.
O sexo diverte e a comunicação aproxima, mas são os afetos que unem verdadeiramente as pessoas.
É neste sentido que congratulo a revista. Hoje somos mais homens porque nos incentivaram a descobrir o melhor que há em nós, a sentir com mais intensidade e a fazer sentir também. Não tenho dúvidas de que atravessamos uma era onde o toque se tornou preponderante, seja através do abraço, do cafuné, da mão dada, do beijo, da fome da carne ou do que for. O importante é tocar e viver dentro desse toque, sentir e fazer sentir para promover essa autodescoberta e inspirar cada vez mais gente a fazê-lo. Muitas das pessoas que conhecemos e não sorriem só estão a precisar de ser tocadas e nós, homens que somos homens e nos queremos homens, podemos desempenhar um belíssimo papel nas suas vidas e marcar toda a diferença.
Estamos juntos? 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

AGENDA ABRIL/MAIO



AGENDA ABRIL/MAIO

- 6 Abril: Workshop "Arrisca-te a Viver" em Coimbra.

- 7 Abril: Apresentação "Agarra o Agora" na Bertrand do Dolce Vita Porto, pelas 16h.

- 11 Abril: Sessão de autógrafos "Todos os meus livros" no Espaço "Radiance", Rua Joaquim Antonio de Aguiar, 45 Lja Dta - esquina Rua Rodrigo da Fonseca - Lisboa Tel: 213828210, pelas 19h.

-13 Abril: Apresentação "Agarra o Agora" na Bertrand do Dolce Vita Tejo, pelas 17.30h.

- 20 Abril: Sessão de autógrafos "Agarra o Agora" na Bertrand do Vasco da Gama, pelas 16h.

- 27 Abril: Sessão de autógrafos "Agarra o Agora" na Bertrand do Odivelas Park, pelas 16h.

- 28 Abril: Workshop "Arrisca-te a Viver" em Lisboa (reservas para gustavosantos.coach@gmail.com).

- 04 Maio: Sessão autógrafos "Agarra o Agora" na Bertrand do Colombo, pelas 16h.

- 05 Maio: Workshop "Arrisca-te a Viver" no Porto (reservas para gustavosantos.coach@gmail.com).

- 10 Maio: Apresentação "Agarra o Agora" em Beja.

- 11 Maio: Workshop "Arrisca-te a Viver" em Beja.

- 18 Maio: Workshop "Agarra o Agora" em Lisboa (só disponível para quem frequentou o Workshop "Arrisca-te a Viver").

- 25 Maio: Workshop "Agarra o Agora" no Porto (só disponível para quem frequentou o Workshop "Arrisca-te a Viver").

sexta-feira, 22 de março de 2013

Revista Zen - Março 2013


Quem pensa muito, pouco sente. E quem pouco sente, quase nada é. E quem quase nada é não anda aqui a fazer népia a não ser número. Uma pessoa que não sente é alguém profundamente ingrato, desconhecedor do seu potencial total e incapaz de inspirar seja quem for, ou seja, e já que falo em números, é um autêntico zero à esquerda.
Não sentir é um dos principais flagelos da nossa sociedade, pois regra geral somos um rebanho de gente inconsciente que se desconhece porque prefere caminhar aos magotes em detrimento de criar o seu próprio caminho, porque é mais fácil e dá muito menos trabalho ser um comum mortal do que acreditar na eternidade que só uma pessoa feliz reconhece e porque as pessoas não querem saber de si mesmas, abandonaram-se, e vivem uma vida inteira na expectativa de encontrar alguém que as ame como elas nunca se amaram. Impossível.
Queres ser amado? Ama-te.
E tudo isto porquê? Porque é mais fácil, e socialmente aceite, pensar do que sentir. É como se estivéssemos autorizados a julgar mas impedidos de viver a entrega. Acontece que sempre que uma pessoa pensa, entra numa espécie de cápsula do tempo que lhe inebria a única realidade que lhe assiste, o “Agora”, ou seja, inexiste. Quando julgas és um vegetal, quando te entregas és um ser humano. Nós somos almas alojadas em corpos, como tal, estamos aqui para viver a experiência dos afetos e não há afeto com uma mente descontrolada, não se criam laços, o amor não se afirma e a paixão não nos corre pelas veias, não nos alimenta as células nem nos arrepia os poros.
Esvaziar a mente é, por todos estes motivos, o melhor tónico para o coração, é como estares profundamente desidratado e descobrires uma garrafa de água ou uma lata com o teu refresco favorito. É a vida na sua plenitude. É quando tu te permites ser e és.
Vamos voltar ao ser criança. À nascença a mente não passa de um saco vazio, insípido e despropositado, de acordo? Somos felizes, certo? Fazemos e dizemos o que sentimos, correto? Então por que razão, e à medida que vamos crescendo, temos o hábito de o ir enchendo, enchendo, enchendo até o lixo do ego, dos bloqueios, dos preconceitos e dos medos já não caber mais? Queres saber a minha opinião? Preguiça. Comodidade. Resignação. Desculpas e mais desculpas. É feio. Envergonha-me.
E sim, podemos trabalhar o esvaziar da mente. Aparentemente pode parecer difícil, mas não é. Nunca te esqueças que tu és o que sentes e que foste feito para sentir, como tal, suprir a rotação dos nossos pensamentos passa por te afirmares, por materializar o que desejas, por estar com quem queres, ir onde te apetece e verbalizar o que sentes. Passa por te permitires ser criança de novo. Não acreditas? Experimenta.
Uma mente possessiva consegue transformar qualquer ser humano numa autêntica lixeira mas tu só cheiras mal se quiseres, pois o sentir é uma fragrância de mil aromas, um jardim inesgotável, é o Éden aqui e “Agora”. 

quinta-feira, 21 de março de 2013

EXCERTO DO 4º CAPÍTULO - "O AGORA"


Bem-vindo de volta ao planeta da gratidão e à estratosfera das sensações. Este é o universo do “Agora” e este é o motivo pelo qual ainda respiras. Estás aqui para sentir, pois és o que sentes e em mais lado nenhum consegues ou poderás descobrir-te. É bom que te venhas visitar mais vezes. Aqui o tempo não regula, não impõe, não existe, logo a dor não perdura e nada que te aflija te afecta. Aqui não há lugar para mentes nem mentiras, para vítimas ou julgamentos. É a verdade que impera. Não há espaço para bloqueios, preconceitos nem medos, pois reinam os desejos, os sonhos e as paixões. Aqui és e em mais lado nenhum serás, ainda que possas continuar a pensar que és algo fora de ti: uma relação, uma pessoa, um emprego ou um objecto. Nada disso és tu. Aviso-te uma vez mais.
O “Agora” é o segredo mais bem guardado que existe e nenhum outro tesouro se encontra tão bem escondido como ele. Para atingi-lo ou descobri-lo, é necessário hipotecar a mente, fechar os olhos ao pensamento para que o ego não veja onde se agarrar, e sentir.
Sentir é a única fórmula que o ser humano dispõe para alcançar a maior fortuna de uma vida e é por isso que ela foi guardada bem no nosso âmago, pois não estamos aqui para outra coisa senão, e em primeira instância, conhecermo-nos e inspirar os outros a fazê-lo também.

quinta-feira, 14 de março de 2013

EXCERTO DO 3º CAPÍTULO - "O FUTURO"


O futuro não existe. Certo? Ou consegues prever o que te vai acontecer amanhã?
Será que consegues visualizar com certezas absolutas todas as pessoas que se vão cruzar na tua vida? O que vais dizer e ter de ouvir?
É-te possível ter garantias acerca de tudo o que possas vir a sentir nessas vinte e quatro horas? Os minutos exactos a que a natureza se irá revelar? Os acontecimentos que se irão manifestar? E todo o impacto que isso terá no teu dia?
Se conseguires, estás a mentir. E não é a mim, é a ti. Eu estou-me nas tintas para as “estórias” que tu contas a ti próprio, não posso é ficar indiferente ao facto de já ires a meio do livro e continuares com essas tretas. Não sou, mas é como se me ficasse a sentir co-responsável pela tua inconsciência neste momento. Não quero sentir isso. Portanto ou não me estás a ler bem ou não te estás a ver bem. Valha a verdade, mal por mal, ainda prefiro que seja a primeira hipótese, como tal, vou insistir um pouco mais para que me possas ler melhor. Olha lá, tu consegues sequer afirmar que estás cá amanhã? Em que é que te baseias? Na viagem que tens marcada? Nas contas que tens por pagar? Nos filhos que estás a criar? Nas pessoas que estás a ajudar? No sonho que estás a viver? Na saúde que aparentas ter? Não, nada disso. Tudo isso é “Agora” e nada te garante o amanhã. Portanto, no que é que te baseias para afirmar tal convicção? Eu sei. Mas gostava que tu soubesses também sem que tivesse de ser eu a dizer-to. Uma coisa é certa, o futuro existe sim senhor. Se não existisse, este capítulo também não existiria. Ou fazia algum sentido escrever sobre algo que não há? Para mim não. Portanto se este capítulo se chama “futuro” e se já escrevi não sei quantas linhas sobre ele, é porque, de alguma forma, ele existe na minha, na tua e na vida de todos. A questão é, onde? Insisto, sabes de que forma ou não? Apetece-me estar ao teu lado e ouvir o teu silêncio ou os teus disparates. Dentro de algumas linhas vou dizer-to e, se porventura tiveres acertado, por favor, aceita as minhas sinceras desculpas. Ficas é a saber que, adivinhando, já não te livras da responsabilidade que tens de inspirar aqueles que te rodeiam, pois o tempo que tens ganho todos os dias pelo facto de viveres com esta consciência já representa horas mais do que suficientes para contribuíres, de uma forma firme e afirmativa, para com os outros. Como eu. Pois bem, aqui vai a resposta para uma vida mais equilibrada: a única força que dá razão à existência do futuro é a nossa mente, que o dá como adquirido. A nossa mente, e uma vez mais, mente-nos.

domingo, 10 de março de 2013

EXCERTO DO 2º CAPÍTULO - "O PRESENTE"


Oiço dizer, com alguma frequência e até uma certa graça, que o presente é um presente, querendo as pessoas dizer que é uma prenda, uma coisa boa num embrulho pomposo. Pode até ser, mas, salvas raríssimas excepções, não é, e não é porque as pessoas, uma vez mais, escolhem viver com os pés amarrados ao chão em detrimento de voar e com a mente a vagabundear à deriva em detrimento de a ter bem treinada e orientada para o sucesso. As pessoas tendem a pensar em vez de sentir e, nesse sentido, apesar de se encontrarem, sempre e fisicamente, no presente, isso não significa que estejam, realmente, no presente. Desta forma, o tempo do qual te falo e no qual podes, literalmente, operar milagres pode ser tão inconsciente e nefasto como o passado ou o futuro. E falo em milagres, porque na verdade não existe tempo nenhum tão perto do “Agora” como este. É, precisamente, no presente que podes, num abrir e fechar de olhos, escolher sentir o milagre de estar vivo e se o fizeres, garanto-te, é como se deixasses de jogar numa distrital qualquer e fosses jogar a liga dos campeões. As senhoras que me perdoem este exemplo tão masculino, mas foi o que me saiu. Percebes? Enfim, é caso para dizer que nunca estiveste tão perto do “Agora” como agora.
Também tenho ouvido e sobretudo lido que o presente é o “Agora”. Como já deves ter percebido através das linhas anteriores, e na minha opinião, não é. O presente é, no limite, o trampolim para o “Agora”, não é a acrobacia nem a magia de ter asas nos pés. No presente tu podes pensar que o vento te sabe bem e justificá-lo de mil e uma maneiras, mas é-te impossível sentir o bem que o vento te faz. Isso é do domínio do “Agora”. Percebes a diferença? E não, a linha não é ténue. É uma autêntica auto-estrada entre uma coisa e a outra.

quinta-feira, 7 de março de 2013

EXCERTO DO 1º CAPÍTULO - "O PASSADO"


Aceites ou não, é aqui que passas a maior parte do tempo da tua vida. Lá atrás onde já nada podes almejar, tocar ou mudar.
Porque é que lá vais?
Não tens mais nada para fazer?
Não me oponho a uma visita ou outra, mas o que acontece é que a maioria das pessoas fazem as malas e mudam-se para lá. Para sempre. Haverá maior exemplo de ingratidão? Na minha opinião, não. Uma pessoa que, frequentemente ou perpetuamente abdica de quem é, de onde está, de com quem está e abandona o corpo, esteja ele onde estiver, para se ir magoar gratuitamente, é merecedora, no mínimo, de uma cama no hospital. Verdade. No mínimo. É que nós não andamos aqui para negligenciar a dádiva de estarmos vivos e se escolhemos fazê-lo, sabendo, ainda por cima, que nada vamos ganhar com isso, temos de sofrer, literalmente, as consequências e o castigo que nos auto-impomos, sim porque somos nós os únicos responsáveis pelas escolhas que fazemos, é, invariavelmente, severo e cáustico. E não, não me refiro apenas a ficar doentes, mas a ficar doentes e finalmente conscientes de que andámos a brincar tempo a mais e agora que, finalmente, percebemos já é tarde, pois já passaram por nós demasiados anos, descomedidas oportunidades e muitas, muitas más escolhas.
Chocado? Ainda bem.
O Passado é como uma pastilha elástica sem sabor, podes lembrar-te de como ela era suculenta ao início, mas por muito que a trinques já não conseguirás voltar a sentir o seu sumo e assim é a vida de muitas pessoas, sensaborona e monótona.

quarta-feira, 6 de março de 2013

in PREFÁCIO, FÁTIMA LOPES


À medida que lia este livro, sentia necessidade de abraçar as pessoas que amo e aquelas para quem o sentir é realmente importante.
Dei por mim a ser ainda mais assertiva e mais clara, deixando a minha alma falar e respirar.
Passei a dar raspanetes à minha mente sempre que a sentia em bicos dos pés para controlar a minha vida. Comecei a ouvir um alarme quando surgia um medo determinado a instalar-se de armas e bagagens na minha cabeça.
Sempre valorizei a vida, e este livro, escrito com paixão, humor e uma força incrível, consegue que nos sintamos gratos até pelo simples abrir de olhos de manhã.

terça-feira, 5 de março de 2013

EXCERTO DA INTRODUÇÃO

Sentes?
Costumas sentir?
O quê? Que sensações?
O que muda quando sentes? O que sentes quando sentes? Perguntas difíceis, certo? E sabes porquê? Porque estás habituado a outra coisa, acostumaste-te a não ser. A sério, acredita em mim, não és. Queres ver como tenho razão? Vou dar a volta à questão e levar-te à conclusão onde quero que chegues.
Pensas?
Costumas pensar?
No quê? Em que pensamentos?
No que pensas quando estás a pensar? Mais fácil, certo? Tão mais fácil. Já percebeste? Desenhos não faço porque não tenho jeitinho nenhum, mas parece-me claro como a água, até para os tristes e fanáticos pensantes, que quando pensamos não sentimos. Ora, partindo do pressuposto inquestionável que cada um de nós é aquilo que sente, quando não sentimos não somos. O coração só sente quando a mente se cala e é essa a minha proposta com este livro, levar-te a sentir para que possas, de uma vez por todas, ser o que verdadeiramente és: feliz.
Após o tremendo êxito do meu anterior livro, “Arrisca-te a Viver”, do sucesso do respectivo Workshop que me deu a oportunidade de trabalhar com centenas de pessoas pelo país inteiro e das sessões individuais de Life Coach que facilito, cheguei à conclusão que, apesar dos épicos resultados que a maioria das pessoas apresentava, era necessário adicionar mais um ingrediente, algo que fosse mais prático, eficaz e inesquecível e que as tornasse verdadeiramente conscientes do poder pessoal que morava em cada uma delas. Essa iguaria de que te falo, vim a perceber, era o “Agora”, o teu passaporte para a magia.
E o que é o “Agora”? É uma cascata de sensações. É tudo o que sentes quando paras de pensar. És tu quando vibras. É a perfeição no verdadeiro sentido da palavra. Falo-te de uma magia que está ao alcance de todos e que todos, sem excepção, podem experimentar. Ser no “Agora” é estar acima e à frente dos que estão, constantemente, nos três tempos que conheces: Passado, Presente e Futuro. Sim, estar no “Agora” não significa estar no Presente, pois o “Agora” não é prisioneiro do tempo, logo os minutos não têm sessenta segundos nem as horas sessenta minutos. Adiante partilharei contigo esta minha descoberta, mas uma coisa te garanto desde já para que durmas sobre o assunto: o verdadeiro segredo não passa por ter pensamentos positivos, mas sim por agarrar o “Agora”. É esse, aliás, o meu único compromisso ao longo destas páginas: guiar-te até lá, para que o possas agarrar como se não houvesse amanhã.

in Introdução 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

70% (ALIMENTAÇÃO) + 30% (TREINO) = 100% (MENTE)




Há cerca de dois meses, e como é característico em mim, escolhi abandonar a minha zona de conforto. Sentia uma enorme necessidade de me voltar a superar, de me expor perante enormes desafios e de trabalhar a minha mente, potenciando-a, por forma a poder contar com ela durante o processo e para sempre. Assim foi e desta feita desafiei-me no que à alimentação e ao treino diz respeito. Defini um objetivo exigente, mas altamente motivador, e entrei em ação. O resultado, passados quase sessenta dias, não podia ser melhor.
É incrível a força que vive num objetivo bem definido.
É incrível a força que vive num ser humano que sabe o que quer.
De um dia para o outro alterei todos os meus hábitos alimentares, a ver:
- Pão, Massas e Bolachas (comia todos os dias – não como há dois meses)
- Doces (comia com alguma frequência – comi apenas uma vez durante o processo)
- Leite e Derivados (comia todos os dias – não como há dois meses)
- Água (bebia 0.5L por dia – bebo 2.5L por dia)
- Álcool (ocasionalmente – não bebo há dois meses)
Durante o processo aprendi a substituir parte do que comia por escolhas mais saudáveis. Hoje faço uma alimentação hiperproteica (suplementação incluída), só ingero gordura boa como azeite e óleo de linho, reforcei o pequeno-almoço com nutrientes realmente preponderantes, ao contrário do comum galão e tosta, e tomei especial atenção às minhas escolhas de jantar, pois a partir das 18h não como hidratos de carbono como arroz, massa e batata. Como bastantes verduras e religiosamente, ou quase, de duas horas e meia em duas horas e meia.
É de salientar que apesar de sempre ter tido uma alimentação equilibrada, sem abusos de nenhuma ordem, o que escolhi fazer de um dia para o outro estava totalmente fora do que alguma vez tinha experimentado. Superei-me.
No treino, o mesmo desafio. Habituara-me a treinar de uma determinada forma, em determinados dias e, quase sempre, com pouca vontade. E porquê? Porque, como em tudo na vida, não há paixão na habituação. Hoje treino de uma forma ousada e exigente, vou até ao falho muscular e puxo por mim como nunca. A paixão aliada a um desejo forte tem destas coisas. Hoje dói-me o corpo em todos os treinos e eu gosto cada vez mais de treinar. Sabes porquê? Porque me sinto. Já não me sentia nesta matéria há muito tempo.
Agora, mas será que a alimentação e o treino nas suas respectivas percentagens são suficientes para a mudança? Sim, se ao teu lado estiver uma mente bem calibrada, capaz de te focar no que é importante e potenciar no momento certo. É fácil isso acontecer? Não, não é.
Muitas vezes, nomeadamente ao início, fui tentado por ela a voltar a comer isto ou aquilo, a não ir até à última das minhas forças no treino. A mente é perversa, mas eu, através da experiência que tenho ganho nos anos em que a venho treinando, colava imediatamente uma imagem forte por cima daqueles pensamentos, entrava logo em ação e desarmava-a. Hoje já caminha comigo. Já vê bolos, pizzas e afins e não me manipula, já sabe que quando o músculo começa a ferver não é sinal obrigatório de paragem, já me conhece e sabe quem manda em quem.
Em suma, tornei-me mais saudável, mais forte, mais convicto de todas as minhas potencialidades e mais consciente, muito mais consciente, do enorme poder que vive em mim, seja nesta área ou noutra qualquer.
Se eu consigo, tu também consegues.
Basta quereres tanto como eu.  

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Revista Zen - Fevereiro 2013


Apreciar significa ter apreço, ou seja, saborear algo que não é quantificável em dinheiro. Um abraço, por exemplo, é tão valioso que se torna impossível rotulá-lo em euros, não tem preço, como tal, é algo digno e passível de ser apreciado.
Assim é com o toque, assim é com tudo o que vale verdadeiramente a pena nesta vida.
Atravessamos uma era onde é fundamental trabalhar os afetos, os laços entre as pessoas e, posteriormente, o desapego. Sim eu sei, parece contraditório, mas é capital, hoje em dia, viver com a convicção de que nada nem ninguém nos pertence a não ser cada um a si próprio. É bom que não tenhas dúvidas disto. No entanto, e naturalmente, há uma necessidade premente em todos nós de experimentarmos paixões e desejos comuns, há uma vontade massiva de sentirmos tudo aquilo a que nos damos direito e de viver todas as coisas que a pele e a carne onde habita a nossa alma nos permitem saciar, ainda assim, é importante sabê-lo experimentar, sentir e viver, pois tudo isso só é saudável e exequível na magia de um único momento, aquele em que a mente não pensa e o ego não intervém, no “Agora”.
É no “Agora” que temos acesso a todas as alegrias da nossa vida, naquele preciso instante ou momento em que tudo faz sentido porque é sentido, em que tudo é perfeito porque a mente não está presente e em que, finalmente, percebemos que a vida pode mesmo ser uma experiência gratificante, única e positiva. É no “Agora” que aprendes a apreciar e a vida é uma viagem apreciável.
E tu, consideras-te um verdadeiro apreciador dos sentidos? Quais são os nomes das pessoas que te apaixonam e pelas quais és apaixonado? Tens hobbies? Quais são os lugares que te abraçam e permitem respirar? Com que frequência és? Há quanto tempo não estás com quem gostas, não fazes o que mexe contigo nem vais aos teus pequenos paraísos? Tens um ano inteiro pela frente, seria importante encontrares resposta para todas estas perguntas, pois tudo o que necessitas saber para ser feliz já mora em ti, foi-te dado à nascença e sabes quanto custou? Zero. Não tem valor porque é demasiado alto para o dinheiro comprar.
Responde-me e encontrar-te-ás. Age e serás.
Este pode ser o ano da mudança que há tantos anos desejas, basta para isso agires em vez continuares a pensar, dares em vez de continuares a ter e seres para saberes apreciar.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Revista "MEN´S HEALTH" - Fevereiro


Sexo é bom, ponto final. Parágrafo.
É fome, nutriente da vida, é um click feroz, disparo fulminante que atordoa a mente e desperta os sentidos. É a física aliada à química, disciplina eterna, a mais pura e gritante consagração dos corpos. É, assim e legitimamente, um dos caminhos mais diretos e uma das ferramentas mais indispensáveis para o ser humano conseguir inebriar os pensamentos e potenciar as sensações. É uma fonte luminosa de paixão, um truque que aparta o peso do tempo e nos devolve à leveza do momento, à magia do “Agora”.
Nós somos aquilo que sentimos, ponto final. Parágrafo.
Somos cada sensação e o sexo é, literalmente, um “Império dos Sentidos”. Nele temos uma visão privilegiada sobre o que é a entrega e a confiança, a possibilidade de agarrar o que não é nosso como se o fosse, de provar a que sabe a mistura das peles e a troca das salivas, de respirar o cheiro do tesão e de nos deliciarmos com o som do prazer. Quando estamos dentro do sexo, somos mais, somos quem verdadeiramente somos, somos perfeitos porque o momento que criámos é, também ele, perfeito. A perfeição apenas existe no “Agora” e o “Agora” é aquele momento em que a mente não nos consegue contaminar com bloqueios, preconceitos nem medos, em que a dita não encontra forma de nos mentir, manipular nem maltratar, é aquele momento em que somos. Somos porque sentimos.
A paixão é o maior trunfo do homem, ponto final. Parágrafo.
É o tema que mais abordo nas minhas sessões individuais de Life Coach porque sei o quanto ela é determinante na vida de uma pessoa, o quanto ela é vital para quem visa a mudança, a saída da zona de conforto e o reforço de novas convicções. A paixão é a ponte para regressarmos a nós após a tempestade da mente. É a bonança e o sexo, desde que desejado e nem me passa pela cabeça que alguém o faça por obrigação ou dever, anda sempre de mão dada com ela. Juntos, são verdadeiros catalisadores para a felicidade. É caso para dizer, e que me perdoe o excelentíssimo e inspirador António Gedeão, que sempre que o ser humano sente, “o mundo pula e avança”.
Nós somos um orgasmo, ponto final. Parágrafo.
Fevereiro é o mês do dia dos namorados, fica o convite feito. Divirtam-se, descubram-se e sintam, pois uns bons “Agora” de sexo alimentam-nos o espírito durante dias a fim.
Sejam felizes.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

DESTINO: EU!


O teu destino é uma criação tua e esta é uma profunda convicção minha. Quantas vezes já ouviste expressões do género, “estou destinada a não ser feliz”, "estou destinado a não encontrar a mulher da minha vida”, estou destinada a não fazer nada do que gosto” ou “ estou destinado a não ter nada daquilo que quero”? Estas pessoas estão destinadas, sim, à invalidez emocional e às catacumbas de uma vida dos infernos, mas nada tem a ver com o destino que lhes foi traçado, tem, sim, explicação no seu padrão de pensamento e na carência de crédito que têm nelas mesmas. O que elas estão a criar é a total ausência de felicidade e, dessa forma, não poderão ter outro fim senão, um destino repleto de sombras, medos e amarguras. Nada, nem Deus nem o destino, é responsável pela autoria do que escreves diariamente no teu muro de lamentações. Essa é uma obra tua, exclusivamente tua, e enquanto não assumires essa responsabilidade e cobrares às instâncias que te falei, tudo o que não és, não fazes e não tens, não verás luz, nem merecerás o paraíso que é ter uma vida consciente.
A ti foi-te entregue por Deus um prémio, uma vida para viver, uma oportunidade única que te permite usufruir das melhores coisas que a Terra tem mas que, também, te oferece a hipótese de crescer, aprender, dar e evoluir enquanto alma e ser humano. Posto isto, farás escolhas através da experiência e diferentes escolhas levar-te-ão a diferentes lugares com diferentes pessoas. Nada do que possas escolher é errado, mas todas as tuas decisões terão bons frutos e consequências pelo caminho. Viverás, então, o que escolheste e para teu bem é bom que o tenhas feito por ti e por mais ninguém. Aprenderás a assumir a importância do que é bom e do que é mau para ti, mas crescerás com ambas as lições, assim dês ao que acabaste de viver o significado correcto. O teu destino será sempre o teu sonho e quando lá chegares, pára, bebe pausadamente os segundos, as horas, os dias seguintes, e quando estiveres saciado, espeta uma bandeira no cume do teu percurso para que nunca te esqueças do que viveste, aprendeste, deste e recebeste. Depois, transfere a confiança, a estima e o amor próprio que ganhaste para a tua nova meta, constrói outra pirâmide e encontra-te, novamente, com o teu destino. Sim, é assim que interpreto a palavra “destino”, não como um “fado”, mas como um ponto de chegada. Um ponto de chegada que te foi eliminado da cabeça quando nasceste, mas que, por mérito, entrega e perseverança, foste capaz de encontrar. Se te identificares com este “Destino”, estarás, sempre, destinado a viver grandes sonhos, a ser feliz e a cumprir, exemplarmente, com a tua missão.
Só podes comandar o teu destino quando fores o comandante da tua vida.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A FORÇA DAS PALAVRAS E O SIGNIFICADO DOS HOMENS


As palavras são uma ferramenta poderosíssima e com um impacto decisivo na minha vida. Primeiro, porque conheço o seu poder, depois porque sei usá-las em meu benefício e em prole dos outros e por último, porque já experimentei o resultado do seu bom uso. Elas projectam uma ideia e consumam a acção. São assim, uma espécie de transporte entre uma coisa e a outra. Definem o nosso carácter, estão na génese de quem somos e não raras vezes tornam-se eternas.
Recordo-me da primeira vez que tive de lidar com o peso da palavra. Estava na preparatória e um adolescente, como eu, chamou-me “bola”. De facto, eu tendia para a anafadisse, ainda não era uma bola, mas já caminhava para o oval. Hoje rio-me deste episódio, mas lembro-me que, na altura, fiquei triste, de rastos e envergonhado. Ele, na ingenuidade da idade, projectara na sua voz a minha maior vergonha, a minha ausência de estima, a minha indiferença à mudança e ao ter dito aquilo foi como se tivesse colocado um espelho à minha frente e me obrigado a ter de lidar com o meu “eu” verdadeiro. Doeu. Eu, que sempre fugira da minha própria imagem, ficara a saber que o centro do meu pequeno mundo conseguia ver o que eu, há tempos, andava a tentar esconder de mim mesmo. Foi penoso, fiquei magoado e sem saber onde me esconder. 
E tu, como caracterizarias alguém do teu mundo que agisse da mesma forma contigo, fosse em que área fosse? Maldade, inconsciência ou verdade? A meu ver, verdade, sempre.
As palavras existem para nos trazer à realidade, ao “Agora”, e por vezes doem sim, mas é perante essa dor, que é tua e tu sabes disso, que podes escolher desistir e continuar a fugir de ti mesmo ou enfrentá-la e ser bem sucedido. Atenção ao significado que dás ao que ouves. Estarão a magoar-te, a espezinhar-te ou, apenas, a tentar colocar-te aquele espelho à frente, a reforçar o teu medo para que, de uma vez por todas, ganhes consciência do que te estás a fazer e passes à ação? Eu enfrentei-o pouco tempo depois e jurei a mim mesmo que nunca mais ninguém me chamaria tal coisa. E nunca mais chamaram.


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

GRATIDÃO (12)



Salva pelo "Arrisca-te a Viver"!

São 15h acabo de sair de um local sagrado que me acolhe à anos, vou sempre que a minha alma me incita a solicitar Luz e um guia para o meu caminho e missão, no início em atos de desespero, agora em momentos de reflexão e gratidão pelo que sou e por tudo o que tenho.
Hoje ao sair, ainda no topo da escadaria, avisto ao longe um carro branco com letras, bem normalíssimo ou não fosse conduzido por uma pessoa que outrora foi a paixão, o príncipe encantado, alma gémea, e também a razão pelo qual pensei em desistir muitas vezes da vida e de tudo sempre que nos separávamos, já foram tantas as oportunidades, as reconciliações que  perdi a conta de quantas vezes em 5 anos tentámos, melhor, tentei, ate à exaustão viver essa história de Amor.
As mãos trémulas, o palpitar do coração a mil, o medo, um apelo interior, “vai, abraça-o, diz que estás com saudades, vai tu não vives sem ele, tu dependes dele para ser feliz, vai mais uma tentativa, vai arrisca, vai vai vai vai...”. Entro no meu carro e no banco da frente estão dois livros: “Arrisca-te a Viver” e o meu amigo e companheiro caderno rosa, onde registo memórias, conquistas e desejos. Arrisco mais um pouco e desesperadamente pego na contracapa do teu livro, um olhar apaixonado pela vida, os movimentos das tuas mãos incitam a ação que aponta o caminho para a felicidade. Em segundos ligo-me ao "Aqui e Agora", chave na ignição do carro e uma voz suave recorda "Tu és mais, Tu mereces melhor, Acredita em ti, eu nunca te irei abandonar em nenhum momento da tua vida". A velocidade aumenta e com ela a certeza de que fiz o melhor no momento em que não me deixei derrotar pela minha mente e dar voz ao ego.
Contorno a rotunda e volto ao mesmo local, bem ele já tinha ido embora, eu teria de esperar mais uma hora pelos meus dois tesouros, o Francisco e a Bárbara (que estavam na catequese),  medos à parte aquela tensão que senti deu lugar a uma respiração serena, aumentei o som do Cd que apaixonadamente tinha gravado, deixei-me embarcar numa viagem que me fez sentir viva, que me fez vibrar e apaixonar por tudo o que faço, página 108 tríade vital e tríade mortal. A melodia da música e das palavras levaram-me ao meu porto seguro, ao meu sonho, sentir e saborear a PAZ. Durante aquela hora fiquei envolvida num prazer imenso , Eu, o "Arrisca-te a Viver" e as vozes fabulosas de cantores que solfejam letra a letra e me fazem sonhar, sentir ,mesmo que acordada num simples parque de estacionamento do átrio da igreja da Sta. Rita.
Agora aqui no meu doce lar sinto que durante anos deixei-me levar pela estória que acreditei ser a minha, por pensamentos que nunca me levaram a lado algum, por medos que me fizeram cair em descrédito, por crenças infundadas que me empurraram consecutivamente anos e anos para o abismo, que me fizeram desviar da minha missão.
Estou cansada de ser socialmente correta, adoro soltar uma boa gargalhada, adoro arrancar sorrisos mesmo em momentos difíceis, adoro acreditar num mundo encantado , adoro dançar deixar que o corpo se liberte, adoro ser EU. Por mais dedos que se levantem para me julgar, por mais que me tentem mostrar o lado mau da sociedade que vivemos, dos preconceitos e julgamentos alheios, não vou deixar que nada nem ninguém tire este brilho dos meus olhos e me faça desistir dos meus objectivos.

Grata por tudo. Um abraço cheio de LUZ.

Isabel

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

DÁ-TE TEMPO!


E quando a culpa da nossa inércia não são os outros? Bom, sempre temos o tempo, ou a falta dele, para culpar. Enfim, muitos de nós usam tudo o que estiver ao seu alcance como justificação para se poderem continuar a lamentar com a ausência de minutos para cuidarem de si mesmos e com o facto de não conseguirem fazer as coisas que, realmente, gostavam de fazer. Costumam até dizer que a vida deles é uma miséria porque não têm tempo para nada.
Penso que é importante desmistificar isto.
É preciso virar ao contrário esta ideia de que o tempo nos controla. Somos nós que o controlamos a ele. Ele é estático, nós somos flexíveis. Uma das coisas que aprendemos muito antes de chegar à escola, é saber que todos os dias têm vinte e quatro horas, certo? Portanto, confirmas que, desde pequeno, tens a noção de que tudo o que se passa no teu dia tem de estar enquadrado nesse mesmo período de tempo? Sim? Fantástico. É uma verdade que, enquanto adolescentes e jovens, demitidos de responsabilidades, essas duas dúzias de horas chegam e sobram, na medida em que sabemos que no dia seguinte haverão mais vinte e quatro para a farra, por outro lado, e olhando agora para a fase adulta, sucede um fenómeno estranho à maioria das pessoas, e talvez tu te incluas nisto, que é, a mesma medida de tempo começar a deixar de ser suficiente para a realidade delas. Pior, não chega, sequer, para consumar todas as obrigações que somaram às suas vidas, portanto, onde é que se encaixa o voucher das coisas que elas, verdadeiramente, desejam fazer no seu dia-a-dia como viver as suas paixões ou investir algum tempo nelas próprias? Em lado nenhum, aliás, já nem pensam nisto. Estas vidas só podem ser infelizes e se tu vives, diariamente, nesta condição, não tens como não me dar razão. O que acontece, a todos aqueles que vivem esta estória, é um acumular, muitas das vezes inconsciente, de deveres e obrigações que, em catadupa, por necessidade, falsa na maioria das vezes, por orgulho ou, ainda, por medo de confiar ou delegar algo em alguém, acabam por ir destruindo o encanto e o sorriso da pessoa. Ora, isto é extremamente perigoso porque como andas anestesiado pelas preocupações e desligado do que realmente te faria bem, só dás pelo que te andas a fazer passado muito tempo e a manifestação dessa auto-sabotagem pode materializar-se numa profunda convulsão interior ou num pico de dor que sentes no corpo e te pode, verdadeiramente, assustar. Aí, se ainda estiveres lúcido, perceberás que os teus desejos foram tão comprimidos no meio da confusão e durante tantos anos, que acabaram por explodir, desaparecer, e dar lugar a mais um conjunto de obrigações. Em muitos dos casos, as pessoas julgam já não haver forma de reparar tanta negligência e desistem, escolhem continuar a carregar a cruz, mas é falso. Há sempre, e no imediato, solução para tudo. A questão é, o que é que tu escolhes fazer no teu dia? Em vinte e quatro horas, é possível agendar obrigações, deveres e desejos. Em vinte e quatro horas, tu podes escolher fazer algo pelo qual és apaixonado, um hobbie, por exemplo, ainda que para isso acontecer tenhas de saber confiar nos outros e delegar-lhes funções que, até agora, eram apenas tuas, largar o teu orgulho em prole da tua saúde emocional e física e até deixar de ser tão rígido contigo, com os horários que estipulaste para teres de ir para a cama, levar e buscar a criança à escola, fazer o jantar, organizar o dia seguinte, arrumar a casa, etc.
 Parece impossível?
Não é. O que acontece é que como já não o fazes há muito tempo, deixaste de acreditar que é exequível juntar ao tempo que já não tens, algo que te dê prazer fazer. Sim, é possível! Sugiro, então, que, numa primeira fase, juntes tarefas, um desejo com um dever. Por exemplo, vai correr ou caminhar e, enquanto isso, faz o mapa mental do teu próprio dia ou do teu dia seguinte, ouve música enquanto arrumas a casa, não faças o jantar, manda vir e investe esse tempo num banho relaxante, nuns minutos de sexo ou afeto, põe a criança a dormir a vai até à varanda, nunca sabes o que a natureza te reserva. E sim, abdica de um par de horas de sono e, nesse mesmo tempo, faz aquilo que mais te apetece fazer. Verás que o tempo que passaste na cama, apesar de menor, rendeu muito mais e foi muito mais tranquilo. Porquê? Porque o trocaste pela paixão. Isso vai influenciar o teu dia seguinte, a tua performance no trabalho, a tua entrega nas relações e, aos poucos, o sabor do tempo que dedicas a ti mesmo vai ganhando o seu espaço e tomarás, então, a consciência de que já não podes continuar a viver sem ele nem sem ti.
Na tua vida, tem de haver sempre espaço e tempo para ti e o tempo não passa de um ponteiro no relógio. Fundamental, é o que tu escolhes fazer enquanto ele anda às voltas.

domingo, 6 de janeiro de 2013

TU ÉS CAPAZ!


Qualquer dia que comece sem um objetivo, está, à partida, condenado ao “era melhor, não ter saído da cama”, como tal, torna-se fundamental saberes o que queres, o que tens e o que podes fazer sempre que o sol nasce. Um simples objetivo é, na realidade, suficiente para te motivar a viver todo o dia que tens pela frente, pois aniquila todo e qualquer sentimento de inutilidade, ansiedade e frustração que possas estar a viver. Tão simples e ao mesmo tempo tão complicado. Tão complicado porque sei, por experiência própria e pelo que oiço nas minhas sessões e palestras, que nem sempre é fácil ter, nem que seja apenas um, um objetivo diário. Ou melhor, muitas das vezes, até os temos, mas como estamos desprovidos de estratégia, a ação nunca ocorre. Mas vamos por partes, um objetivo é algo nato, pois ainda que de uma forma inconsciente o objetivo de cada bebé, por exemplo, é tornar-se autónomo, gatinhando primeiro, agarrando-se às coisas depois até, finalmente, começar a andar. Esta sensação de querermos sempre mais ou melhor é algo que nasce connosco e que apenas deixa de fazer sentido quando o estado emocional da pessoa é tão depressivo que se opta por desistir. Ter objetivos é como ter fome e comer, ou seja, é ter fome de vida e viver. Normalmente, um objetivo é algo que está sempre à mão, podendo ser o início de uma viragem de cento e oitenta graus ou, simplesmente, a materialização de algo que se deseja fazer, mas atenção, todo e qualquer objetivo tem de ser, estritamente, pessoal, ou seja, nunca poderás definir como um objetivo teu o desejo que alguém seja feliz, encontre a pessoa certa ou tenha toda a sorte do mundo. E depois existe esta vantagem maravilhosa, é que os objetivos não são esquisitos, eles deixam-se definir mesmo que não saibas quem és, sendo infeliz ou completamente ausente de todo e qualquer conhecimento sobre a paixão. O único requisito que essa formulação requer, é fazer parte de uma lista de intenções tuas.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Revista Zen - Janeiro 2013


É usual abordar a competitividade como uma competição, saudável ou não, de um para com o outro, logo, de dentro para fora e relativamente a isso, julgo eu, estamos todos fartos de ler e ouvir as mesmas discussões. Torna-se portanto necessário, fundamental até, trazer-vos uma nova realidade à consciência, ou seja, abordar a importância de sermos competitivos sim, mas de dentro para dentro para que se conquiste este mundo e o outro lá fora. Será que alguém ainda duvida de que a nossa mente é imensuravelmente mais ameaçadora que qualquer pessoa ou grupo de pessoas? Será que ainda acreditas que são os outros que são maus, que abusam de ti e te manipulam até à última casa? Espero bem que não e que, por já teres provado o seu veneno, já tenhas despertado para a única realidade que existe, aquela em que és tu o único responsável pela tua vida, seja pelas escolhas que fazes, pelo que permites ou pelo significado que dás ao que não controlas e te acontece. Podemos partir deste pressuposto? É que não me interessa falar com alguém que ainda vive na ilusão de que é sempre a vítima e o alvo dos maus. Não é por nada, é só porque sinto que estou a perder o meu valioso tempo com alguém que não quer e muito menos gosta de viver.
A nossa mente é a única força capaz de nos manipular, mentir e maltratar. É ela que te torna passivo, medroso e, como tal, um objeto fácil de abater por qualquer comum mortal É, portanto, fundamental que tomes essa consciência de único responsável acerca do que te tornaste para que, de hoje em diante, te possas tornar competitivo relativamente a ela. Sim, é necessário competirmos com ela todos os dias. Digo-te eu, que a treino diariamente há muitos anos. Uma vez contrariada, ou seja, gelada e sem domínio acerca de ti, estás livre para sentir. É verdade, sentir põe-na de rastos, indefesa e vulnerável. Sentir é o elixir da vida e o vírus da mente, por isso apaixona-te, cumpre tudo o que desejas e respira, mas respira mesmo, o maior número de vezes que conseguires nos mil quatrocentos e quarenta minutos que todos os teus dias têm, aprenderás, então, sobre quem és e o que andas aqui a fazer e quando deres por ti, os teus valores já estão tão bem apurados e as tuas convicções tão potenciadas que não existirá nada nem ninguém que te aparte de qualquer conquista que desejes. Vence o monstro que tens dentro e nada de amedrontará cá fora.
Nunca te esqueças de uma coisa: quando assumires as rédeas da tua vida e passares tu a dominar a tua mente, o próprio medo, que não passa de uma invenção tua, assustar-se-á contigo.