domingo, 9 de dezembro de 2012

O AMOR - AMOR


O Amor-Amor é tudo menos aquilo em que estás a pensar, pois quando pensas ele deixa de ser. O amor pensado não é um amor sentido, é obsessão, dependência e, posteriormente, desilusão.
O Amor-Amor, aquele que ama e faz amar, é tudo, tudo mesmo, que seja incondicional. É gratidão, é compaixão, é entrega, é paixão, sou eu e és tu, são as melhores coisas do mundo e os mais longos silêncios. É a convicção de que podes contar contigo para viver tudo o que sentes e para receber tudo o que sentem por ti.
O Amor-Amor é fruto do amor que se tem por nós mais o amor que se tem pelos outros. O falso amor é apenas uma semente podre do amor que se tem pelos outros que mesmo que germine não tardará a desfalecer, pois é o amor-próprio que a alimenta e quando este não existe, também não há água que irrigue o seu caule.
O Amor-Amor é o “amo-me” interior ou o “amo-te” quando nos vemos ao espelho, é a consagração da gratidão por estarmos vivos e por sabermos quem somos. O falso amor é o “amo-te” titubeante que se exclama nos ouvidos dos outros porque deles dependemos ou porque por eles nos tornámos obsessivos. Quando nãos nos amamos, não há amor que nos valha.
O Amor-Amor é a soma das tuas sensações internas potenciadas pelas oferendas externas. É o nirvana. O falso amor é uma conta de dividir onde tudo se espera do outro porque em nós não mora nada. É um imposto, uma taxa que inconscientemente cobramos a quem nos ama.  
 Ama-te - Ama-te!

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