quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

GRATIDÃO (11)


Querido amigo Gustavo,
talvez a maioria das pessoas não nos apelidaria assim, de “amigos”, uma vez que apenas estivemos juntos uma vez, no teu Workshop de 11 de Novembro no Porto, e trocámos um ou dois e-mails antes disso, mas tendo em conta o grande impacto que tiveste na minha vida, eu jamais te poderia considerar doutra forma que senão esta: como meu Amigo, meu Grande Amigo. És uma das pessoas a quem eu sinto uma enorme vontade de agradecer por me ter feito tão bem e por me ter despertado para um significado tão positivo que é possível dar à vida, às pessoas e às pequenas coisas.                                                                                               
Apesar de estares presente na minha vida de uma forma mais “virtual” e simbólica, através das tuas publicações no Facebook, do teu Blogue, dos teus e-mails em resposta aos meus e do teu livro “Arrisca-te a Viver”, eu considero-te um Grande Potenciador, uma Grande Alavanca e uma Grande Oportunidade na minha vida! Pode ser através do computador, de páginas de livros, mas és Tu que estás lá! És tu que estás a falar comigo! E eu ao ouvir-te já aprendi e vivi tanta coisa…                                                                                                                                             
Tu ajudaste-me a arriscar, a retirar pessoas da minha vida que já não faziam sentido e com quem já não havia identificação, a reorganizar a posição das pessoas no “avião” que é a minha vida e que eu comando, incentivaste-me a pensar mais por mim, a ouvir o que o meu coração diz nos silêncios, a perceber que errar faz parte e que não há que ter medo do medo, pois eu e a minha coragem juntas somos mais fortes que ele. Ajudaste-me a desmistificar preconceitos, a combater bloqueios, a identificar falsas crenças, a diminuir a influência do ego sobre mim, a perceber que as pessoas da minha família, apesar de poderem ser próximas, não precisam de ser as pessoas mais importantes da minha vida e às quais recorro apenas porque partilham o mesmo sangue que eu. Sou livre de amar quem quero. Contigo aprendi que os castradores não têm lugar na minha vida e que se alguma vez sentir que alguma pessoa me está a tentar prender ou a tentar desmotivar e “cortar as asas” para o voo no qual me quero aventurar, que essas pessoas deixarão de ter um lugar na minha vida. Contigo percebi que a vitimização não é caminho e que somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. É a chamada meritocracia como falas. Tive uma má nota na faculdade? Ok, devia ter estudado mais, para a próxima farei melhor. Fui bem-sucedida na apresentação de um trabalho? Não, não foi sorte. Eu esforcei-me, trabalhei e portanto mereci esse sucesso e reconhecimento. Claro que há algumas pequenas exceções inesperadas que por vezes acontecem, mas falo do que acontece de forma geral.                                                                                                                                            
Apesar de às vezes ser insegura, sinto que tenho todo o mérito do mundo por ter estado tão atenta no dia em que, na livraria Bertrand, andava eu à procura de um livro para ler e, indecisa entre dois, escolhi levar o teu “Arrisca-te a Viver”. Não podia ter tomado melhor decisão. Desde aí que invadiste a minha vida de uma forma tão avassaladoramente positiva que é caso para dizer que “acertei no dia em que te encontrei”, ou ao teu livro. Mas é a mesma coisa, certo? Com aquilo que fui aprendendo ao “ouvir-te” e que, simultaneamente, fui aplicando na minha vida, senti-me tão mais livre, tão mais dona de mim própria. Chorei ao ler e ao trabalhar com o teu livro. Não por ser comovente ou romântico, mas por me despertar para a minha própria realidade, por me fazer perceber que eu não sabia quem era, por me fazer perceber que existiam relações na minha vida que não faziam sentido, e esse despertar, tal como o bebé que nasce, dói, mas também é preciso, e acaba por ser tão doloroso quanto libertador.                                                                                                                                                                                    
Hoje, com 19 anos, posso dizer que gosto de mim e que me admiro enquanto pessoa e que tento sempre ser cada vez melhor. No entanto, sei que os meus próximos passos continuarão a ser no sentido de investir mais em mim pois, após tantos anos de “viver para fora”, é preciso gradualmente e progressivamente aprender a “viver e olhar para dentro de mim” também e tornar-me naquela pessoa pela qual quero estar primeiramente e prioritariamente apaixonada. Isso está aos poucos a acontecer, a seu tempo, como é natural.                                              
Como referes no teu livro “Arrisca-te a Viver”, eu, tal como tu, também sinto que uma das minhas missões é, sem dúvida, o meu desenvolvimento pessoal, a minha evolução e o meu investimento em mim própria. Pode haver quem pense que é egoísmo, mas quem conhece a maravilhosa sensação de percorrer este caminho de descoberta e de amor-próprio jamais concordará que é egoísmo. É muito mais fácil viver para fora, ceder às “tentações” da sociedade e desatarmos a fazer coisas que para nós não fazem sentido apenas porque “fica bem”, “os outros ficam felizes” ou porque “toda a gente faz”. Temos pena. Que se lixe o que os outros querem para mim, ou “o que fica bem”, se isso não fizer sentido para mim ou se comprometer a minha felicidade ou aquilo que quero para mim. Não sou mais importante nem estou à frente de ninguém, é certo, mas, na minha vida, primeiro estou eu. E apenas eu sendo a minha própria prioridade é que conseguirei também ajudar os outros de forma incondicional, com sentido, e sem lhes querer cobrar absolutamente nada pelo bem que lhes faço. Simplesmente não vou sentir necessidade disso, pelo amor-próprio e confiança que terei. A par da minha missão de desenvolvimento pessoal, sinto também que quero muito ajudar os outros, e acho que, através de muitas ações, o faço também e que também os faço felizes. Fico contente por duas missões tão gratificantes e de uma beleza tão incrível possam habitar simultaneamente em mim.                                                                                                                                                           
Das mais importantes lições que aprendi contigo tem a ver com a Paixão, principalmente por causa da história que no teu Workshop contaste sobre o teu namoro, quando tinhas 14 anos penso eu, com aquela menina encantadora brasileira que te disse que “vocês podiam ficar”. Achei a história tão encantadora, tão deliciosa, tão linda, tão apaixonante. O facto de nessa altura da tua vida, e uns anos mais tarde, teres consciência que ela ia partir e que irias sofrer, e, mesmo assim, dares tudo de ti, entregares-te por inteiro e viveres totalmente o que essa paixão e oportunidade te tinham para oferecer é de uma vontade de sentir e de viver soberbamente incríveis! Quando perguntaste no fim do Workshop aquilo que consideraste ser o ponto forte daquelas horas que passamos juntos eu referi logo essa história. Foi tão admirável e comoveu-me tanto. Eu pensei logo: OH MEU DEUS EU QUERO VIVER ALGO ASSIM!!!! Um género de sentimento de: quero viver as coisas com paixão, independentemente das consequências. Se o sofrimento vier, que venha, mas vou viver o mais apaixonada que posso primeiro, depois logo se vê o que acontece. Como também me lembro de dizeres nesse mesmo Workshop, mais vale 1 dia apaixonado e 2 em sofrimento, do que 3 dias sem sentir absolutamente nada. Afinal, somos um SER humano. E acreditas que já dei por mim a sentir-me apaixonada por amigos? Apaixonada de amizade? Sentir que quero tanto estar com eles e ficar tão entusiasmada e grata por tê-los na minha vida! Nunca tinha experimentado esse sentimento… E tu contribuíste tanto para essas minhas descobertas.                    
Do fundo do meu coração Gustavo, agradeço-te pela tua frontalidade, sinceridade, humildade, amor-próprio, coragem, acessibilidade, vontade de viver e de espalhares as tuas palavras, disponibilidade (principalmente por me teres respondido a um e-mail enorme que uma vez mandei a falar dum problema meu), bom caráter, bom coração, porque todas estas tuas qualidades e muitas outras fizeram com que ganhasses um lugar mesmo muito especial na minha vida e no meu coração. Falo tanto de ti às pessoas que conheço. E já algumas delas te seguem por eu lhes ter falado de ti! Quem porventura ainda não te conhecer, provavelmente até pensará que és realmente meu amigo próximo, da faculdade ou assim, e que estou contigo todos os dias, tal é a forma próxima, carinhosa e de admiração com que falo de ti. Mas afinal de contas tu és um amigo meu próximo, não é? Pelo menos eu sinto-te como tal.                                                                                                                                                                                   
Muito Obrigada pela inspiração que és, meu querido AMIGO!

Sílvia Xará

4 comentários:

  1. Grata por esta partilha. Há coisa mais linda que tocar corações!?
    Naaaaaaa...

    Abraço-te forte
    Ana (bee)

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  2. Penso que não Ana :) e realmente o Gustavo sabe fazê-lo de uma forma incrível e fora do comum! :) Beijinho grande :) *

    Sílvia Xará

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  3. Realmente o Gustavo é um ser humano encantador.E ao ler este texto confirma-se que é :optimista, racional, frontal, verdadeiro....E no fim,quem gosta,gosta....quem não gosta que meta na borda do prato como se faz com as espinhas...
    Um beijo de amizade,

    Paz....

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  4. Linda esta partilha.
    Senti uma vontade enorme de conhecer o Gustavo quando o vi no "Querido mudei a casa". Nas entrelinhas vi "algo" que quis aprofundar. Adquiri um livro dele que encontrei por acaso "Os laços que nos unem" com o intuito de o conhecer de uma outra forma e, desde então, o Gustavo passou a fazer parte da minha vida. Posso mesmo dizer que estás no cockpit do meu avião! ;)

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