quarta-feira, 14 de novembro de 2012

OU ÉS LIMITADO OU ÉS APAIXONADO!



Uma convicção limitadora é uma certeza de que és limitado. É uma crença a teu próprio respeito que acaba por colocar densas barreiras não só à tua aprendizagem como, também, à vivência de inúmeras experiências. Ainda que meras suposições sobre a realidade não sendo, por isso, verdadeiras, todas as convicções limitadoras afastam a pessoa dos seus objecivos e daquilo que, na maioria das vezes, lhes apetece, verdadeiramente, viver.

Gosto sempre de associar esta temática à paixão.

E faço-o porque acredito que todos nós temos uma enorme paixão por estar apaixonados, logo, as imagens do que perdemos por estarmos tão convictos do quanto limitados somos, são tão fortes, quase agressivas, que, num ápice, podemos tomar a consciência do que andamos a desperdiçar e mudar de atitude no segundo seguinte.
Estar apaixonado é a melhor coisa do mundo. Quantas vezes já o disseste ou ouviste alguém dizer isto? De facto, há uma tendência generalizada para associar à paixão, alguns dos melhores momentos ou fases da nossa vida e isso está cem porcento correcto, pois o tão almejado estado de felicidade só pode ser, verdadeiramente, alcançado quando pomos paixão em tudo o que somos, temos e fazemos.

Toma como exemplo aquela história onde te apaixonaste perdidamente por aquela pessoa. Como é que começou? Quais foram as coisas que sentiste e nunca tinhas sentido? Quais foram as coisas que fizeste e nunca tinhas feito? Quais foram as coisas que viveste e pensavas não existirem? Ultrapassaste os teus limites? Foste surpreendido? Está atento às imagens e às respostas que estão a passar na tua mente. Foi bom? Apetecia-te viver tudo de novo com a mesma pessoa ou com outra qualquer? Acredito que sim. Agora diz-me, essas memórias são suficientes para, hoje em dia, seres feliz? Têm o condão de te alimentar quando não estás apaixonado? Puxam-te para cima, quando estás mais em baixo? Acredito que não. E porquê? Porque elas não estão a acontecer “Agora”. Porque “Agora” és limitado. A paixão pode e deve ser muito mais do que o estar apaixonado por alguém. Esse fogo é aquilo que te move, que te faz sentir, fazer e viver coisas novas, que te faz ultrapassar os limites que julgavas ter e que tem a capacidade, renovada e infinita, de te surpreender. O teu desafio passa “Agora” por tentar encontrar, entre todo o lixo que depositaste em ti, algo que te apaixone, que mexa, finalmente, contigo e para isso basta levantares os olhos.

A vida é apaixonante.  


in "Arrisca-te a Viver", 2012

4 comentários:

  1. A paixão é como uma adição para mim... O pior é a ressaca...

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  2. Estar apaixonada é tãaaaooo bom!!! Mas é como uma droga, a ressaca é terrível...

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  3. "Bang"!!! Obrigada Gustavo por este e outros tão acertivos "estilhaços" que nos espicaçam.

    Se me permites "arrisco" afirmar que a paixão é o alimento da VIDA ,o anti-marasmo.

    Do meu ponto de vista quem não a alimenta não passa de simples espetador, vegeta ou acaba moribundo ,ultrapassando mesmo o "ser limitado".

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