segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Revista Zen - Novembro 2012


Não existe ninguém tão forte e tão bom como eu a cumprir objetivos.
Pode haver gente tão boa, mas melhor é impossível. E tenho um enorme orgulho em dizer-vos isto, em gritar-vos bem alto, e nos ouvidos, que consigo tudo o que quero e que nada nem ninguém me serve de justificação para eventuais falhanços. Eu não falho comigo e não falho porque me amo, porque me respeito muito, porque sei o que quero e não brinco no que toca a cumprir a minha missão.
O meu propósito é demasiado valioso para perder tempo a culpabilizar os outros, na preguiça ou à espera que a sorte mude. Aliás, eu só acredito na sorte depois do mérito e o mérito, esse atributo só ao alcance dos verdadeiros guerreiros, só se atinge por uma via: a da disciplina.
A minha experiência diz-me que um objetivo para ser bem definido deve primeiro cumprir um determinado número de requisitos, entre os quais: respeitar os meus valores, depender de mim e ser o mais específico possível, nomeadamente, ter pelo menos uma data definida e desafiante para a sua concretização. Claro está que não defino objetivos que possam ir contra quem sou, que não dependam de mim ou que não tenham um dia pré-definido com ousadia para os materializar e é por isso, por ser coerente com a minha missão, com as minhas paixões e porque sei que posso confiar em mim que concretizo 10 em 10, 20 em 20, 100 em 100. Sabes porquê? Sabes de onde vem este poder todo? Da minha capacidade de me autodisciplinar.
A disciplina não é e nunca será a matéria-prima, é o homem sujo e cansado que cava até a encontrar. No meu caso específico, e enquanto escritor, não é o livro pomposo e brilhante, são as horas intensas e desgastantes que passo sentado, à espera de um rasgo de inspiração. Neste momento encontro-me a escrever o meu quinto livro, e posso desde já adiantar que será um upgrade  do “Arrisca-te a Viver”, e tenho para mim definido que a data do seu fecho será no dia 31 de Dezembro deste ano. Coloquei este prazo em Junho passado e ainda não tinha escrito uma única linha, ou seja, restavam-me cerca de 200 dias para escrever pouco mais de 200 páginas. Desafiante, certo? Para tal acontecer e o objetivo ser cumprido, só saio do meu escritório depois de ter uma página de livro escrita por dia. E será que tenho sempre inspiração? Não, claro que não. Mas tenho sempre disciplina. A inspiração é a sorte depois do mérito de ser disciplinado por ousar sentar-me sem ideia nenhuma, por arriscar fechar-me em quatro paredes quando, lá fora, o sol convida a ir mais cedo para a praia.

Paz,

Gustavo Santos

1 comentário:

  1. "Não é a disciplina que faz o homem...é o homem que faz a disciplina" ;) Um beijinho Gustavo...gosto do que aqui leio diariamente!
    Sónia.

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