segunda-feira, 15 de outubro de 2012

GRATIDÃO (8)

 
 
"Desculpa se te invado constantemente com as minhas palavras, mas sinto que se soltaram, depois de ti. É algo que pensava que andava contido, mas que fazia tão parte de mim… como que uma voz, que até então, escolhi não escutar. Escutar, sim. Porque ouvir é demasiado banal para se prestar a devida atenção. Quero, contudo, esclarecer, que estou longe de ser uma fã doentia, que acompanha cada momento que te move. Apenas me apaixonei pela pessoa que és e pela pessoa que me permitiste ser. Que sempre fui, mas estava amarrada, em confins desconhecidos. E ao tomar consciência desses confins, decidi voar. Para que fique esclarecido, tu és uma pessoa saudável em mim, merecedora de me acompanhar no meu cockpit, ajudando-me a pilotar o meu avião.

Esta palavras são palavras, eternamente gratas por se terem encontrado nas tuas. Fizeram-me mover deste marasmo em que me encontrava. Fizeram-me ver a luz ao fundo do túnel, aquela que tinha, verdadeiramente, que seguir. Sem nenhum peso teológico na coisa.

Hoje, dia 14 de Outubro de 2012, comecei a escrever. O meu livro. Sem saber onde vai parar. Sem sequer querer perceber o depois. Só porque sempre o desejei. E assim, comecei a escrevê-lo. E após levantar o lápis do papel, após horas deste mesmo lápis estar sobre escrita, lembrei-me de ti. Demasiado tempo com ideias soltas resulta numa escrita interminável, que agora transcrevo para computador. Não sei porquê, mas sempre que abri um novo documento word, nunca consegui escrever nada, ou por outra, nada daquilo que escrevera me fizera sentido, aos meus olhos. Parecia-me forçado e pouco natural. Hoje, fez sentido transcrever-me para aqui.

Tu, Gustavo Santos, tornaste-te um dos meus melhores amigos. É como se fosses imaginário, mas real. Como se compreendesses e possuísses aquela voz do ‘continua’, sempre que penso desistir. Como se visses aquilo que realmente sou. Sem aqueles bloqueios a que nos habituámos e que tu tanto referes, com tanta razão. Vou continuar a partilhar-me contigo. Sinto-me bem com isto, tiveste um peso indiscutível para o meu reencontro comigo, e por isso ser-te-ei eternamente grata. Para sempre, ‘até que a morte nos separe’.

Hoje, terminei a leitura do teu livro, o ‘Arrisca-te a viver’ que, de momento, não faz sentido na minha vida, porque me encontrei, logo após o teu workshop. Foi como que um dejá vú. Contudo, ficará sempre guardado na minha prateleira, porque sei que, um dia, voltará a fazer sentido questionar o meu propósito aqui, quem sou e que culpa trago, por não ser quem desejo. Acabei de o ler hoje e fiquei de coração apertado por saber que havia chegado o seu fim, o do livro. Pedi que me enviassem mais livros, onde entre eles, lá constavas tu. Tu tens que constar, enquanto fores necessário. Ou talvez para sempre, na minha história. Adiante…

Continuarei a escrever-te enquanto me fizer sentido. Quando já não o fizer, haverás cumprido o teu papel na minha vida… mas decerto que já tens a tua impressão naquilo que sou agora.

Um grande beijo e que ele te encontre bem, que é somente como deves estar."


Sara

4 comentários:

  1. Maravilhoso de ler o bem que fazes ás pessoas.

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  2. Na areia da terra desenhei
    letras e desenhos sem querer
    e de repente olhei
    e vi que tinha desenhado o Çéu.
    Fantástico, o meu desenho!
    vi apenas terra e areia
    durante o muito tempo que desenhei
    e sem querer soltei
    o Çéu na Terra.
    Anjos, estrelas, almas
    pastores, humildes, viajantes,
    oprimidos, sem abrigos,
    humilhados, entrestecidos,
    mas nãop vi no meu desenho
    nem um que fosse rico.
    Fabuloso o meu desenho!
    vi alguém muito grande
    abraçando todos aqueles
    e vi também alguém de branco
    no meu desenho de terra
    que protegia, que amava,
    que cuidava.
    Afinal de contas emprestei
    a minha mão à Mão de Deus
    e Ele desenhou para mim
    a vida que me quer dar
    no Seu Infinito Amar.

    Olga

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  3. Gustavo...sinto-te como se fossesmos amigos! Daqueles que se encontram de vez em quando para almoçar, beber um cafe ou apenas conversar horas a fio... Esta, penso que é a sensação que transmites às pessoas. É impossível ficar-te indiferente... És verdadeiramente inspirador, potenciador, electrificante!!! Em cada gesto, palavra, olhar, entregaste a nós, teus ouvintes, seguidores, fãs, admiradores... É incrível como te penetras nas pessoas, nas suas vidas, nos seus corações, na sua pele. Sim, porque é palpável a tua luz, a tua inspiração, a tua verdade, a tua entrega!
    É bom saber q és "meu amigo" e que estás à distancia de um "clic".
    Palavras como as da Sara e tantas outras q ja te foram dirigidas só me fazem ficar com mais orgulho de ti e de mim, por um dia eu me ter permitido cruzar-me no teu caminho!
    Continua a inspirar as pessoas e a fazer todos os dias a diferença... Quem me dera a mim q todas as pessoas te pudessem ver e ouvir tal como eu e tantas outras pessoas ja te viram e ouviram! Um dia quem sabe...!!!
    Beijinho no coração!
    PAZ

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