quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Revista Zen - Março 2012



Quando era menino sonhava em mudar o mundo e quando cresci mudei mesmo, mudei o meu e com essa mudança outras pessoas escolheram modelar a minha coragem e mudaram também os seus e outras ainda seguiram-lhes o exemplo e estão a mudar agora. É possível mudar o mundo exterior com uma simples mudança interior e não há mundo maior nem mais complexo do que aquele que pertence a cada um de nós, pois olhar para dentro dá muito mais vertigens e desconforto do que olhar para fora. Cada um de nós pode e deve, assim, ser a mudança que gostaria de ver nos outros, mas não há mudança sem acção e não existe acção sem convicção.

Existem duas estirpes de convicções: as limitadoras e as potenciadoras.

Uma convicção limitadora é uma certeza de que és limitada. É uma crença a teu próprio respeito que acaba por colocar densas barreiras não só à tua aprendizagem como, também, à vivência de inúmeras experiências. Ainda que meras suposições sobre a realidade não sendo, por isso, verdadeiras, todas as convicções limitadoras afastam a pessoa dos seus objectivos, das suas paixões e daquilo que, na maioria das vezes, lhes apetece, verdadeiramente, viver. Por exemplo, quantas experiências deixaste de viver por, à partida, dizeres que tens medo, não gostas ou não vale a pena? Há muita gente que nunca viveu um amor por pensar que o amor são os gritos, a violência verbal, emocional e física que, na infância ou na adolescência, assistiu entre os pais, outros dizem que não gostam sem nunca terem, verdadeiramente, provado e depois ainda existem aqueles que já arriscaram e já se entregaram, mas como o resultado final da única tentativa que fizeram não deu certo e a dor ultrapassou todos os limites do conhecimento, desistiram e ficaram eternamente a pensar que não vale a pena, que não estão à altura, que não são merecedores e que mais vale assim do que serem novamente rejeitados.

As convicções limitadoras mais frequentes, aquelas que te afastam da paixão e da felicidade, têm todas origem no medo:

- Tens medo de não ser suficientemente bom para viver uma paixão.

- Tens medo de, ao vivê-la, não ser correspondido.

- Tens medo de falhar.

- Tens medo de ser rejeitado.

- Tens medo da magnitude da experiência.

- Tens medo de ser bem-sucedido.

Bom, mas será que existe uma fórmula ou uma teoria capaz de transformar uma convicção limitadora em potenciadora? Claro que sim, mal de mim se agora dissesse que algo não era possível. Basta fazeres uma pergunta, uma simples pergunta a ti mesma:

- Não consigo ou não quero?

A resposta a esta pergunta é universal pois, afinal de contas, todos conseguimos tudo, podemos é não querer porque o medo ainda é mais forte que o desejo. O fim de uma convicção limitadora é a passagem à acção e a acção é o princípio de toda a mudança, portanto, agora que já entendeste que tudo é possível e que tudo o que te limita é a ilusão de que tens medo, larga essa zona de conforto onde nada tens a aprender e arrisca-te a viver.

Uma convicção bem dirigida, ou potenciadora, é como um sistema de navegação. Permite-nos, mesmo não conhecendo o caminho, chegar onde desejamos, sempre certos de que as escolhas que fazemos são as mais acertadas, rumo ao objectivo final, a felicidade. Aqui estão as mais frequentes:

- Tudo é possível!

- Eu sou capaz!

- Eu sou merecedor!

Convicções limitadoras geram vidas limitadas.

Convicções potenciadoras geram vidas felizes.

 Paz,
Gustavo Santos

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